
Roteiro Tunísia completo: O que fazer, quanto custa e dicas úteis
Roteiro Tunísia completo: Confira meus gastos reais dicas de segurança, transporte e o que fazer em cada cidade num roteiro de 9 dias.A Tunísia não estava no meu radar, assim como não está no radar de muita gente. Mas, agora que eu fiz esse roteiro Tunísia de 9 dias e conheci esse país maravilhoso, eu acho que ele é extremamente subestimado.
Eu desembarquei em Tunes de madrugada com uma amiga, sem saber muito bem o que esperar, e saí completamente apaixonada por esse país que mistura deserto, Mediterrâneo, história romana e cultura árabe num pacote só.
Esse meu roteiro Tunísia foi todo feito entre duas mulheres, sem guia, no improviso, reservando hotel pelo Booking.com e nos deslocando através do aplicativo InDrive e a viagem correu super bem.
Nesse post, eu vou te contar exatamente o que eu fiz, quanto eu gastei, o que eu recomendo provar, como se vestir, como negociar nos souks, se é seguro viajar sendo mulher e ainda vou te dar dicas de outros lugares incríveis da Tunísia que eu não visitei dessa vez, mas que valem muito a pena.
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Nesse post você vai ler:
- Onde fica a Tunísia e por que vale a pena
- Alguns motivos pra colocar a Tunísia no seu roteiro
- Quantos dias ficar na Tunísia?
- Documentos para brasileiros entrarem na Tunísia
- Informações úteis pra saber antes de viajar para a Tunísia
- Melhor época para viajar para a Tunísia
- Como chegar na Tunísia
- Moeda e como levar dinheiro pra Tunísia
- Internet na Tunísia
- Como se locomover pela Tunísia
- Meu roteiro de 9 dias pela Tunísia
- O que fazer em Tunes
- O que fazer em Sidi Bou Said
- O que fazer em Hammamet
- O que fazer em Nabeul
- Outros lugares imperdíveis que eu não visitei
- Praias imperdíveis que eu não consegui fazer no meu roteiro
- Gastronomia tunisiana: O que provar
- Como se vestir na Tunísia
- Como negociar nos souks
- A Tunísia é segura? É seguro viajar sendo mulher?
- Onde se hospedar na Tunísia
- Como economizar com hospedagem na Tunísia
- Meu gastos na Tunísia
- Quanto custa viajar pela Tunísia
- Seguro viagem para a Tunísia
- Vale a pena visitar a Tunísia?
Onde fica a Tunísia e por que vale a pena
A Tunísia fica no norte da África, no Magrebe, entre a Argélia e a Líbia, banhada pelo Mar Mediterrâneo. É o menor país do norte africano, o que na prática é uma vantagem gigante pra quem tem pouco tempo: Dá pra combinar praia, deserto e história romana em roteiros relativamente curtos, sem passar o dia inteiro dentro do carro.
O país foi colonizado pelos fenícios (foi aqui que ficava a antiga Cartago), depois virou província romana importantíssima, passou pelo domínio árabe, foi protetorado francês por cerca de 75 anos (1881 a 1956) e hoje é uma república. Essa mistura toda de camadas históricas é visível em cada cidade. Você anda por uma Medina otomana, passa por uma igreja construída em cima de ruínas romanas e termina o dia numa praia que parece a Grécia.
Um pouco sobre a história da Tunísia
E o peso histórico da Tunísia vai muito além do turismo: Foi aqui que começou a Primavera Árabe. Em dezembro de 2010, o ato do jovem vendedor ambulante Mohamed Bouazizi, em protesto contra a repressão do governo, disparou uma onda de manifestações que derrubou o então presidente Ben Ali em janeiro de 2011 e se espalhou por praticamente todo o Oriente Médio e norte da África nos anos seguintes.
Entre 2011 e 2021, a Tunísia foi, de fato, considerada o único país da região a sair da Primavera Árabe com uma transição genuinamente democrática: Teve eleições livres, uma constituição progressista em 2014, e o grupo que mediou o diálogo nacional do país chegou a receber o Prêmio Nobel da Paz em 2015.
Porém, desde 2021, sob o presidente Kais Saied, o país vem passando por um retrocesso democrático amplamente documentado por organizações como a Freedom House: O parlamento foi dissolvido, uma nova constituição concentrou poder no Executivo, e o estado de emergência já soma uma década consecutiva (dado de 2026). Ou seja, o mérito histórico da Tunísia como pioneira democrática da região é real, mas hoje o cenário político é mais complexo.
E não é exagero dizer que o país é “pequeno, mas denso” em patrimônio: A Tunísia tem hoje 10 sítios reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial (dado atualizado até agosto de 2026, quando o próprio vilarejo de Sidi Bou Said, que eu visitei e conto tudo aqui embaixo, foi oficialmente inscrito na lista).
Isso faz da Tunísia o país árabe e africano com o maior número de sítios UNESCO do mundo. Entre eles estão a Medina de Tunes, o sítio arqueológico de Cartago, o anfiteatro de El Jem, as medinas de Kairouan e Sousse, as ruínas de Dougga, a cidade púnica de Kerkouane e sua necrópole, a ilha de Djerba, o Parque Nacional de Ichkeul e, agora, Sidi Bou Said.

Alguns motivos pra colocar a Tunísia no seu roteiro
– Voos baratos saindo da Europa (é super fácil de encaixar um “pulinho” saindo de Portugal, Espanha, França ou Itália)
– Brasileiros não precisam de visto
– Custo de vida baixo, parecido ou até mais barato que o Marrocos
– Povo receptivo e sem aquela “pressão” de vendedor que a gente se irrita um pouco em outros países árabes
– Mistura de praia + deserto + patrimônio histórico da UNESCO tudo num país só
– No geral, ainda é pouco visitada, então você aproveita antes do “boom” turístico (como aconteceu com a Albânia recentemente)
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Quantos dias ficar na Tunísia?
Eu fiquei 9 dias e achei um tempo bem tranquilo pra fazer um roteiro sem correria, focado na costa (Tunes, Sidi Bou Said, Hammamet e Nabeul). Foi suficiente pra conhecer com calma, sem pular de cidade em cidade todo dia, e ainda sobrou tempo de praia.
Mas, se você quiser incluir o deserto (Tozeur, Chott El Jerid) e o interior histórico (Dougga, El Jem, Kairouan), o ideal é esticar pra 12 a 14 dias, porque essas regiões ficam a várias horas de estrada da costa e merecem pelo menos 3 ou 4 dias só pra elas.
Resumindo:
– 9 dias: Dá pra fazer um roteiro completo pela costa norte (Tunes, Sidi Bou Said, Hammamet, Nabeul), no ritmo que eu fiz.
– 12 a 14 dias: Dá pra somar a costa (roteiro que eu fiz) com o deserto do Saara e as ruínas romanas do interior.
– 16+ dias: Além da costa (roteiro que eu fiz) e o deserto do Saara e as ruínas romanas, dá pra incluir também Djerba, no sul, sem ficar corrido.

Documentos para brasileiros entrarem na Tunísia
– Visto: Não é necessário pra estadias de turismo de até 90 dias.
– Passaporte: Precisa ter validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada no país.
– Passagem de saída: É recomendável ter uma passagem que comprove que você vai deixar o país dentro do prazo (não precisa ser necessariamente de volta pro Brasil. No meu caso, por exemplo, eu segui pro Egito).
– Comprovante de hospedagem: Leve o nome do hotel/reserva anotado. No meu caso, na imigração só pediram o nome do hotel que ficaríamos em Tunes.
– Comprovante de renda (dinheiro vivo ou extrato do cartão)
Eu sempre levo o meu cartão da Wise e a Nomad Global (cupom: VM40) e mostro o extrato se me pedirem o comprovante financeiro.
– Vacinas: Certificado Internacional da Febre Amarela (ANVISA)
Todos os viajantes brasileiros (saindo do Brasil), devem tomar a vacina contra a febre amarela e providenciar o Certificado Internacional emitido pela ANVISA.
A vacina deve ser tomada até 15 dias antes do embarque pra que seja válida. Atualmente, o certificado internacional da Anvisa pode ser solicitado online. O certificado demora até 10 dias úteis pra ser emitido.
– Se você já tomou a vacina e já tem o certificado da Anvisa não precisa solicitar novamente.
– Se você já tomou a vacina, mas ainda não tem o certificado da Anvisa, deve solicitar o certificado, mas não deve tomar a vacina novamente.
– Seguro de viagem
O seguro viagem não é obrigatório, mas é extremamente recomendado.
Eu sempre recomendo a Seguros Promo, que é a empresa que eu também uso nas minhas viagens e confio.
– Câmbio: É proibido entrar ou sair da Tunísia com dinares tunisianos (TND). A lei tunisiana não abre exceção por quantidade: mesmo um valor pequeno de dinar sobrando já é, tecnicamente, proibido de sair do país com você.
– Drones: Entrar com drone sem autorização prévia é proibido e o equipamento costuma ser retido na alfândega até a sua saída do país (com taxa de armazenamento). Se você usa drone pro seu conteúdo, pesquise com antecedência.
Observação: Essas informações estão atualizadas até o momento da publicação, mas regras de fronteira podem mudar sem aviso prévio. Então, sempre confirme essas informações antes de embarcar.

Informações úteis pra saber antes de viajar para a Tunísia
Água na Tunísia
A água da torneira não é potável. Ela recebe uma quantidade de cloro que pode causar problema gástrico em quem não está acostumado, e a recomendação geral é beber sempre água engarrafada.
Tomada e voltagem na Tunísia
Na Tunísia, as tomadas são dos tipos C e E, as mesmas usadas em Portugal e na maior parte da Europa continental, com voltagem de 230V e frequência de 50Hz.
Se você mora ou já viajou pela Europa, provavelmente já tem o adaptador certo. Se estiver saindo direto do Brasil, verifique a voltagem dos seus aparelhos (a maioria de carregadores de celular, câmera e notebook já são bivolt, mas vale checar) e leve um adaptador de tomada universal.

Idioma oficial da Tunísia
O árabe é o idioma oficial, mas o francês é amplamente falado como segunda língua (herança dos quase 75 anos de protetorado francês) e costuma resolver bem a comunicação no dia a dia. O inglês é entendido em áreas turísticas, hotéis e por guias, mas não é tão disseminado quanto o francês.
Fuso horário da Tunísia
A Tunísia está no fuso GMT+1 o ano todo. O país não tem horário de verão desde 2008, então a diferença pro horário de Greenwich é sempre a mesma, tanto no verão quanto no inverno.
Em relação ao horário do Brasil, a diferença varia entre 4 e 6 horas (a mais), dependendo da região. Mas atenção, essa variação não tem nada a ver com horário de verão (o Brasil extinguiu essa prática em 2019 e não a retomou desde então). A variação existe porque o Brasil tem mais de um fuso horário no próprio território: São 4 horas de diferença em relação a Brasília (UTC-3), 5 horas em relação ao Amazonas (UTC-4) e 6 horas em relação ao Acre (UTC-5).

Melhor época para viajar para a Tunísia
A Tunísia tem clima mediterrâneo na costa (verões quentes e secos, invernos amenos) e clima desértico no interior/sul.
– Abril a junho e setembro a novembro: Minha recomendação número um. Clima agradável, sem calor extremo, água do mar numa temperatura ótima e menos turistas.
– Julho e agosto: Verão europeu, temperaturas bem altas (pode passar de 35°C facilmente), praias mais cheias e preços de hospedagem mais altos.
– Dezembro a março: Inverno ameno na costa, mas mais frio e chuvoso. Boa época pra quem quer preços baixos e não liga pra praia.
– Se o foco for o deserto (Tozeur, Saara): Evite o verão a todo custo. As temperaturas no deserto no meio do dia em julho/agosto ficam impraticáveis. Prefira primavera ou outono.
Eu viajei fora do pico do verão (fui no início de setembro) e não peguei nem calor excessivo nem praias lotadas, recomendo muito esse período.
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Como chegar na Tunísia
O jeito mais comum (e mais barato) de chegar é voando até o Aeroporto Internacional de Tunis-Cartago (TUN), na capital. A Tunísia também tem aeroportos internacionais em Monastir (MIR) e Djerba (DJE), que recebem bastante voo charter e low cost saindo da Europa, então vale comparar os três.
Saindo da Europa, existem voos relativamente baratos e diretos de várias cidades, com companhias como Tunisair, Nouvelair e algumas low costs europeias sazonais. Se você já está morando ou viajando pela Europa (como eu, que moro em Portugal), esse é, de longe, o jeito mais rápido e em conta de chegar.
Saindo do Brasil, não existe voo direto. As conexões mais comuns são:
– Via Europa (Lisboa, Madri, Paris, Roma): Você pega um voo internacional até uma cidade europeia e de lá compra uma passagem separada (geralmente mais barata) até Tunes.
– Via Istambul, com a Turkish Airlines: Uma das rotas mais usadas por quem sai do Brasil direto pro norte da África.
– Via Doha, Dubai ou Casablanca: Outras opções de conexão dependendo da companhia aérea.
Dica: Se você já tem uma viagem programada pra Europa, aproveite pra encaixar a Tunísia como um “esticadinho” de poucos dias. Pode ser super interessante misturar destinos com culturas tão diferentes numa mesma viagem!
Como sair do aeroporto de Tunes até o centro
Se você chegar de madrugada (como eu) ou preferir não arriscar pegar táxi à noite, reserve um transfer privado com antecedência pelo Booking.com ou direto com seu hotel. Eu paguei cerca de €17 pelo trajeto do aeroporto até o nosso hotel em Tunes, e valeu muito a pena pela tranquilidade.
Outras opções:
– Táxi oficial: Existe uma área de táxi oficial dentro do próprio aeroporto (importante ficar ligada porque sempre rolam uns golpes do tipo eles cobrarem mais do que deviam, então sempre peça o taxímetro ligado).
InDrive: O aplicativo que eu mais usei durante toda a viagem (inclusive, peguei um InDrive do hotel até o aeroporto na hora da volta).

Moeda e como levar dinheiro pra Tunísia
A moeda oficial é o Dinar Tunisiano (TND). No momento em que escrevo esse post, a cotação gira em torno de €1 = 3,4 TND.
É proibido entrar ou sair do país com dinares tunisianos, sem exceção de quantidade
Diferente do que muita gente pensa, não existe uma “cota livre”, a lei tunisiana proíbe a importação e exportação do TND mesmo em pequenas quantias.
Você precisa trocar o que sobrar de volta pra euro ou dólar antes de embarcar de volta (e sim, isso exige um certo malabarismo de planejamento nos últimos dias de viagem).
Não confunda essa proibição do dinar com as regras de declaração de moeda estrangeira
Se você trouxer (ou for levar de volta) euros/dólares em espécie acima de certos valores, existe sim uma faixa de declaração obrigatória.
Acima de 10.000 TND equivalentes trazidos você precisa declarar na entrada; acima de 5.000 TND equivalentes é recomendável declarar (assim você evita problema se sobrar saldo pra reconverter na saída); e reexportar acima de 30.000 TND equivalentes (~€10.250) exige ter declarado na entrada e, nesse caso, só pode ser feito por um intermediário autorizado (banco). Mas repito: Essas faixas são pra moeda estrangeira, não pro dinar tunisiano, que é proibido em qualquer quantidade.
Exemplo prático: Se você chega na Tunísia com €500 em espécie na carteira, isso está bem abaixo de qualquer faixa, não precisa declarar nada, ninguém liga. Se você chegasse com €3.500 em espécie (por algum motivo), aí já valeria declarar na entrada, só pra se proteger.
A maioria dos hotéis, restaurantes e lojas maiores aceita cartão sem taxa adicional
Eu usei Wise, Nomad e Revolut e todos passaram sem problema.
– Wise: Abra sua conta gratuitamente. ABRA SUA CONTA NA WISE
– Nomad Global: Usando meu cupom VM40, você ganha 2% de cashback na primeira transferência de câmbio realizada até 15 dias. O valor máximo do cashback é de US$40. ABRA SUA CONTA NA NOMAD
– Revolut: Outro cartão de débito internacional que funciona muito bem na Indonésia. ABRA SUA CONTA NA REVOLUT
Souks e táxis geralmente só aceitam dinheiro em espécie
Nos souks, inclusive, pagar em dinheiro ajuda (e muito) na hora de negociar.
Saque em caixa eletrônico
Sacamos logo no aeroporto o equivalente a €190 (650 TND) pra já ter dinheiro em mãos. A taxa cobrada pelos caixas costuma ser de cerca de 14 TND (~€4) por saque. Então, vale sacar um valor mais alto de uma vez só pra não pagar a taxa várias vezes.
Segundo o aplicativo ATM Fee Saver, os caixas dos bancos QNB e Al Baraka não cobrariam taxa de saque (não consegui confirmar 100% essa informação na prática, mas vale a pena testar).
Se você for trocar dinheiro vivo em casa de câmbio local
Saiba que o euro costuma ser mais bem aceito e ter uma cotação melhor que o dólar nas casas de câmbio tunisianas. Então, se puder escolher qual moeda levar em espécie, prefira o euro.
Leve sempre o passaporte pra trocar dinheiro, seja em banco, hotel, casa de câmbio ou no próprio aeroporto, porque é documento obrigatório em qualquer operação de câmbio na Tunísia, sem exceção.
Guarde todos os recibos de câmbio da viagem. Quando você troca euro/dólar por dinar, o comprovante dessa troca é o que te permite fazer o caminho inverso depois (reconverter o dinar sobrando de volta pra euro/dólar antes de embarcar). Sem o recibo, algumas casas de câmbio simplesmente recusam fazer a troca de volta. Então, junte e guarde esses papelzinhos ao longo dos dias, em vez de jogar fora.
Troque (ou saque) aos poucos, só o que você realmente for precisar em cada trecho da viagem
Como é proibido sair do país com dinar sobrando, ficar com uma quantia grande em mãos no fim do roteiro vira dor de cabeça. Fazer o câmbio ou o saque com consciência do que realmente vai precisar, ao longo dos dias (em cada cidade), evita esse perrengue de última hora.
Minha recomendação
Leve um cartão de débito internacional sem taxa de conversão (tipo Wise, Nomad e Revolut) pra pagar hotéis e restaurantes maiores, e saque/troque uma quantia de dinares aos poucos, conforme a necessidade de cada trecho, pra usar em táxis (InDrive), souks e refeições de rua.

Internet na Tunísia
Eu viajei com o eSIM da Holafly, que tem internet ilimitada de verdade em mais de 200 destinos, incluindo a Tunísia. Instalei o eSIM ainda na minha casa e assim que o avião pousou já tava conectada, sem precisar procurar chip de loja nenhuma no aeroporto.
Usei bastante pra postar em tempo real, usar o Google Maps e conversar com o InDrive pelos táxis, e funcionou muito bem tanto nas cidades quanto na estrada.
Use o cupom VIDAMOCHILEIRA e ganhe 5% de desconto em qualquer plano da Holafly.
A Holafly agora também tem o benefício AlwaysOn, que é 1GB de backup mensal válido pra todos os eSIMs e planos mensais, que já começa a funcionar assim que você instala o eSIM. Então, mesmo numa conexão em outro país, antes de chegar no destino final, você já tem internet de backup.
Se você preferir um chip físico local, também é possível comprar SIM cards das operadoras Ooredoo, Orange ou Tunisie Telecom já no aeroporto, mas já aviso que uma amiga comprou o chip local e ficou sem internet no meio da estrada. Já eu que tinha Holafly, tive internet o tempo todo e ainda roteei meus dados móveis pra ela.
Confirme antes se o seu celular é compatível com tecnologia eSIM.
Veja como instalar a Holafly nesse vídeo com o passo a passo que eu fiz
Como se locomover pela Tunísia
InDrive foi o aplicativo que eu mais usei na Tunísia pra me deslocar.
Uber e Bolt não funcionam na Tunísia. O aplicativo que domina o mercado local é o InDrive, e ele funciona muito bem. A gente usou ele tanto pra nos deslocar dentro das cidades quanto entre cidades (Tunes → Sidi Bou Said → Hammamet → Nabeul).
O nosso guia do Free Walking Tour recomendou muito o InDrive, dizendo que o transporte público não é confiável, e que o app é mais seguro porque você vê a avaliação e os dados do motorista antes de embarcar, além de poder negociar o valor da corrida.
Como o InDrive funciona:
– Você digita a origem e o destino.
– Diferente do Uber/Bolt, você mesma sugere quanto quer pagar pela corrida. O app até mostra uma faixa de valor estimada como referência, mas quem dá o primeiro lance é você, não um algoritmo de tarifa dinâmica.
– Os motoristas da região recebem sua oferta e podem: Aceitar do jeito que está, recusar, ou fazer uma contraproposta com um valor diferente.
– Você vê a lista de motoristas que responderam, com o valor que cada um está pedindo, além da nota, avaliações e informações do carro e escolhe qual aceitar.
– Se ninguém topar o valor que você ofereceu, o app sugere você aumentar a oferta e tentar de novo.
– O pagamento pode ser em dinheiro ou cartão, dependendo do motorista. Na Tunísia, o pagamento em dinheiro é o que realmente funciona no InDrive.
Dicas importantes sobre o InDrive na Tunísia:
– Escolha sempre motoristas com nota acima de 4,8 e muitas avaliações.
– O pagamento é preferencialmente em dinheiro (dinares), mesmo pedindo pelo app. Eu recomendo nem cadastrar seu cartão no aplicativo pra evitar cobranças duplas.
– Cancelamentos não têm cobrança extra.
– Atenção aos trajetos entre cidades: Foi aqui que tivemos a única experiência mais “tensa” da viagem. Alguns motoristas cobram até 3 vezes o valor combinado no app na hora de embarcar, alegando que “não podem voltar com passageiro” no trajeto de retorno. Conseguimos negociar depois de muitas tentativas, mas fica o alerta: Sempre confirme o valor combinado no próprio aplicativo antes e desconfie de cobranças muito acima do combinado.
– Em alguns trajetos entre cidades, o motorista pediu pra uma de nós sentar na frente, alegando uma suposta fiscalização da polícia sobre passageiros “entre cidades”, porque aparentemente os motoristas só podem rodar como InDrive dentro da própria cidade e não entre cidades, e se forem pegos tem que pagar multa. Nunca confirmamos se isso era verdade, mas seguimos o combinado por segurança.

Táxi tradicional
Os táxis “de rua” também existem, mas muitos são carros bem antigos, sem cinto de segurança no banco de trás e sem ar-condicionado eficiente. O trânsito é caótico e os motoristas dirigem rápido. Então, se optar por táxi tradicional, peça que o taxímetro esteja ligado ou combine o valor da corrida antes de entrar no carro.
Alugar carro?
Eu não recomendo. O trânsito é extremamente caótico, principalmente em Tunes, e eu acho não compensa o estresse de dirigir num país onde o InDrive já resolve tudo por um preço justo. Se seu roteiro incluir o deserto (Tozeur) ou regiões mais remotas, um carro alugado com motorista ou um passeio guiado organizado costuma ser mais tranquilo que dirigir por conta própria.
Dicas de plataformas que fazem tour guiados em grupo ou privado: GetYourGuide (cupom 5% OFF: VIDAMOCHILEIRA5) e Civitatis.
Ônibus e transporte público
Segundo as pessoas locais, o transporte público não é muito confiável nem eficiente pra turistas. Então, evitamos usar por recomendação do próprio guia do Free Walking Tour.

Meu roteiro de 9 dias pela Tunísia
Eu e uma amiga fizemos tudo sozinhas, sem guia (com exceção do Free Walking Tour em Tunes), hospedagem reservada pelo Booking.com e deslocamento pelo InDrive.
Como não tínhamos muitos dias, decidimos não ir pra Djerba pra não ficar muito corrido. Nosso roteiro foi bem tranquilo e gostoso de fazer (zero correria).
DIA 1: Chegada em Tunes (de madrugada) + transfer privado até o hotel
DIA 2: Free Walking Tour em Tunes + explorar o centrinho e a Medina
DIA 3: Tunes → Sidi Bou Said + explorar o centrinho + Amilcar Beach no fim da tarde
DIA 4: Sidi Bou Said → Hammamet + explorar o centrinho e a Medina Antiga
DIA 5: Yasmine Beach + Medina Mediterranea (a “medina moderna” de Hammamet)
DIA 6: Nabeul Beach + Medina de Nabeul
DIA 7: Zizou Beach (entre Hammamet e Nabeul)
DIA 8: Hammamet (curtimos na parte da manhã a Plage de Hammamet) → Tunes
DIA 9: Fomos embora da Tunísia do aeroporto de Tunes
Separando por noites de hospedagem, ficou assim:
– Tunes: 2 noites (chegada) + 1 noite (retorno, hotel diferente)
– Sidi Bou Said: 1 noite
– Hammamet: 4 noites
O que eu mudaria no meu roteiro
Eu teria tirado um dia de Hammamet e incluiria, pelo menos, 1 dia no interior, pra conhecer as ruínas romanas de Dougga ou El Jem, já que ficam a poucas horas de Tunes e Hammamet. Foi a única coisa que ficou de fora e que eu recomendo muito (vou falar mais sobre isso lá embaixo, no tópico de lugares que eu não visitei).

O que fazer em Tunes
Tunes (Tunis, a capital) foi nossa porta de entrada e saída do país, e o primeiro dia por lá já deu um baita spoiler de como o resto da viagem ia ser.
Medina de Tunes
Ande pelas ruelas, souks e mercados sem pressa. Diferente do que muita gente teme, não senti aquela pressão de vendedores forçando a compra toda hora, eu achei bem tranquilo.
Museu do Bardo
Um dos museus mais importantes do norte da África, conhecido pela sua coleção de mosaicos romanos e um dos maiores acervos do mundo nesse tipo de arte.
El Ali Resto & Café Culturel
Foi onde comi o melhor brik da viagem. Recomendo muito.
Passear pelo centrinho
É relativamente pequeno e dá pra fazer tudo andando.
Mesquita Zitouna (Ez-Zitouna)
É a mesquita mais importante e um dos marcos centrais da Medina. Mesmo quem não é muçulmano geralmente pode ver o pátio de fora.
Cafés com vista na Medina
Tipo o clássico “tome um chá num terraço com vista pra Medina”.
Avenida Habib Bourguiba
A “Champs-Élysées” tunisiana, com a Torre do Relógio e arquitetura de influência francesa, é o contraponto moderno/colonial à Medina antiga.

Free Walking Tour: A melhor coisa que fizemos
Reservei pelo site Freetour.com (em inglês, mas também tinha opção em espanhol). Nosso guia, Aladino, nos levou por vários lugares locais, contou muito sobre a cultura, a religião e curiosidades do país, e ainda nos fez provar várias comidinhas tradicionais no caminho, sem custo nenhum além da gorjeta.
O Free Walking Tour não tem preço fixo: Você dá a gorjeta que quiser no final, mas o recomendado é a partir de €10.
Curiosidades que aprendi no tour:
– A Tunísia foi ocupada pela França por cerca de 75 anos (o protetorado durou de 1881 a 1956) e é por causa dessa ocupação que o francês é a segunda língua do país, depois do árabe.
– A Medina de Tunes é uma das primeiras cidades árabo-muçulmanas do Magrebe (fundada em 698 d.C.) e é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979, com cerca de 700 monumentos históricos preservados: Mausoléus, mesquitas, madraças e fontes.
– A constituição garante liberdade religiosa, mas a população é majoritariamente muçulmana sunita (98%), com apenas 2% de cristãos e judeus. As mulheres têm liberdade de escolha em relação ao uso do véu, e a poligamia é proibida desde 1957 (o Código do Estatuto Pessoal foi assinado em agosto de 1956, mas só entrou em vigor em 1º de janeiro de 1957).
– A Tunísia é considerada um dos países árabes com maior avanço em direitos das mulheres: Desde o Código do Estatuto Pessoal de 1956 (que aboliu poligamia e casamento forçado) até a constituição de 2014, que passou a garantir explicitamente a igualdade de gênero e a proteção contra violência baseada em gênero. Isso não significa que a desigualdade acabou na prática. Ainda existem debates internos, por exemplo, sobre igualdade no direito à herança, mas comparada a boa parte dos vizinhos da região, a Tunísia realmente sai na frente nesse quesito.
– Educação e saúde são oferecidas gratuitamente pelo Estado pra população (existe também uma rede privada paralela, como em muitos países, pra quem opta ou pode pagar por ela). A economia se baseia principalmente em agricultura, setor têxtil e turismo.
– O azeite é um dos grandes orgulhos do país, e o dado mais atual é ainda mais impressionante do que a gente imaginava na hora do tour: Na temporada 2025/2026, a Tunísia se tornou oficialmente a 2ª maior produtora mundial de azeite, atrás apenas da Espanha, segundo o Conselho Oleícola Internacional. O azeite responde por mais da metade das exportações agrícolas do país.
– A harissa (pasta picante de pimentas vermelhas, alho e especiarias) é considerada um símbolo nacional, e em 1º de dezembro de 2022 a UNESCO reconheceu oficialmente a “harissa, práticas e saberes culinários tradicionais” como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Os pontos que visitamos em Tunes durante o Free Walking Tour foram:
– Beb Bhar Tunis “Porte de France”
– Kasbah Square
– sidi ben arous
– Madrasa Slimania
– Municipal Market
– Cathedral of St Vincent de Paul and St Olivia of Palermo
– Dar El Jeld Restauraunt

O que fazer em Sidi Bou Said
Sidi Bou Said fica a cerca de 20 km de Tunes, no alto de uma colina com vista pro Golfo de Tunes, e é conhecida pela arquitetura branca e azul que lembra muito Santorini, na Grécia.
Ficamos só uma noite, porque apesar de linda, não tem muita coisa pra fazer além de curtir o centrinho e o visual e não é aqui que ficam as praias mais bonitas do país.
Passear pelo centrinho
Em agosto de 2026, Sidi Bou Said foi oficialmente reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade, pela harmonia arquitetônica e espiritual do vilarejo. Ou seja, se você for depois de mim, vai estar pisando num dos Patrimônios mais recentes do mundo!
CUIDADO: O centrinho de Sidi Bou Said tem pedras que escorregam muito, principalmente com sapato de sola lisa. Vimos muitas pessoas escorregando feio lá.
Amilcar Beach
Dá pra ir andando do centrinho (cerca de 25 minutos) ou de táxi. A praia não é a mais bonita da Tunísia, mas a água é clara e numa boa temperatura.
Essa praia é frequentada majoritariamente por pessoas locais, com poucos turistas. A maioria das mulheres estava de burkini ou maiô, então se você for de biquíni, saiba que pode se destacar um pouco (não é um problema, só um contexto cultural bom de saber antes).
Dar El Annabi
Uma antiga residência de verão construída no fim do século 18, hoje funciona como museu, com biblioteca, sala de orações, jardim andaluz e terraços panorâmicos. Entrada bem em conta (6,00 TND = €2) e inclui chá.
Provar o bambalouni
O doce de rua mais típico da cidade, feito de massa frita coberta de açúcar. Eu achei bem gorduroso e não recomendo pra quem não curte fritura pesada, mas é uma experiência cultural, prove ao menos um pedacinho pra decidir por conta própria.
Café des Nattes (ou Café Sidi Chabaane)
Os cafés mais icônicos da cidade, conhecidos pela vista pro Golfo de Tunes, praticamente cartão-postal do lugar.
Palácio Ennejma Ezzahra (Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas)
Um palácio histórico aberto à visitação, com arquitetura andaluza impressionante. Bem menos óbvio, mas pode ser algo a mais pra fazer.

O que fazer em Hammamet
Ficamos 4 noites em Hammamet, e foi onde tivemos mais tempo pra realmente relaxar. O hotel ficava a menos de 10 minutos a pé da praia e da Medina.
Hammamet não me conquistou de cara como Tunes e Sidi Bou Said conquistaram, mas foi crescendo aos poucos no meu conceito ao longo dos dias.
Medina Antiga de Hammamet
Fica dentro da parte muralhada da cidade. Dá pra andar pelas ruelas, passar pelo souk e visitar o Forte (entrada bem barata).
Praia de Hammamet (perto do Forte)
Foi uma surpresa super agradável, bem bonita e com água transparente, principalmente em dias de céu limpo.
Yasmine Beach
Praia mais afastada do centrinho, perto de um complexo que imita uma medina moderna (Medina Mediterranea), cheio de lojinhas.
Orla de Hammamet à noite
Durante o dia fica mais vazia, mas à noite a orla enche e fica bem animada, com boa sensação de segurança pra caminhar (sempre com atenção básica, como em qualquer lugar do mundo).
Villa Sebastian / International Cultural Centre
A antiga vila do arquiteto George Sebastian, hoje sede de um festival cultural e aberta pra visitação. É um marco histórico/arquitetônico de Hammamet.
Dica prática: Leve repelente. Durante a noite tem mosquitos, e durante o dia tem bastante mosca em quase todo lugar.

O que fazer em Nabeul
Saindo de Hammamet, fizemos passeios de um dia até Nabeul e até a Zizou Beach, que fica exatamente entre Hammamet e Nabeul.
Nabeul Beach
Praia com boa estrutura de guarda-sóis e cadeiras (por cerca de €7–8 o conjunto).
Nabeul tem partes mais locais e outras mais turísticas. Ficamos nas áreas mais turísticas, junto com outras viajantes também de biquíni, sem nenhum desconforto.
Medina de Nabeul
Cidade conhecida pela produção de cerâmica tradicional tunisiana, sendo um ótimo lugar pra comprar souvenirs artesanais. Dá pra visitar as oficinas de verdade (Rue des Potiers) e ver o processo (torno, pintura à mão, forno),bem diferente de só comprar pronto numa loja de souvenir.
Feira semanal de sexta-feira
É o maior mercado de toda a península do Cap Bon, misturando cerâmica, especiarias, produtos frescos e artesanato. Algo bem mais robusto do que só “passar pela Medina”, e um diferencial real de Nabeul em relação a outras cidades do roteiro.
Ruínas romanas de Neapolis
Nabeul foi fundada pelos gregos com o nome de Neapolis, e existem vestígios arqueológicos romanos sendo escavados sob a cidade. Pouca gente sabe disso e é um ponto histórico que passa batido.
Museu Arqueológico de Nabeul
Pequeno, mas tem mosaicos e peças da época romana. É um bom complemento pra quem gosta de história e não quer só praia.
Destilarias de água de flor de laranjeira
Um detalhe bem característico da região do Cap Bon (inclusive tem um festival da flor de laranjeira em abril). Foge do óbvio e é bem específico da cultura local.
Zizou Beach
Praia bonita e confortável de entrar na água, sem sargaço (que atrapalhou na primeira praia) e sem pedrinha (que doeu na segunda). Temperatura da água perfeita, como em praticamente todo o litoral tunisiano nessa época do ano.

Outros lugares imperdíveis que eu não visitei
Meu roteiro ficou concentrado na costa norte, mas a Tunísia tem muito mais além de Tunes, Sidi Bou Said, Hammamet e Nabeul. Eu reuni aqui os lugares que eu mesma pretendo visitar numa próxima viagem e que fazem toda a diferença se você tiver mais dias disponíveis.
Cartago (Carthage)
A antiga capital do Império Cartaginês, rival de Roma na Antiguidade, fica bem pertinho de Tunes. Você pode visitar as ruínas púnicas, as Termas de Antonino (um dos maiores complexos de banhos romanos do mundo), o anfiteatro e o antigo Coliseu.
Como chegar: Fica a cerca de 20 minutos de Tunes. Dá pra ir de InDrive tranquilamente ou incluir num passeio guiado de meio dia que já combine Cartago com Sidi Bou Said (já que ficam no mesmo trajeto).
Dougga
Consideradas as ruínas romanas mais bem preservadas do norte da África, e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O destaque é o teatro romano, com capacidade para 3.500 pessoas, além de templos, um capitólio e um fórum praticamente intactos.
Como chegar: Fica a cerca de 1h30/2h de carro de Tunes. Como não tem transporte público direto e eficiente até lá, a forma mais prática é contratar um motorista particular por um dia ou reservar uma day trip guiada saindo de Tunes, muitas agências locais oferecem esse passeio combinando Dougga com Testour (cidade de arquitetura árabe-espanhola) no mesmo dia.
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Kairouan
Uma das cidades mais sagradas do Islã, com a imponente Grande Mesquita de Okba Ibn Nafa (uma das mais antigas e importantes do mundo islâmico) e o Mausoléu de Sidi Sahbi.
Como chegar: Fica no caminho entre a costa e o deserto (Tozeur), a cerca de 2h de Tunes ou Hammamet. Vale parar por lá num roteiro que siga rumo ao Saara.
El Jem
Aqui fica o segundo maior anfiteatro romano do mundo (atrás apenas do Coliseu de Roma), Patrimônio Mundial da UNESCO, com capacidade para mais de 35.000 espectadores. É de tirar o fôlego!
Como chegar: Fica entre Sousse e Sfax, a cerca de 3h de Tunes ou 1h30 de Hammamet/Sousse. Costuma ser incluído em roteiros guiados que também passam por Sousse e Monastir no mesmo dia.
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Sousse e Monastir
Sousse tem uma Medina histórica com ótimas opções de compras, e Monastir é conhecida pelo mausoléu de Habib Bourguiba, importante líder e primeiro presidente da Tunísia independente.
Como chegar: Ambas ficam na costa, entre Hammamet e El Jem. Dá pra incluir facilmente no mesmo trecho de viagem rumo ao sul, seja de InDrive entre cidades ou como parte de um roteiro guiado.
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Tozeur e o deserto do Saara
Tozeur é a porta de entrada pro deserto tunisiano, com oásis, dunas e cenários que foram literalmente usados nas filmagens de Star Wars (as cachoeiras de Chebika, Tamerza e o vilarejo de Ong Jmal).
O clássico por lá é o safári de 4×4 pelos oásis e desertos, e também vale a pena ver o Chott El Jerid, um imenso lago salgado onde é possível observar miragens causadas pela evaporação da água.
Como chegar: Tozeur tem aeroporto próprio (voos internos saindo de Tunes), o que é a forma mais rápida de chegar caso você não vá encarar as 6–7 horas de estrada saindo da costa.
Se preferir ir de carro/táxi, o trajeto costuma passar por Kairouan no caminho. Recomendo fortemente contratar um safári 4×4 local em Tozeur em vez de tentar entrar sozinha nas dunas. As estradas do deserto exigem veículo e motorista experiente.
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Djerba
A maior ilha da Tunísia, no sul do país, apelidada por muitos de “Polinésia africana”. Tem praias paradisíacas (destaque pra Sidi Mahrez Beach), a vila berbere de Guellala (famosa pela cerâmica tradicional), a histórica Sinagoga El Griba (uma das mais antigas do mundo) e o Djerba Hood, um bairro conhecido por sua arte de rua e murais.
Como chegar: Djerba tem aeroporto internacional próprio, com voos diretos saindo de várias cidades europeias e voos internos saindo de Tunes. De longe a forma mais prática de chegar, já que fica bem longe da costa norte (mais de 6 horas de carro).
Se você já estiver em Tozeur, também é possível seguir de carro/táxi até Djerba, passando pelo Chott El Jerid no caminho.

Praias imperdíveis que eu não consegui fazer no meu roteiro
– Raf Raf: Considerada uma das praias mais bonitas do norte do país, com mar cristalino. Fica pertinho de Tunes, boa opção pra um bate-volta.
– Tabarka: Conhecida por águas transparentes, formações rochosas e recifes ideais pra mergulho, no extremo norte, perto da fronteira com a Argélia.
– Mahdia: Chamada de “pérola do Sahel”, com areia branca e águas azul-turquesa, além de abrigar o sítio arqueológico submerso de Ghar el Kebir. O detalhe mais incrível de Mahdia é que dá pra literalmente nadar (ou mergulhar com snorkel) por cima de colunas e templos antigos parcialmente submersos.
Parte da cidade portuária afundou ao longo dos séculos, e hoje é possível ver esses vestígios debaixo d’água em pontos específicos da costa. Vale muito a pena pesquisar um passeio de snorkel ou mergulho guiado na região se você curte esse tipo de experiência.
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– Skanes Beach (Monastir): Mar azul claro, águas rasas e visual paradisíaco.
Todos esses lugares acima ficam a distâncias variadas da costa norte. Então, se o seu tempo for curto como o meu foi, escolha entre focar na costa (como eu fiz) ou reservar dias específicos pro interior histórico e pro deserto. Tentar encaixar tudo num roteiro de menos de 10 dias vai deixar a viagem corrida demais.

Gastronomia tunisiana: O que provar
A culinária tunisiana é uma mistura de influências árabes, francesas (herança dos 75 anos de protetorado) e mediterrâneas, com bastante peixe fresco, especiarias e doces açucarados.
Tem bastante peixe e muita harissa. Se você não curte pimenta, sempre pergunte antes se o prato leva harissa ou pimeta e peça sem.
Pratos e ingredientes que você precisa provar na Tunísia:
– Brik: Um dos ícones da culinária tunisiana. É um pastel frito, feito com massa fina (parecida com massa filo), recheado geralmente com ovo, atum ou camarão e queijo. Comemos praticamente todo dia! Virou nosso ritual de almoço e jantar (um brik cada uma + um prato principal dividido, e sempre foi suficiente).
– Harissa: Pasta picante de pimentas vermelhas secas, alho, sal, especiarias e azeite. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2022.
– Couscous com peixe grouper: Um prato típico exclusivo da Tunísia, vale muito a pena provar, mas é apimentado.
– Azeitona: Os tunisianos comem azeitona em qualquer refeição: café da manhã, almoço e como lanche.
– Bambalouni: O doce de rua típico, frito e coberto de açúcar. Eu achei bem gorduroso, mas prove pelo menos uma vez.
– Chá verde com pinhões (thé aux pignons): É o grande símbolo da hospitalidade tunisiana. É servido bem docinho, numa xicrinha pequena, com pinhões boiando por cima, recusar um chá desses quando é oferecido é quase uma ofensa cultural.
Se alguém te oferecer, aceite (mesmo que seja só um golinho), porque é assim que os tunisianos recebem quem eles gostam.
– Preço médio das refeições: Almoço completo com bebida dividido entre duas pessoas girou em torno de €13. Um brik avulso custa entre 10 e 15 TND (cerca de €3 a €4,50).

Como se vestir na Tunísia
A Tunísia é um país muçulmano, mas considerado progressista em comparação com outros países da região, principalmente em relação aos direitos das mulheres.
A poligamia é proibida desde 1957 e o uso do hijab é opcional. Além disso, é um destino muito acostumado ao turismo europeu, o que deixa o ambiente mais flexível em relação às roupas.
Nas cidades turísticas (Tunes, Sidi Bou Said, praias e resorts): Roupas leves, vestidos, shorts e biquínis são aceitos sem problema. Uma dica é levar também um maiô ou um short de banho, caso você se sinta mais confortável não ficando só de biquíni em praias mais locais (como aconteceu com a gente em Sidi Bou Said).
Em mesquitas e regiões mais tradicionais: Use roupas que cubram os joelhos, sem transparência e sem decote, e leve um lenço na bolsa pra cobrir os ombros. É sinal de respeito e resolve qualquer situação em locais religiosos.
No geral, usamos as roupas que a gente já levaria pra qualquer verão europeu, sem problema nenhum, com exceção daquele momento mais desconfortável na praia local de Sidi Bou Said, onde a maioria das mulheres estava de burkini ou maiô e só nós estávamos de biquíni.
Sobre cantadas: Os homens tunisianos gostam de mandar tchau, mandar beijo e chamar de “linda”. Chato pra caralho, mas infelizmente nada diferente do resto do mundo. Não achei intimidador. Basta fechar a cara e não dar corda que eles saem andando rapidinho e te deixam em paz.

Como negociar nos souks
Negociar faz parte da cultura árabe, e nos souks da Tunísia isso não é exceção. É possível conseguir até 70% de desconto só negociando com paciência.
Técnica que funcionou muito bem pra gente: Pergunte o preço, agradeça educadamente e comece a andar. Na maioria das vezes, o vendedor vem atrás perguntando quanto você quer pagar, e o valor final costuma cair bastante.
Um exemplo real: Um cordão + pulseira estava cotado em 45 dinares. Eu disse que não queria pelo preço e comecei a andar. O vendedor perguntou quanto eu queria pagar, eu disse 10 dinares, e ele fechou em 15 dinares. Ou seja, quase 70% de desconto sobre o preço inicial.
Dica extra: Pague em dinheiro (dinares) nos souks, isso facilita muito a negociação em comparação a tentar pagar em cartão.
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A Tunísia é segura? É seguro viajar sendo mulher?
Sim, viajar pela Tunísia sendo mulher foi muito mais tranquilo do que eu imaginava.
Éramos só eu e uma amiga, sem guia na maior parte do tempo, e nos sentimos seguras andando pra cima e pra baixo, com celular na mão, em bairros que a gente não conhecia, tanto de manhã quanto à tarde.
O único momento mais tenso da viagem foi no nosso último dia em Tunes, quando andamos à noite por umas ruas mais desertas, com quase só homens circulando. Um homem nos alertou pra ter cuidado com o celular por causa de pickpockets (que existem em qualquer lugar do mundo, vale lembrar), e naquele momento a adrenalina bateu forte, mas era só um alerta de boa-fé, não uma ameaça.
Algumas conclusões da nossa experiência:
– Durante o dia, nos sentimos extremamente seguras em todas as cidades que visitamos.
– À noite, principalmente em ruas mais vazias, o nível de atenção precisa aumentar. O que vale pra qualquer país do mundo, não só a Tunísia. Pra ser sincera, eu evitaria andar à noite em qualquer rua vazia ou ruas só com homens.
– As cantadas existem, mas não são intimidadoras. Ignorar resolve na maioria das vezes.
– A parte mais “tensa” logisticamente não foi relacionada à segurança pessoal, e sim aos táxis entre cidades cobrando acima do combinado (já expliquei isso no tópico de locomoção).
– Recomendo escolher sempre motoristas de InDrive com boa avaliação e, se estiver realmente sozinha (sem companhia), considerar ficar ao telefone com alguém enquanto caminha em trechos mais isolados.
Resumindo: A Tunísia me surpreendeu muito. Achei o país barato, relativamente seguro e com um povo extremamente acolhedor. Mas, como em qualquer lugar do mundo, o alerta básico de mulher viajando nunca deve ser desligado.

Onde se hospedar na Tunísia
Reservei todas as hospedagens pelo Booking.com.
Tunes
Hotel Suisse Tunis (chegada): Super bem localizado, café da manhã excelente. Pagamos no quarto cerca de €100 pelas duas noites. Recomendo!
Hotel Le Parisien Tunis (retorno): Hospedagem simples pra passar a última noite antes do voo, achei o café da manhã bem pobrinho. Pagamos no quarto cerca de €38.
Sidi Bou Said
Maison à Sidi Bou Said: Um apartamentinho simples e charmoso, numa localização muito boa. Pagamos no apartamento todo cerca de €55 pela única noite que ficamos. Recomendo!
Hammamet
Hotel Khella: Ótima localização, bem pertinho da Praia de Hammamet e da Medina Antiga, bem limpo e com café da manhã muito bom. Pagamos no quarto cerca de €290 pelas 4 noites. Recomendo!

Como economizar com hospedagem na Tunísia
Uma ótima forma de economizar nos custos de hospedagem na Tunísia e em mais de 140 países é fazer voluntariado durante as suas viagens. Eu uso e recomendo a plataforma chamada Worldpackers, que conecta viajantes a projetos que precisam de ajuda.
O conceito do voluntariado é simples: Você oferece sua ajuda em projetos como hostels, fazendas, escolas, projetos sociais, entre outros, ajudando em tarefas diárias por cerca de 4 a 6 horas por dia, com alguns dias de folga.
Em troca, você recebe hospedagem e refeições gratuitas, além de ter uma rica imersão cultural, fazer novos amigos, aprender novas habilidades e até mesmo praticar outros idiomas (uma boa chance, inclusive, de praticar francês ou até aprender uma palavrinha de árabe tunisiano no dia a dia).
Eu uso a Worldpackers desde 2018 e já tive a oportunidade de realizar seis voluntariados tanto no Brasil quanto na Europa. Essa experiência de fazer voluntariado tem sido extremamente gratificante e enriquecedora, e por isso, eu recomendo fortemente essa forma de viajar! É uma maneira única de explorar o mundo enquanto ajuda projetos, cria memórias inesquecíveis e, é claro, economiza com os custos de hospedagem na sua viagem.
A Tunísia, inclusive, já tem vários anfitriões ativos na plataforma! Imagina economizar com hospedagem enquanto vive uma imersão de verdade na cultura árabe-mediterrânea, aprende a fazer um brik com quem faz isso desde sempre e ainda trocar ideia com viajantes do mundo inteiro que passam pelo mesmo projeto?
Cupom de desconto Worldpackers
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Leia também:
Como viajar sem pagar por hospedagem e comida
Como fazer a sua aplicação se destacar na Worldpackers
Como passar na imigração fazendo voluntariado
Como fazer voluntariado em casal ou com amigos
Meu gastos na Tunísia
TUNES (chegada)
– SAQUEI: 650,00 TND (14 TND de taxa) (€197)
– €9,00: Transfer do aeroporto pro hotel
– €50,00: Hotel Suisse
– 50,00 TND: Gorjeta Free Walking Tour
– 48,50 TND: Almoço El Ali Resto
– 5,00 TND: Imã
– 5,00 TND: Bolsinha de moeda
– 10,00 TND: 2 croppeds
– 6,50 TND: Latte
– 9,90 TND: Cropped
– 15,00 TND: Brik
– 6,40 TND: Yogurt
– 10,00 TND: Taxi até Sidi bou saidi (20,00 total)
SIDI BOU SAIDI
– €27,50: Hotel em Sidi Bou Saidi (€55)
– 52,00 TND: Almoço Dar Zarrouk
– 5,00 TND: Sorvete + Água 2L
– 3,00 TND: Táxi da Praia pra cidade (6,00 total)
– 6,00 TND: Casa museu
– 40,00 TND: Jantar pasta DaPietro
– 12,00 TND: Café da manhã
– 3,00 TND: Sorvete
– 4,00 TND: Taxi da praia pro hotel (8,00 total)
– 45,00 TND: Táxi de Sidi Bou Said até Hammamet (90,00 total)
HAMMAMET
– €145: Hotel Hammamet (€290)
– 14,50 TND: Brik + batata frita
– 4,50 TND: Gelato
– 2,50 TND: Água
– 45,00 TND: Jantar
– 7,50 TND: Taxi do hotel até à praia (15,00 total)
– 10,00 TND: Guarda-sol + cadeiras (20,00 total)
– 47,00 TND: Almoço
– 9,00 TND: Xícara do Mark
– 11,90 TND: Carteira
– 7,00 TND: Taxi da praia pro hotel (14,00 total)
– 35,00 TND: Jantar The Yuman
– 10,00 TND: Taxi até Nabeul (20,00 total)
– 12,50 TND: Guarda-sol + cadeiras (25,00 total)
– 23,00 TND: Almoço em Nabeul
– 10,00 TND: Frappuccino
– 7,50 TND: Taxi de volta pro hotel (15,00 total)
– 15,00 TND: Cordão e pulseira
– 15,00 TND: Remédio de cistite
– 6,00 TND: Táxi do hotel pra praia (12,00 total)
– 30,00 TND: Cadeira de praia + almoço
– 7,00 TND: Táxi da praia pro hotel (14,00 total)
– 30,00 TND: Jantar (60,00 total)
– 3,00 TND: Absorvente
– 60,00 TND: Táxi de Hammamet pra Tunes (120,00 total)
TUNES (retorno)
– €19,00: Hotel Le Parisien (€38)
– 48,50 TND: Almoço (97,00 total)
– 25,00 TND: Fantasia
– 5,00 TND: Xixi
– 10,00 TND: Arco fantasia
– 15,50 TND: Sanduíche e milkshake
– 15,00 TND: Táxi do hotel até aeroporto

Quanto custa viajar pela Tunísia
Esses valores são reais, somados item por item a partir do controle de gastos que fiz durante a viagem, e convertidos usando a cotação da época (€1 ≈ 3,4 TND, valor bem parecido com a cotação atual). Como dividi a maior parte dos gastos de hospedagem e táxi com uma maiga, os valores abaixo já são por pessoa.
Hospedagem (8 noites)
| Cidade | Noites | Valor por pessoa |
| Tunes (Hotel Suisse) | 2 | €50,00 |
| Sidi Bou Said | 1 | €27,50 |
| Hammamet (Hotel Khella) | 4 | €145,00 |
| Tunes (Hotel Le Parisien) | 1 | €19,00 |
| Total hospedagem | 8 noites | €241,50 |
Isso dá uma média de aproximadamente €30 por noite, por pessoa (bem em conta pra um roteiro de praia).
Transporte
| Item | Valor por pessoa |
| Transfer aeroporto → hotel (Tunes) | €9,00 |
| Taxa de saque no caixa eletrônico (14 TND) | €4,12 |
| Táxi Tunes → Sidi Bou Said | €2,94 |
| Táxi Sidi Bou Said (praia → cidade) | €0,88 |
| Táxi Sidi Bou Said (praia → hotel) | €1,18 |
| Táxi Sidi Bou Said → Hammamet | €13,24 |
| Táxis dentro de Hammamet e praias (hotel-praia, praia-hotel, ida a Nabeul e volta) | €15,29 |
| Táxi Hammamet → Tunes (retorno) | €17,65 |
| Táxi hotel → aeroporto (saída) | €4,41 |
| Total transporte | €66,65 |
Alimentação
Almoços, jantares, café da manhã, lanches, sorvetes e bebidas ao longo dos 9 dias (do brik do dia a dia aos jantares mais completos em Sidi Bou Said e Hammamet).
Total alimentação: €141,74 por pessoa, uma média de cerca de €15,75 por dia.
Passeios
Gorjeta do Free Walking Tour em Tunes, entrada do museu Dar El Annabi em Sidi Bou Said, e aluguel de guarda-sol + cadeiras nas praias de Hammamet e Nabeul.
Total passeios: €26,62 por pessoa.
Extras
Souvenirs (ímã, bolsinha de moeda, cordão, pulseira, croppeds, xícara, carteira), itens de farmácia (remédio de cistite, absorvente) e pequenas compras de última hora em Tunes no retorno (fantasia, arco de fantasia, banheiro pago).
Total extras: €36,41 por pessoa.
Total por pessoa pra 9 dias na Tunísia
| Categoria | Valor por pessoa |
| Hospedagem (8 noites) | €241,50 |
| Transporte | €66,65 |
| Alimentação | €141,74 |
| Passeios | €26,62 |
| Extras (souvenirs, farmácia, compras diversas) | €36,41 |
| Total na Tunísia (sem passagem aérea) | €512,91 |
Somando hospedagem, transporte, alimentação e passeios, o gasto girou em torno de €513 por pessoa pra 9 dias. Um valor bem acessível considerando que inclui hospedagem em hotéis bons, todas as refeições e deslocamento entre 4 cidades.
Sobre a passagem aérea: A minha passagem custou €148,44 saindo do Porto (pela AirEuropa), mas foi só de ida, porque eu segui direto pro Egito (minha passagem de Tunes pro Cairo foi €179,89 pela Egyptair). Se você for fazer ida e volta saindo do Porto, como no meu caso, considere um valor entre €200 e €350 dependendo da época e da antecedência da compra. Em setembro, que foi a época que fomos, a passagem gira em torno de €260.

Seguro viagem para a Tunísia
Mesmo não sendo um documento obrigatório na imigração, eu recomendo muito contratar um seguro viagem com cobertura médica antes de ir pra Tunísia, principalmente se o seu roteiro incluir passeios no deserto ou estradas do interior, onde a estrutura hospitalar é bem diferente da encontrada nas grandes cidades da costa.
A Seguros Promo é a maior comparadora de seguros do Brasil. Tem várias opções e diferentes coberturas, então é sempre bom ver qual o melhor seguro pra você e pra sua viagem.
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Vale a pena visitar a Tunísia?
A Tunísia superou completamente as minhas expectativas. É um país barato, receptivo, cheio de história e com uma diversidade de paisagens (Mediterrâneo, medinas históricas e deserto do Saara) que a gente nem imagina encontrar tão perto da Europa e tão acessível pra quem sai do Brasil.
Eu fiz o meu roteiro em 9 dias focado na costa e não me arrependo de nada, mas fiquei com aquela vontade de voltar pra fechar o resto do país, principalmente o deserto.
Se você tá em dúvida se vale a pena visitar a Tunísia, a resposta é: Vale muito a pena, e eu recomendo que você vá antes que o turismo por lá exploda (como aconteceu com a Albânia, por exemplo).

Espero que esse post com o meu roteiro Tunísia completo tenha sido útil e que possa te ajudar a planejar a sua viagem da melhor forma possível. Se você conhece alguém que precisa ler as dicas desse post, envia o link desse post pra essa pessoa.
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Beijos e até a próxima!
Mary Teles











