Puno e Ilhas flutuantes de Uros no Lago Titicaca [Cap.18]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.18: Puno e as Ilhas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

17/4/2016

A viagem até Puno foi muito tranquila, talvez porque nós estivéssemos mortos com farofa depois de toda andança que fizemos nos últimos 3 dias ou talvez porque realmente seja uma viagem tranquila. Chegamos às 5:00 da manhã na rodoviária de Puno que, acreditem ou não, já estava super movimentada.

No começo do meu planejamento, esse era um dos dias que me preocupava um pouco, já que eu e Elisa chegaríamos sozinhas numa rodoviária de madrugada, mas depois conhecemos o Vagner e a Pate e também ouvimos relatos de que a rodoviária era tranquila.

Chegamos lá e uma amiga do Samuel já estava nos esperando com aquelas plaquinhas que nego segura em aeroporto, sabe? A mulher confirmou nossos nomes e nos levou para uma agência de um amigo. Lá, nós sentamos e começamos a tirar da mochila de ataque o que não levaríamos pro passeio de Uros pra colocar dentro do mochilão. Tava tudo pra fora, quando a mulher voltou e disse pra irmos pra agência dela. Putzzzz! Se ela tinha uma agência por que não levou a gente direto lá, né?

Aí enfiamos tudo meio que de qualquer jeito no mochilão e fomos pra agência dela. Lá tivemos a confirmação de que o Samuel superfaturou nosso passeio de Uros porque ele nos cobrou 55,00 soles, sendo que tinha um cartaz enorme na agência da mulher dizendo que o passeio era 35,00 soles. Pensa em 4 mochileiros com raiva e ao mesmo tempo se sentindo enganados. Ahhhhh! Me deu a louca e comecei e pedir pra mulher benefícios, porque era um absurdo a gente ter pago tão caro pelo mesmo passeio que nego pagava 35,00 soles.

Ela ficou super sem graça e começou a oferecer pra gente um outro passeio de um dia inteiro que a gente não queria e nem podia fazer. Aí depois de muito argumentar, se fazer de coitados, falar que não tínhamos dinheiro nem pra comer, quase ajoelhar, ela cedeu e disse que o almoço seria por conta dela! Uhullll economizamos 8,00 soles! Hahahahahaha

Dica: Se você for fazer o passeio de Uros, deixe pra fechar esse passeio na rodoviária de Puno. Não tente fechar nenhum pacote em Cusco ou qualquer outro lugar que não seja Puno, porque com certeza vão inflacionar o valor que você deveria pagar. Além disso, comprar em Puno te dá mais poder de barganha já que tem muitas agências por lá e você pode pesquisar preços e pechinchar. A partir das 6:00 da manhã já tem várias agências abertas, então nem precisar ter medo de chegar e não ter onde comprar.

Acabamos de arrumar nossas mochilas de ataque pra levar só o essencial pra Uros (máquina, óculos de sol, protetor solar, água e biscoitos) e guardamos os mochilões na sala de bagagens da agência. Como a gente tinha chegado cedo pra caraca, resolvemos tomar café da manhã e fazer hora até dar o horário combinado do passeio – 8:30 em frente à agência.

Ah! Antes do café da manhã que ficava no segundo andar, a gente resolveu já comprar as nossas passagens pra Copacabana pra não ter risco de estarem esgotadas quando voltássemos. Segundo a mulher da nossa agência, a única companhia que fazia o percurso até Copacabana à tarde no horário que queríamos era a Titicaca Bolívia. Pagamos 20,00 soles cada e o horário de partida seria às 14:00 rumo à Copacabana. O ônibus não era nenhum Cruz del Sur, mas a essa altura da viagem a gente já tava cagando baldes pro conforto e focando apenas na locomoção rs.

Passagens compradas, passeio negociado, subimos pra tomar um café da manhã esperto. Quando eu e Elisa abrimos a carteira percebemos que não tínhamos quase nenhum dinheiro pra pagar o café da manhã. Já o Vagner tinha dinheiro sobrando, então, resolvemos ser malandros e negociar entre nós mesmos. Vagner vendeu 20,00 soles pra mim e 20,00 soles pra Elisa a uma cotação de 3,33 soles pra cada dólar, ou seja, trocamos 6,00 dólares cada.

Pedimos um desayuno continental (eu acho) que vinha com suco, café com leite, 2 torradas, manteiga, geleia e ovo mexido. Pagamos 8,00 soles cada e saboreamos um café da manhã delicioso que deu pra dar uma forrada legal no estômago. Já eram 8:00 quando decidimos começar a nos mexer (ÔÔoooo preguiça do mal cara). Fomos ao banheiro e pagamos 0,50 soles e depois ficamos esperando o passeio em frente à agência até dar o horário marcado.

Não tinha ninguém na agência e isso começava a nos preocupar até porque já tinha dado 8:30 e ninguém tinha aparecido #medo. Quando foi umas 8:45 chega uma mulher meio que esbaforida pra pegar a gente e levar pro passeio, pelo menos era o que pensávamos.

Aí estávamos tranquilos conversando e andando atrás da mulher, quando ela para um táxi mete a gente dentro, bate no teto do carro e fala: Segue pro “porto”!

Oiiii? Como assim? Hahahahahaha Ficamos nós quatro com cara de cu sem saber como faríamos pra achar o nosso barco e quem pagaria o maldito táxi, né? Chegando lá, um homem que nunca tínhamos visto mais magro nos recebeu e pagou o táxi e foi nos direcionando pra um barco. Tudo bem aleatório mesmo, sem qualquer explicação. #segueofluxo hahahahahaha

Enfim, chegamos no nosso barco e nos acomodamos. É um barquinho bem simples com uns banquinhos na parte inferior, um banheirinho do lado de fora (só pra xixi. Se você quiser fazer cocô, eu não sei como faz… Quer dizer eu sei como faz, mas não ali… Ahh! Entenderam, né?) e uma escadinha pra parte superior.

Tava tudo lindo e maravilhoso, até que chegaram nossos companheiros de passeio! PQP! Nada contra coreanos, mas esses que nos acompanharam eram bizarramente inconvenientes e chatos. Pensa num grupo que tira foto de tudo, inclusive de você! Pois é! Eles pediram pra tirar foto até com o Vagner e com a Patrícia. Ficavam tocando nas pessoas durante o passeio, pedindo os chapéus das mulheres, colocando as tranças delas na cabeça deles. Fora que não saiam de frente das paisagens que queríamos tirar foto. Chatoooossss!

Um artista de rua entrou e se apresentou rapidinho. Tocava muito bem uma gaita/flauta, mas eu nem quis olhar muito, porque não tinha dinheiro pra dar de gorjeta e fiquei sem graça. Nosso guia chegou logo em seguida, se apresentou e começamos o passeio pelo Lago Titicaca. O guia não era nem um pouco alegre, pelo contrário, parecia que tinha morrido e ninguém tinha avisado, mas como já estávamos acostumados com guias ruins a gente nem se importou mais. Ele foi contando algumas histórias e curiosidades do Lago Titicaca e até que foi interessante essa parte, tirando o fato que a “animação” dele fazia a gente querer dormir.

Depois que ele explicou tudo, a gente subiu lá no teto do barco e ficamos admirando a beleza do lago e de toda região que o cercava, tiramos algumas fotos e nos irritamos um pouco com os coreanos, mas isso foi o passeio inteiro!

Depois de uns 30/45 minutos chegamos à primeira ilha flutuante de Uros. Algumas pessoas dizem que é tudo fake e encenado (pega-turista), mas mesmo que seja, eu achei bem interessante e fiquei super impressionada. Ahhh! Tu não vai à Disney sabendo que as princesas não existem e mesmo assim você não fica super feliz de tirar foto com a Rapunzel?!? Foi a mesma sensação que eu tive. Eu não tava nem aí se era verdade ou mentira, a parada era tão interessante que eu adorei.

Sentamos em formato meia lua e o guia nos explicou como era a rotina das famílias, como as ilhas surgiram, como eram montadas, como era a economia das ilhas, etc. Eu tava tão interessada que fiz umas 5 ou 6 perguntas e o guia ficou até assustado. Hahahahaha Depois que ele nos mostrou (literalmente mostrou) como eram montadas as camadas das ilhas, ele nos fez provar um pedaço da planta que eles usam pra fazer as ilhas boiarem. Deu nojinho, mas meti aquilo na boca e comi! Tinha gosto de palmito e como odeio palmito eu não curti, mas quando olhei pro lado os coreanos tavam tirando a barriga da miséria comendo a planta toda. Hahahahaha

Puno e Ilhas flutuantes de Uros no Lago Titicaca [Cap.18]

“Eu não tava nem aí se era verdade ou mentira, a parada era tão interessante que eu adorei. Fiz várias perguntas e achei um passeio divertido!”

 

Depois da parte explicativa, as mulheres da ilha dividiram nosso grupo em dois (porque nosso grupo era bem pequeno, acho que éramos 11 no total) e nos levaram pra casa delas, onde nos mostraram como era viver lá. Umas casinhas bem apertadas de apenas um cômodo onde, geralmente, moram de 5 a 6 pessoas. Como tem só um cômodo, as paredes são feitas de lençol e fica tudo amontoado (me deu até claustrofobia), mas a parte boa é que eles tem luz e TV/rádio por causa dos aparelhos de luz solar que têm espalhados pela ilha. Ah! O banheiro é do lado de fora da casa e coletivo e a cozinha, me pareceu ser coletiva também em uma outra casinha eu acho.

Depois que saímos da casa da senhora, ela nos mostrou os artesanatos dela e ficou com uma cara de que queria que déssemos gorjeta por ter ido visitar a casa dela, mas coitada, escolheu o grupo pobre, porque a gente só tinha 5 soles no bolso, literalmente. Aí ficou falando dos artesanatos e tal, tudo muito lindo mesmo, mas fora do nosso padrão de consumo. #serpobreéfoda hahahahaha

Demos uma disfarçada e saímos de fininho pra dar uma voltinha pela ilha e tirar fotos. Existe um mirante todo feito em bambu que você pode subir de graça (isso é importante rs) e ter uma visão panorâmica do Lago Titica e das dezenas de Ilhas flutuantes que têm por lá.

Depois de uns 30 minutos, nosso guia anunciou que quem quisesse fazer o passeio nos barcos tradicionais daquele povo (que são tipo umas jangadas) tinha que pagar 10,00 soles. Putzzz! E quem é pobre? Faz como? Na verdade, achamos que já tava tudo incluso no passeio quando pagamos os 55,00 soles, mas o guia disse que esse passeio era opcional, que quem não quisesse ir na jangada podia entrar no barco que fomos e encontraríamos as pessoas da jangada numa outra ilha, considerada uma das mais importante, porque tinha uma escola e acho que a “prefeitura” (sei lá).

Ahhhh cara! Tu já tá ali e não vai fazer o passeio na jangadinha irada? Perguntamos pra manda-chuva lá da ilha se ela deixava a gente pagar com dólar, porque não sabíamos que esse passeio não estava incluso e não tínhamos mais soles. Ela fez uma cara de: Aii garota tá bom! Entra logo nessa merd*! Hahahahahahaha

Ah! Antes da nossa jangada sair, as mulheres da ilhas fizeram uma apresentação engraçada cantando musiquinhas como “Vamos a la playa!” e outras. Foi bem bonitinho!

Pagamos 2,00 dólares cada (ainda negociamos os dólares, porque elas queriam nos cobrar 4 dólares cada, mas a gente não é idiota e fechamos por 2,00 dólares mesmo) e fomos curtindo um passeio bem gostoso pelo Lago Titicaca numa jangada feita pelo povo das ilhas de Uros (pelo menos, foi o que disseram), com duas mulheres “remando”. Parecia cena de filme, sabe? Aíí tinha que ter uns coreanos pra acabar com a paz, né? Eles se enfiaram nuns buracos lá, ficaram puxando as tranças das mulheres, tirando os chapéus delas… Aí que nervoso!

E elas tadinhas, tudo sorrindo, sem graça, só remando. Aí nós quatro que estávamos na parte superior da jangada, resolvemos tirar uma foto sentados na parte da frente da jangada com as mulheres remando, mas tudo com muito respeito. Caraaaa! Você acreditam que até nas nossas fotos os coreanos queriam se meter?! Ahhh! Pedimos por favor pra eles não aparecerem nas nossas fotos, porque a gente tão tava atrapalhando a deles, mas na real eu nem sei se eles entendiam inglês! Hahahahaha

Depois de um stress atrás do outro subimos de novo pro tetinho da jangada e ficamos por lá tentando ignorar os coreanos e curtir o ventinho batendo no nosso rosto e o solzinho bronzeando nossa pele. Depois de uns 15 minutos chegamos na outra ilha, que de fato era bem maior e tinha uma casinha maior que acho que era uma escola.

Ficamos por lá uns 15/20 minutos até nosso guia chegar com o barco e nos pegar. Eles foi nos explicando mais algumas curiosidades sobre as Ilhas de Uros e depois de uns 40 minutos, chegamos ao “porto” de Puno novamente às 12:00.

Um homem pegou todos do barco e nos distribuiu em táxis pra rodoviária. Chegando lá, fomos direto pra agência falar com a moça sobre nosso almoço. Ela disse que já estava tudo certo e nos acompanhou até o segundo andar num restaurante pé-sujo. Lá ela disse que poderíamos escolher qualquer coisa do cardápio do dia, porque já estava pago (custava 8,00 soles). Pedimos uma sopa de entrada (tava muito ruim) e eu e Elisa comemos frango com macarrão, Vagner eu não lembro e a Pate comeu um negócio tipo estrogonofe, mas tava muito ruim, coitada.

Depois de comermos mal, descemos e fomos pagar a taxa de embarque que custava 1,50 soles e aproveitamos pra ir ao banheiro antes de entrar no ônibus, pagamos novamente 0,50 soles. Aí foi muito engraçado, porque Vagner não sabia da taxa de embarque e no final, teve que pedir dinheiro emprestado pra Elisa, porque não tinha mais soles. Hahahahaha

Ficamos esperando até umas 13:30, quando começaram a chamar as pessoas que iam pra Copacabana pra fazerem a fila pra entrar no ônibus. Demos nossos nomes pra um senhor, que anotou nome, idade, profissão e o passaporte, depois colocamos os mochilões no bagageiro e fomos pra frente de uma câmera, onde também gravaram nossos rostos e, finalmente, subimos pro ônibus.

Aqui, conhecemos o Emiliano e a Marina, dois brasileiros que mal sabíamos nós, seriam nossos parceiros em muitos passeios em La Paz. Um moço nos entregou o formulário de imigração e pediu pra gente deixar tudo preenchido já, ele foi explicando os tópicos que as pessoas tinham mais dúvidas e nos explicou que teríamos duas paradas antes de chegarmos à Copacabana: uma na imigração do Peru e a outra na imigração da Bolívia. Ele também pediu pra sermos rápidos, porque tinha gente que ia pra Copacabana, mas também, tinha gente que seguiria pra La Paz e tinha hora pra chegar lá. Ah! Parece que a fornteira Peru-Bolívia fecha cedo, por volta das 17h (favor confirmar esta informação).

Como Copacabana é pertinho de Puno, umas 3 horas, contando com o tempo gasto na fronteira, não tem ônibus de leito ou duplo, só assento normal mesmo. A gente nem quis cochilar, ficamos ouvindo música no celular esperando a primeira parada da imigração.

Chegamos à fronteira do Peru rapidinho e o moço pediu pra todos deixarem suas mochilas no ônibus e irem até a imigração pra carimbar os passaportes e disse que quem quisesse poderia ir andando até a casinha da imigração da Bolívia que ficava a menos de 5 minutos dali, andando reto. A maioria foi andando porque tinha o famoso letreiro do Peru no caminho e todo mundo queria tirar foto.

A imigração do Peru foi muito rápida e em menos de 5 minutos já estávamos seguindo para a casinha de imigração da Bolívia. Paramos no letreiro para nos despedirmos do Peru em grande estilo e seguimos para a Bolívia (caracaaaa agora que me toquei que cruzei uma fronteira andando! Hahahahaha).

Chegamos na casinha de imigração da Bolívia e já tinha uma fila. Enquanto estávamos parados esperando, ficamos analisando as casas de câmbio, que operavam valores muito diferentes dos valores das casas de câmbio do Peru que ficavam a pouquíssimos metros de lá. A diferença era gritante (não lembro agora, mas só sei que ficamos com pena da menina que trocou!).

Entramos e foi super rápido, sem qualquer burocracia ou taxas pras pessoas do Mercosul. Saímos da imigração e fomos logo entrando e nos acomodando no ônibus. Chegamos em Copacabana por volta das 17:00 e o ônibus nos deixou em frente ao hotel El Mirador, que não estava tão caro (40,00 bolivianos por pessoa), mas sabíamos que poderíamos encontrar algo mais barato.

Pegamos nossos mochilões e fomos caminhando em direção ao Lago Titicaca e viramos a direita e lá encontramos uma rua, que acho que era a principal porque tinha dezenas de comércios, restaurantes e agências de turismo. Começamos a pesquisar o preço dos passeios por ali mesmo e depois de entrar e sair de umas 5 ou 6 agências, percebemos que o preço era padronizado. A nossa decisão se pautou muito pela simpatia e atendimento da senhorinha da agência Andes Amazonia que fica bem no começo dessa rua do lado esquerdo.

Mas, como nós quatro somos muito indecisos, decidimos fechar o hostel primeiro e depois decidir a agência com calma. Fomo andando e perguntando os valores dos hostels nessa rua e tudo era mais ou menos a mesma faixa de valor (40,00/50,00 bolivianos) até que achamos o Wara hostel e fechamos uma diária por 30,00 bolivianos cada num quarto duplo com banheiro compartilhado. Então, eu e Elisa ficamos num quarto e Vagner e Pate em outro, mas todo mundo ficou no mesmo andar.

A senhora e o neto (acho que era neto dela) eram muito simpáticos e o wifi pegava bem nos quartos! Uhulllll! Podíamos falar com a família deitados nas nossas camas, coisa que foi rara durante a viagem, porque vira e mexe a gente tinha que ficar se pendurando na janela ou ficar sentados na escada pra ter uma conexão razoável de internet.

Deixamos nossas coisas nos quartos, viçamos (curtimos) um pouquinho na internet e fomos perguntar pra moça do hostel se poderíamos deixar nossos mochilões de graça no hostel no dia seguinte, porque dormiríamos na Isla del sol e ela nos cobrou 10,00 bolivianos cada! Oiiii? A tá bom! Valeu! Fomos em mais um agência de turismo perguntar se eles guardariam nossos mochilões de graça e a mulher disse que sim, mas a senhorinha da Andes Amazonia ainda foi mais simpática, então voltamos lá e fechamos um pacote com ela: Barco até a Isla del Sol + ônibus para La Paz!

Fechamos o barco de ida para Isla del Sol por 20,00 bolivianos e o ônibus para La Paz pela empresa Diana por 25,00 bolivianos. A senhora disse que guardaria nossos mochilões sem cobrar nada a mais por isso e nos explicou como seria o dia seguinte.

O barco sairia às 8:30 da manhã do porto que fica logo ali perto da agência e ficava a menos de 8 minutos do nosso hostel (olha minha precisão, né? hahahahah). Ela nos pediu pra chegar com 10 minutos de antecedência no porto, mas como iríamos guardar os mochilões antes, ela nos pediu pra chegar na agência por volta das 8:10. Explicou que lá na Isla del Sol teríamos um guia que deveríamos pagar a parte (se quiséssemos guia, é claro). Além disso, como nosso ônibus para La Paz era às 13:30 no dia 18/4 deveríamos pegar o barco das 10:30 na parte sul da Isla del Sol para chegarmos por volta de 12:00 em Copacabana e termos tempo de comer algo e embarcar para La Paz tranquilos.

Ah! Uma coisa importante: Compramos só o ticket de ida porque como dormiríamos lá na Isla del Sol a moça não poderia nos vender o ticket da volta num pacote só (não sei porquê, mas ninguém vende ticket de volta se você não for voltar no mesmo dia). Compramos o ticket da volta lá em frente ao píer da parte sul mesmo, sem nenhum problema aparente, porque tem vários barcos saindo ao mesmo tempo, mas não dê bobeira e chegue cedo pra pegar seu lugar. A gente chegou com 15 minutos de antecedência e quase perdemos o último barco, porque o resto tava tudo lotado.

Pra explicar melhor esse passeio da Isla del Sol, peguei uma parte bem explicadinha do relato do Rodrigo que acho que não tem como eu explicar mais detalhado que isso:

Rodrigo falando:
“A Isla del Sol não é imensa, mas também não é minúscula. Percorre-se sua extensão por cerca de 3h30 caminhando (média), dependendo do seu ritmo. Ela é dividida popularmente em “lado norte” e “lado sul”. A verdade é que ela possui 3 povoados em seu território: o povo do norte (Challapampa), o povo do centro da ilha (Challa) e o povo do sul (Yumani). Cada um deles tem um nome específico e “controlam” aquela parte da ilha. Tanto é que precisamos pagar uma espécie de pedágio sempre que adentramos o território (Bs.10 no lado norte, Bs.15 no centro e Bs.5 no lado sul). O que é compreensível, visto que aquela renda é um dos meios de sobrevivência deles ali.

Quanto aos barcos que nos levam à ilha, todos funcionam com horários padronizados, basicamente. A parte sul da ilha é a mais movimentada, cheia de hotéis e tudo mais. Logo, é a única parte que tem saída de Copacabana em dois horários, de manhã e de tarde. A parte norte é menos movimentada, mas é onde ficam alguns sítios arqueológicos interessantes e o pedaço mais bonito da ilha. Entretanto, o barco só vai pra lá na parte da manhã. Na parte central eu não creio que ninguém se hospede (nunca ouvi falar). Apenas fazemos uma parada ali para banheiro/lanche.

As saídas funcionam assim:
Copacabana x Isla del Sol: 8h30 (destino: lado sul e lado norte) e 13h30 (destino: apenas lado sul). Isla del Sol x Copacabana: 10h30 e 15h30 (saindo do lado sul) e 13h30 (saindo do lado norte).

Como funciona: o barco chega no lado sul por volta das 10h. Desce quem por ali já vai ficar. Segue em direção ao lado norte, contornando a ilha. Chegamos ao lado norte por volta das 12h, se não me engano. Os que vão fazer a trilha para o lado sul já ficam ali mesmo, nem voltam pro barco. Os que vão apenas visitar o lado norte e querem voltar de barco para o lado sul, devem retornar ao barco às 13h30. Aí o barco volta para o lado sul, chega lá às 14h, deixa quem quer ficar por lá, pega os que estão voltando para Copacabana e, às 15h30, retorna para o continente. Ficou claro?“.

Puno e Ilhas flutuantes de Uros no Lago Titicaca [Cap.18]

Mary falando agora.

Tudo certinho, decidimos caminhar um pouco pelas ruas de Copacabana e procurar um restaurante barato pra jantar. Sei que fomos parar numa feira, aquelas que nego frita churrasquinho e coloca mesinhas no meio da rua, sabe? Bem legal, mas tava virando nosso estômago só pelo cheiro forte de gordura!

Decidimos andar mais um pouco, até que a fome mandou a gente parar de graça e comer qualquer merd* mesmo. Eis que fomos enganados pela famosa “pegadinha do malandro” boliviana: eles colocam wi-fi disponível na porta dos restaurantes. Aí você entra crente crente que vai se deliciar fazendo snapchat ao vivo e quando percebe teu celular nem acha a rede do restaurante. Putzzz! Já estávamos sentados e já tínhamos até pedido a comida quando nos demos conta que a internet era ruim pra caraca e fomos obrigados a socializar uns com os outros! Hahahahahahaha Zoa!

Nós nos tornamos muito amigos, justamente, por isso, pelo contato, a falta de internet durante toda viagem nos permitiu viver livres do vício de teclar e conhecer melhor uns aos outros.

Quando chegou a sopa… Que nojo! Ecaaaa! Tava muito ruim cara. Partimos logo pro prato principal que, pasmem, conseguia tá pior ainda. Genteeeee! Arroz duro, um pedacinho de codorna, porque frango aquele negocinho não era e cinco, sim eu disse cinco, batatas fritas!

Caracaaaaaaa pagamos 13,00 bolivianos nessa caceta e eu fui dormir cheia de fome! Que ódiooooo! Sério! Vontade de chorar! Hahahahahaha

Demos mais umas voltinhas, mas o frio começou a congelar nossos dedinhos do pé e voltamos pro hostel pra descansar e, óbvioooo, entrar em todas as redes sociais da vida! Hahahahahaha

Pate teve um pequeno contratempo quando tava tomando banho, porque a água que tava quentinha ficou gelada pra caralh* e ela tava cheia de shampoo no cabelo. Vagner correu pra chamar a mulher do hostel e acho que o disjuntor caiu, sei lá. Sei que resolveram o problema. Eu tomei banho no banheiro do último andar, que tava quente, mas eu tinha que ficar catando os pingos que saiam do chuveiro, nem posso dizer que tomei uma ducha, porque tava mais pra chuvisco.

Eu e Elisa deixamos tudo arrumado pro dia seguinte: as roupas que usaríamos no dia seguinte, mochilões organizados, mochilas de ataque com tudo que iríamos precisar pra um dia na Isla del Sol (nós basicamente repetimos as coisas que levamos pra Águas Calientes, só trocando, obviamente, algumas peças de roupa).

Fomos dormir bem animados porque o dia seguinte prometia paisagens incríveis.

SALDO DO DIA:

– 20,00 soles – Ônibus Titicaca Bolívia | Puno X Copacabana
– 8,00 soles – Café da manhã
– 0,50 soles – Banheiro
– 1,50 soles – Taxa de embarque
– 2,00 dólares – Passeio de jangada na Ilha de Uros
– 0,50 soles – Banheiro
– 30,00 bolivianos – 1 Diária no Hotel Wara
– 20,00 bolivianos – Ticket de ida para Isla del Sol
– 25,00 bolivianos – Ônibus Diana Tour | Copacaba x La Paz
– 13,00 bolivianos – Jantar

* Trocamos 6,00 dólares = 20,00 soles (cotação de 3,33 soles por dólar)

TOTAL: 30,50 soles + 2,00 dólares + 88,00 bolivianos

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.19) Explorando da Isla del Sol com sol!

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Confira o Capítulo 17:

Partiu Puno… COM emoção! [Cap.17]

 

 

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