Chacaltaya e Valle de la Luna em La Paz [Cap.22]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM
[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.22: Chacaltaya + Valle de la Luna em La Paz

21/4/2016

Vale a pena ler o capítulo 20 pra entender melhor onde fechamos os passeios, quanto pagamos, melhor forma de negociar!
Fechamos na Bolívia Ingel o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna por 78,00 bolivianos (sem almoço incluso) + 30,00 bolivianos de taxa no local, sendo que as outras agências estavam nos cobrando 90,00 bolivianos + a taxa.

Acordamos por volta das 7:00, nos arrumamos e fomos tomar café da manhã no hostel mesmo, porque estava incluso na nossa diária. O desayuno forrou muito bem nosso estômago: banana, yogurte com aveia, pão, manteiga, geleia, café e suco de laranja.

A vista do café da manhã foi para a imensidão de casas de La Paz (que mais parece a Rocinha organizada, de forma que era bem bonito ver tudo lá do último andar do prédio) e para umas montanhas que tinham o pico todo coberto de neve. Acabamos de tomar o café da manhã e fomos logo pro hall esperar o guia nos buscar às 8:20.

No horário marcado uma moça entrou na recepção e gritou: Elsa, Mayara, Patrícia e Vagner. Assumimos que éramos nós por causa dos nomes da Patrícia e do Vagner, porque se fôssemos só eu e Elisa a gente nunca ia desconfiar (mentira! Ia sim, porque nego sempre me chama de Mayara e eu meio que já respondo! Isso quando não me chamam de Marajana ou Marayana rs). Entramos na van, entregamos nossos bilhetes do passeio pra mulher e estávamos nos acomodando nas nossas poltronas crente crente que já estávamos partindo pro passeio, quando a mulher mandou a gente descer, porque na verdade nossa van era outra! Hahahahaha

Ela disse que aquela van só levava até a metade do caminho, porque iríamos de micro-ônibus pro passeio. Descemos e fomos seguindo ela por umas ruelas até encontrarmos nosso micro-ônibus e quem de fato seria nosso guia. De cara já vimos que o Emiliano e a Marina estavam no mesmo passeio que a gente e depois conhecemos outro casal brasileiro super aventureiro: o André e a Cris.

Tinha mais um monte de brasileiros no micro-ônibus! Mó galera mesmo! Digamos que 90% das pessoas eram brasileiras. Foi a mó festa, todo mundo contando histórias, trocando dicas e tal até que o nosso guia resolveu abrir a boca. PQP! Ele tinha morrido e ninguém tinha avisado. Até meu avô de 85 anos conseguia ser mais animado que aquele guia (beijo vô!). O guia era muito esquisito (muito mesmo), tinha uma cara de cu e parecia que tava fazendo aquilo obrigado. Ele explicou mais ou menos como seria o passeio, deu algumas informações dos lugares que estávamos indo visitar e sentou. Ele sentou pra cochilar! Ódioooo! Geral ficou meio desanimado, porque é muito importante pegar um guia bom pro passeio valer a pena, mas já não tava sendo nosso caso há alguns dias. Na verdade, paramos de pegar guias bons no Chile! Hahahahahaha Ah! Antes do cochilar ele nos cobrou a taxa local de 30,00 bolivianos do passeio.

Enfim, o guia foi dormir e nós continuamos conversando até que fizemos uma parada pra fotos. Lugar lindo com várias montanhas ao fundo todas com o pico coberto de neve. Lá aproveitamos pra registrar a cabeçada brasileira numa selfie show de bola usando meu pau de selfie! Vou te falar que esse pau de selfie é escroto, mas ajudou pra caraca na viagem! É bom levar um!

Entramos no micro-ônibus de novo e o guia disse que em alguns instantes estaríamos no Chacaltaya (acho que levou mais ou menos 1h30 minutos do ponto de parada pra foto até lá), fizemos um caminho do mal em zigue-zague que eu tava vendo a hora da roda escapar daquele precipício e a gente encerrar nosso mochilão, mortos, ali mesmo. Sério! O caminho tinha exatamente o espaço pra caber o micro-ônibus nem um pentelho a mais e nem um pentelho a menos. Qualquer movimento em falso poderia ser fatal.

Prepare-se para perder o fôlego de duas formas: com a altitude e com a beleza do visual lá de cima!

 

Depois dos momentos de tensão, nego até parou de conversar nessa hora porque acho que tava geral rezando rs, chegamos ao “pé” do Chacaltaya (vocês também acham que esse nome é de algum fantasma fugido daquele filme “Os 13 Fantasmas”… Eu falo Chacaltaya em voz alta e tenho medo até de evocar algum espírito… Só eu tenho essa sensação? Rs) e lá tinha uma casinha onde rolou de ir ao banheiro de graça (\o/). O guia disse que quem quisesse poderia deixar as coisas no micro-ônibus que ninguém mexia (nós já tínhamos lido relatos de que havia furtos em alguns passeios em La Paz, então, nós levamos nossas mochilas de ataque conosco).

Começamos a subir num ritmo bem bom até que esse ritmo chegou a zero depois de 5 minutos subindo numa altitude super elevada (nem tava tãoooo frio, tava bem mais quente que o dia do downhill, se serve de comparação). Cara! Eram 10 passos pra cada 1 minuto de descanso. Tava foda. Faltou ar. O coração acelerou legal. Você ia olhando pra trás e vendo um monte de gente sentada descansando, alguns até desistiram no meio (Pate e Vagner não foram até o topo), mas eu e Elisa seguíamos firmes, fortes e lentas. Depois de uns 30/40 minutos, conseguimos chegar ao topo! Caraaaa eu me senti o Roque Balboa com aquela musiquinha de fundo. Só não dei aqueles pulinhos vitoriosos, porque né? Não dava! Hahahaha

Chegamos lá no topo, tiramos meia dúzia de fotos e o guia manda a seguinte frase: “É hora de descer!” Oiiiii? Tá me zuando né? Levei quase 1 hora pra subir esta merd* e não tem nem 10 minutos que tô aqui em cima e tu quer me mandar descer? Valeu!!!! Senta lá Cláudia!

Eu, Elisa e mais umas 6 pessoas ignoraram o guia e continuamos tirando foto e apreciando a beleza daquele lugar que era surreal de lindo. Aí o guia mala ficou chamando e disse que ia nos contar algumas curiosidades sobre aquele lugar. Ele falou por uns 5 minutos coisas que você, com certeza, pode ler no Wikipedia e mandou a gente descer. Eu tava com um ódio no meu coração que eu vou te contar uma coisa… Nunca mais queria ver a cara desse guia de novo.

Descemos com muito cuidado pra não escorregar e fazer strike em geral e, finalmente, chegamos em “terra firme”. Todos entraram no micro-ônibus e voltamos em direção à La Paz, mas com sentido ao Valle de la Luna. Algumas pessoas pediram pra descer no meio do caminho porque não iriram para o Valle de la Luna (eu super acho que vale a pena ir). Chegamos lá, o guia mandou geral descer e nessa hora tava começando a chuviscar, mas nada demais.

A gente nem tinha entrado direito no sítio arqueológico e o guia já falou que deveríamos ser rápidos e começou a andar na nossa frente meio que correndo. Olhamos uns pros outros e concordamos de cagar baldes na cabeça dele e curtir a beleza daquele lugar sozinhos, mesmo que não tivéssemos nenhuma explicação sobre o local. Quando o guia se deu conta tava andando completamente sozinho e todo mundo espalhado tirando foto e se divertindo até que ele pediu pra gente chegar perto que ele queria explicar como foi a formação daquele lugar.

Ele repetiu, pelo menos, umas 6 vezes que o Valle de la Luna foi formado pela erosão do vento, água e sol e blá blá blá… Zzzzzzz. Joguem no Wikipedia que vai ser melhor. Geral olhou pra cara dele com cara de “cala boca” e continuamos seguindo nosso tour por conta própria. Foi mil vezes mais divertido. Fizemos várias fotos legais, zuamos muito. Aí cada hora a gente revezava um sendo o guia e essa pessoa ia repetindo sobre o processo de erosão do vento, água e sol. The zueira never ends, não é mesmo?!

Depois de percorrer todo sítio arqueológico, que não é muito extenso e tem os caminhos bem marcados e sinalizados, chegamos na saída e quando entramos no micro-ônibus, quem tava lá sentadinho fazendo merd* nenhuma? O guia! Vontade de socar a cara dele! Durante a volta até La Paz, fomos nos empanturrando de biscoito porque a fome tava nos matando e, geralmente, esse passeio não tem nenhuma parada para almoço ou lanche.

Todos entraram no micro-ônibus e já era hora de voltar pra La Paz. Algumas pessoas pediram pra ficar em frente ao teleférico, outras no meio do caminho e nós seguimos até o final na Plaza San Francisco que era perto do nosso hostel. Chegamos por volta das 16:30 na praça e ainda tínhamos mais uma aventura pra noite daquele dia: ir ver o jogo do São Paulo X The Strongest no estádio de futebol Hernando Siles.

Ah! Eu curti o passeio de Chacaltaya + Valle de la Luna, óbvio que eu gostaria de ter tido um guia mais animado e comprometido com o trabalho, mas quem não tem cão caça com gato, né? E mesmo com um guia de merd* conseguimos nos divertir muito no passeio com pessoas maravilhosas como os brasileiros que conhecemos.

La Paz foi uma cidade que nos surpreendeu positivamente! Não deixe de incluí-la no seu roteiro.
Fique, pelo menos, 2 dias por lá!

 

Antes de voltarmos pro hostel, nós paramos numa galeria onde ficava a Arco Travel pra perguntar quanto era o passeio de Tiwanacu, porque eu e Elisa estávamos pensando em ir no nosso penúltimo dia em La Paz. Aproveitamos pra fazer a despedida do Emiliano e da Marina numa creperia maravilhosa dentro dessa mesma galeria. Todos comeram, mas eu e Elisa tínhamos comido tanto biscoito que acabamos perdendo a fome.

Voltamos pro hostel pra nos arrumar e no caminho trocamos mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 o que nos deu uma bolada de 347,50 bolivianos. O jogo começaria às 21:00, então foi o tempo da gente tomar um banho, se arrumar e ir jantar. Entramos num restaurante cubano sensacional, todo ambientado com coisas de Cuba. Pedimos um hambúrguer gourmet maravilhoso e uma água e pagamos 30,00 bolivianos cada.

Já eram 19:45 quando pagamos e fomos em direção à Plaza San Francisco pra tentar pegar um táxi até o estádio (detalhe importante: não tínhamos os ingressos ainda hahahaha). Nenhum táxi parava ou os que paravam não queriam levar a gente lá. Decidimos perguntar se dava pra ir andando e uns meninos disseram que dava uns 15 minutos a pé. Pernas pra que te quero… Fomos andando e perguntando em cada esquina pra não errar o caminho, eis que chegamos na avenida principal do estádio que estava fechada e só era possível acessá-la a pé.

No caminho, vários cambistas interceptaram a gente, mas decidimos que iríamos tentar comprar na bilheteria primeiro e se estivesse esgotado por lá, iríamos em algum cambista. A galera nem disfarçava não. Gritavam pra todo mundo ouvir que estavam vendendo os ingressos pro jogo. Os cambistas estavam vendendo a 85,00 bolivianos pra qualquer um dos lados.

Chegamos à bilheteria e ainda estavam vendendo ingresso por lá. Escolhemos ficar na torcida do The Strongest e pagamos 80,00 bolivianos e já fomos subindo correndo porque o jogo estava prestes a começar. Eis que nos deparamos com a arquibancada lotada e não tinha espaço pra gente, ficamos indo e vindo de um lado pro outro tentando achar lugar pra nós quatro.

Pedimos aos guardas pra nos ajudarem, porque já tava começando o jogo e a gente tava em pé e nego tava xingando a gente. Até que uma rapaziada muito gente fina gritou: Quatro? Olhamos pra eles e eles apontaram pros lugares. Uhulll! Subimos e fomos pedindo licença porque é muito apertado o corredor entre as cadeiras. Agradecemos muito aos caras e já estávamos prontos pra assistir o jogo quando percebemos que todos estavam olhando pra gente. Deu um certo desconforto aí um cara perguntou se a gente torcia pro The Strongest e a gente respondeu: claroooo! Vai The Strongest! Hahahahahaha

Pior que estávamos mesmo torcendo pro The Strongest e depois que todos entenderam que éramos da mesma torcida foi irado. A gente tava se sentindo em casa. Eu gritava em espanhol as mesmas coisas que os caras gritavam: Tranquilo! Tarja roja! Carajo! Entre outras expressões normais do futebol… Foi bem engraçado e a experiência foi bem divertida, tirando o fato de que o jogo empatou e o The Strongest foi desclassificado e tava geral puto!

Vimos o último lance já perto da escada e assim que vimos que jogo empatou, descemos as escadas correndo e fomos logo tratando de sair da confusão. Demos uma corridinha básica pra ficar mais emocionante, porque a gente não sabia como o povo boliviano lidava com a desclassificação e se fosse como as torcidas organizadas do Rio ia dar merd* e a gente não queria estar lá pra ver.

Depois de sair da muvuca, fomos andando pro hostel (a volta sempre é mais rápida que a ida, né?), passamos por vários bêbados na rua e chegamos em “casa” perto da meia-noite. Tomamos um banho quentinho e fomos dormir, porque o dia seguinte seria o último dia de mochilão da Pate e do Vagner e ainda tínhamos muitas coisas pra ver por La Paz, propriamente dita.

SALDO DO DIA:

– 30,00 bolivianos – Taxa local do Chacaltaya
– 30,00 bolivianos – Jantar
– 80,00 bolivianos – Ingresso para o jogo do São Paulo X The Strongest

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 140,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.23) Walking tour guiado em Laz Paz

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Confira o Capítulo 21:

Downhill na Death Road em La Paz [Cap.21]

 

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