O que fazer em La Paz: Walking tour guiado [Cap.23]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.23: O que fazer em La Paz – Walking Tour guiado 

22/4/2016

Acordamos um pouco mais tarde do que o habitual e fomos nos arrumar e tomar café da manhã. Vagner a Patrícia arrumaram os mochilões deles, porque fariam o check-out antes da gente sair pra explorar La Paz.

Pegamos um mapa na recepção e marcamos junto com o moço que estava lá os principais locais que deveríamos conhecer. Vagner e Pate fizeram o check-out e deixaram os mochilões na sala de bagagens e o moço perguntou se eu e Elisa ficaríamos no mesmo quarto e dissemos que sim (aqui demos um vacilo, porque poderíamos ter mudado de quarto, mas a gente achou que não iriam colocar ninguém conosco… Doce ilusão hahahahah).

Fomos andando seguindo o mapa e chegamos a pé à Plaza Murillo, sem qualquer tipo de problema. Fizemos algumas paradas pra ver botas e roupas de frio que, por sinal, são muito baratas e vale muito a pena. Na Plaza Murillo ficam os prédios importantes do governo como o Palacio Quemado (sede do governo boliviano), a sede do Congresso da Bolívia e um relógio muito famoso por marcar a hora ao contrário.

Explicação do Wikipedia: “O prédio com relógio na fachada do Legislativo boliviano (presente na praça), passou a ter a numeração ao contrário além dos ponteiros, para girarem no sentido anti-horário (desde junho de 2014) como forma de conscientizar a população de que a Bolívia é uma nação do Sul e não do Norte.”

Nós tiramos fotos com os guardinhas do Congresso e com os milhares de pombos da praça. Nesse momento tava tendo uma apresentação escolar sobre o dia do meio ambiente! As crianças estavam todas fantasiadas de animais, vegetais e plantas. Tudo tão bonitinho!

Depois da Plaza Murillo, decidimos ir ao Mirador Killi Killi. Pegamos um táxi na rua paralela à Plaza e pedimos pro taxista nos esperar lá no mirante porque não demoraríamos nem 5 minutos. Entramos no táxi já fechando o valor total da corrida por 30,00 bolivianos (7,50 pra cada) que incluía: Mirador Killi Killi, espera de 5 minutos lá e ida ao Teleférico da linha amarela.

Paramos no mirante e a vista era incrível. De fato era a Rocinha boliviana. Parecia um mar de casas tudo uma em cima da outra, mas, de certa forma, organizadas. Foi bem legal ver o contraste de todos os lugares que estivemos ao longo daqueles dias e a Bolívia se mostrava uma surpresa um tanto quanto positiva, pois no início do planejamento da viagem, achamos que seria bem perigoso andar em La Paz e não poderia ter sido mais tranquilo! Óbvio que sempre estávamos atentos, mas confesso que me senti mais segura andando pelas ruas de La Paz que pelas ruas do Rio.

Tiramos algumas fotos e voltamos pro táxi rumo ao teleférico da linha amarela (que a maioria das pessoas dizem ser o mais extenso e o mais bonito). Pagamos 6,00 bolivianos pelos tickets de ida e volta, sentamos no teleférico e fomos contemplando a beleza daquele lugar. Olhávamos tudo bem impressionados com a modernidade de algumas coisas em contraste com o atraso de outras e ficamos chocados (no bom sentido) com a tecnologia daquele teleférico que era movido em partes por energia solar.

O passeio foi super agradável e decidimos almoçar lá por cima mesmo (pior erro que cometemos). A Pate achou um restaurante pé sujo perto do teleférico e fomos lá conferir. Pagamos 10,00 bolivianos por uma sopa estranha e um prato principal nojento: arroz papado com pedaços não identificados de frango e uma banana sinistra. Demos umas bicadas pra tentar forrar o estômago, mas foi meio que inútil porque eu continuei morrendo de fome, mas nem deu pra comer em outro lugar porque nosso tempo tava bem apertado.

Pagamos 12,00 bolivianos num sorvete (que parecia ser dos deuses pela foto) pra tentar tapar o buraco que o almoço não tapou. Como eu já devia imaginar (porque sou formada em publicidade) caímos direitinho no conto da propaganda e o sorvete nem era lá essas coisas e nos custou mais caro que o almoço. Tivemos que comer tudo rapidinho antes de entrar no teleférico, porque é proibido comer lá dentro.

La Paz foi, sem dúvida alguma, uma supresa super positiva!

Chegando lá embaixo, pegamos uma van por 2,00 bolivianos pra irmos até a Plaza San Pedro que era onde eu e Elisa iríamos encontrar a galera da Red Cap pra fazer um tour guiado andando pelas ruas de La Paz por 20,00 bolivianos. Há alguns anos atrás esse tour era gratuito como aqueles “Free Walking Tours” que vemos na Europa, mas as agências de turismo começaram a implicar e eles começaram a cobrar um valor simbólico de 20,00 bolivianos por pessoa.

Vagner e Pate só tinham mais aquela tarde e decidiram trocar o city tour pelas compras na Calle de la bruxas. Eu e Elisa queríamos muito fazer o tour guiado, então, combinamos com eles de nos encontrarmos às 18:00 pra jantarmos juntos e nos despedirmos.

O city tour é em inglês e dura 2h30 minutos e é muito legal e animado. São duas pessoas bem jovens que interagem com você o tempo todo e te contam várias curiosidades e histórias sobre a cidade. É possível fazer o city tour todos os dias às 11h ou às 14h na Plaza San Pedro. É só chegar e procurar a galera com boné vermelho e/ou casaco vermelho da Red Cap. NÃO PRECISA RESERVAR, é só chegar e se juntar ao grupo (o pagamento é feito no final do tour). 

Essa galera da Red Cap faz outros tipos de tour super interessantes: gastronômico, cultural, de aventura, ect. Confere aqui!

Chegamos na Plaza San Pedro por volta das 13:30 e já avistamos uma menina com um boné vermelho e fomos lá perguntar pra ela que horas começaria. Ela disse que às 14:00 em ponto iniciaria o tour. Eu e Elisa ficamos sentadas esperando até que do nada chegou mó grupão de gringos e os dois guias começaram a se apresentar.

Nós pegamos o Cris e a Daniela como guias, dois jovens muito animados e que conheciam muito das histórias e peculiaridades de La Paz. Não vou contar as curiosidades aqui, porque vale muito a pena vivenciar esse passeio ao vivo. Nossa! Depois de vários dias pegando guias ruins, sem comprometimento, chatos e desanimados, a gente finalmente teve a bela surpresa de ter esses dois jovens como guias.

Basicamente os lugares que passamos foram: Plaza San Pedro, Mercado Rodriguez, Calle de las Bruxas (essa parada teve muitas histórias e curiosidades incríveis), Plaza San Francisco, Mercado Lanza (fizemos uma pausa para provarmos vitaminas – eu e Elisa dividimos uma e pagamos 4,00 bolivianos cada – e saladas de fruta), Plaza Murillo e a última parada foi no restaurante Sol e Lua onde tomamos, de graça, um licor boliviano típico. Eu e Elisa ainda demos 5,00 bolivianos cada de gorjeta para a Dani e o Cris.

SÉRIO! Valeu muito a pena fazer o tour guiado pela Red Cap. O valor foi tão pequeno se comparado ao tanto que nos divertimos e ouvimos coisas interessantes sobre La Paz.

 

Se você tiver 2h30min sobrando no seu roteiro de La Paz, definitivamente inclua o tour guiado pela Red Cap (não estou sendo paga pra fazer jabá não. Eu realmente curti demais o walking tour e acho que agregou muito à experiência desse mochilão.)

Depois de ficarmos encantadas com o tour e olhar La Paz com outros olhos, encontramos o Vagner e a Pate no hostel arrumando as últimas coisas no mochilão deles para, enfim, voltarem ao Brasil. Nós fomos até a creperia e depois de comermos um crepe sensacional (30,00 bolivianos), nos despedimos com muita dor no coração dos nossos parceiros de viagem, que hoje são nossos grandes amigos e nos falamos quase todos os dias no grupo do Whatsapp.

Eu e Elisa ficamos mais um pouco na creperia e depois decidimos ir comprar nosso passeio na Arco Travel pro Tiwanacu pro dia seguinte. Choramos desconto, mas não deu porque só fechamos um passeio. A moça disse que se tivéssemos fechado o downhill ou o Chacaltaya seria possível dar um bom desconto. Saco! #bateuremorso

Pagamos 180,00 bolivianos (ônibus, guia, entrada e almoço incluídos) e depois dessa facada básica (eu não tava muito animada pra esse passeio não, mas Elisa tava super animada, então decidimos ir), fomos até a Plaza San Francisco pra visitar a igreja por dentro – que é linda por sinal – e eu aproveitei pra comprar meus postais (12,00 bolivianos em vários) nas lojinhas ao lado. Como nosso estoque de biscoitos estava acabando, eu e Elisa fomos novamente ao Mercado Lanza pra comprar mais mantimentos pro passeio do dia seguinte. Dividimos um biscoito por 4,50 bolivianos cada.

Antes de voltarmos ao hostel, passamos na casa de câmbio pra trocar mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 (347,50 bolivianos). Chegando no quarto tivemos uma surpresinha. A galera da recepção colocou no nosso quarto de quatro pessoas, dois meninos. Eu não vi muito problema, porque já dormi em quarto de oito pessoas em Berlim onde 7 eram homens e só tinha eu de mulher. Mas, a Elisa estava muito incomodada com a possibilidade dos meninos poderem fazer alguma coisa com a gente enquanto dormíamos. Ela disse era melhor a gente dormir no quarto de 20 pessoas. Elisa tava tão incomodada que começou a me dar paranoia de leve olha que eu tava super de boa com a situação.

Enfim, perguntamos na recepção se seria possível trocar de quarto e eles disseram que não, que só seria possível trocar no dia seguinte depois do check-out porque iriam sair 4 pessoas do quarto de 20. Pedimos pra realocarem a gente no dia seguinte então. Eu subi, tomei banho, coloquei meu tapa olho e meu tapa ouvido e dormi que nem uma princesa. Já a Elisa disse que não conseguiu pregar os olhos a noite toda com medo de alguma coisa acontecer.

Amanhã seria nosso penúltimo dia em La Paz, na verdade o último, porque na madrugada seguinte iríamos embarcar no avião para Santa Cruz de la Sierra às 7:00 da manhã.

SALDO DO DIA:

– 7,50 bolivianos – Táxi até o Mirador de Killi Killi + Teleférico linha amarela
– 6,00 bolivianos – Ticket do teleférico linha amarela (ida e volta)
– 10,00 bolivianos – Almoço
– 12,00 bolivianos – Sorvete
– 2,00 bolivianos – Van do teleférico até a Plaza San Pedro
– 20,00 bolivianos – City Tour (Red Cap)
– 5,00 bolivianos – Gorjeta do City Tour
– 0,50 bolivianos – Banheiro
– 4,00 bolivianos – Vitamina
– 30,00 bolivianos – Crepe – 180,00 bolivianos – Passeio de Tiwanacu
– 12,00 bolivianos – Postais
– 4,50 bolivianos – Biscoitos

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 293,50 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.24) Passeio em Tiwanaku e tatuagem na Bolívia

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Confira o Capítulo 22:

Chacaltaya e Valle de la Luna em La Paz [Cap.22]

 

 

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