Partiu Puno… COM emoção! [Cap.17]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM
[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.17: Partiu Puno… COM emoção!

16/4/2016

Este capítulo vai ser bem mais curto que os outros, porque na verdade foi mais um dia de locomoção que de passeios.

Acordamos um pouco mais tarde hoje (8:00) \o/ e fomos nos arrumar e tomar café da manhã. Tudo com calma. Organizamos as mochilas de ataque, guardamos as roupas molhadas e pegamos os tênis atrás da geladeira (ainda bem molhados)! Optamos por não usar o tênis na trilha porque poderia fazer bolha nos nossos pés, então fomos de chinelo mesmo.

Nossa ideia era sair às 10:30 pra chegar na hidrelétrica lá pelas 13:30, já que nosso passo seria mais lento por causa do chinelo. Passamos no mercado pra comprar água e seguirmos viagem (eu e Elisa dividimos uma água de 2L e saiu 2,50 soles pra cada).

A volta foi ainda mais tranquila. O chinelo estava incomodando um pouco e, às vezes, a gente dava umas escorregadas engraçadas, mas foi de boa porque fomos caminhando pelas madeiras do trilho do trem em vez de caminharmos pelas pedras. Fizemos a volta em 2h10min (ainda mais rápido que a ida), porque como não tínhamos mais a ansiedade de chegar logo e porque já sabíamos o trajeto a ser percorrido, acho que foi mais tranquilo. Fomos cantando o caminho todo e quando nos demos conta já estávamos na hidrelétrica.

Aqui foi engraçado, porque lembra que a gente seguiu o trilho de trem errado na ida, na volta quando seguimos o trilho certo até o final, conseguimos ver a sinalização e descemos a trilha que era bem mais marcada que a que subimos, mas como tinha chovido, tava escorregando da mesma forma, mas mesmo assim ainda foi bem mais tranquila do que a que subimos. E aí lá embaixo vimos uma plaquinha indicando que era pra ter subido por ali e aí nos demos conta da onde tínhamos errado no dia 14/4.

Como chegamos muito cedo, decidimos almoçar logo num restaurante pé sujo ali perto da onde as vans se concentravam. Pagamos 7,00 soles na entrada + prato principal e suco. A comida não tava lá essas maravilhas, mas serviu pra encher o bucho.

Ainda eram 13:40 e já tínhamos almoçado e não tínhamos mais nada pra fazer. Então, decidimos ir lá pro local que o Elvis tinha marcado pra esperar lá sentados numas pedras. Começou a chuviscar, mas nada demais.

Esperamos lá quase 1 hora e tava tudo uma bagunça. Um monte de van, um monte de gente, ninguém dava informação e tava chegando a hora da gente ir e nada de chamarem a gente e eu não achava o Elvis de jeito nenhum. Então, comecei a perguntar pra um monte de motorista onde tava o Elvis e blá blá blá. Foi quando vi um homem franzino e gritei Elvis! E ele olhou e eu fui logo falando que precisávamos ir logo porque tínhamos um ônibus pra Puno às 22:00. Ele organizou tudo rapidinho e em menos de 15 minutos nossa van já estava cheia e partimos.

Sem dúvida alguma, Machu Picchu foi uma das experiências mais incríveis da minha vida e espero voltar muito em breve!

Saímos por volta das 14:40 e fomos com um motorista diferente do que tínhamos vindo. Esse parecia ainda mais kamikaze do que o outro. Ele ia correndo, fazendo umas curvas bizarras. Eu fechei meus olhinhos, rezei um Pai Nosso, tomei um soroche pills e fui tentando cochilar até a gente, pelo menos, sair da parte de terra e precipício. Até que numa das curvas um caminhão quase bate na gente e eu consegui ver a luz (na verdade era a luz do farol na nossa cara, mas eu já tava achando que era a luz do céu de tão perto que o caminhão ficou da gente). Sério! Foi um milagre, porque do jeito que tava a situação ali, ninguém iria sobreviver se a gente sofresse um acidente com um caminhão.

Enfim, depois de alguns sustos chegamos na parada que fizemos o almoço na ida do dia 14/4. Mas, dessa vez era uma parada rápida só pra ir ao banheiro e comprar uns snacks e partir. Aproveitamos pra comprar um sorvetinho por 3,00 soles e respirar ar puro, porque tinham umas israelenses chatas pra caralh* atrás da gente que só reclamavam e tinham uma inhaca de cigarro e maconha tudo junto que só Jesus na causa. #eca

Sabe aquela criança chata de 5 anos que fica perguntando de 5 em 5 minutos pros pais se já tá chegando, então, tinha uma israelense virada no capeta que perguntava de 10 em 10 minutos se já tava chegando ou se faltava muito, sendo que o motorista tinha acabado de falar que ainda faltavam 4 horas e a fdp continuava perguntando! Chataaaaa pra caralh*!

Juntou aquela inchaca, janelas fechadas, curvas infinitas, aquela garota reclamando e perguntando toda hora, um francês que decidiu passar perfume dentro da van e eu comecei a ter crise de claustrofobia e comecei a sentir minha pressão baixando (detalhe: de vez em quando eu tenho umas convulsões, nada demais…. mas não acho que seria um momento agradável de ter uma convulsão no meio do nada). Elisa abriu na hora a janela (nego reclamou que tava frio e a gente cagou baldes) e eu tirei meu casaco, precisava respirar e ficar calma. Fui passando muito mal o resto do caminho todo. Tava muito enjoada e com muita dor de cabeça e a garota lá me irritando.

Enfim, depois de quase 6 horas dentro da van nós chegamos na Plaza de Cusco (foi até mais rápido do que estávamos esperando) e já fomos correndo pro hostel pegar os mochilões e tentar comer alguma coisa. O Samuel tinha marcado com a gente às 21:00 em frente ao nosso hostel Pariwuana e já eram 20:30. Pate e Vagner foram correndo até o Wild Rover pegar os mochilões deles e eu e Elisa fomos pegar os nossos. Combinamos de nos encontrar no bar do Pariwuana porque iríamos pedir uns sanduíches pra viagem lá.

Pedimos uns hambúrgueres com batata frita que ficaram prontos em 20 minutos, mas já eram 21:10 e o Samuel já tava me ligando. Pedi pra ele esperar mais 5 minutos porque precisava só pagar. Pagamos 14,00 soles cada e saímos correndo cheios de sacolas plásticas, guardanapos voando e se duvidar devo ter esquecido alguma coisa em cima da mesa, porque saímos tão rápido que nem deu tempo de conferir nada.

Samuel devia estar se sentindo mal de ter superfaturado nosso passeio em Uros (a gente chegou a pedir pra ele nos devolver parte do dinheiro ou tentar incluir o almoço no valor que tínhamos pago porque sabíamos que ele tinha superfaturado – descobrimos em Águas Calientes e mandamos vários whatsapps pra ele e ele falando que era o preço normal blá blá blá. MENTIROSO!) e em vez de nos levar no carro dele, ele pediu dois táxis pra nos levar lá na rodoviária (sem necessidade, porque poderia ter sido um táxi pra todos, mas ok). Samuel, Pate e Vagner foram em um táxi e eu e Elisa fomos em outro táxi. Chegamos na rodoviária em 25 minutos.

Estávamos morrendo de fome e começamos a beliscar as batatas fritas ali no terminal enquanto o Samuel ia pagar as taxas de embarque pra gente (1,30 soles cada). Ele devia estar se sentindo culpado e como não quis devolver o dinheiro tava tentando ser fofo e prestativo com a gente. Pior que funcionou em partes, porque a gente não conseguiu ficar com muito ódio dele. Ele fez tudo direitinho, deixou a gente, praticamente, dentro do ônibus e só faltou colocar a gente pra dormir de tão atencioso que ele tava sendo.

Entramos todos felizinhos no ônibus, pegamos as camas de leito na parte debaixo, nos acomodamos e abrimos as marmitas pra dar aquela primeira mordida saborosa nos nossos sanduíches quando uma mulher olhou pra gente e foi lá nos dedurar pro motorista e ele pediu pra gente descer do ônibus e comer lá fora, porque ainda faltavam 10 minutos pra ônibus sair. CHATOSSSSS!

A gente olhou torto pra mulher e ela fingiu que nem era com ela. Ficamos lá fora meio que engolindo os sanduíches que eram enormes, aí pareceu que o ônibus ia sair e entalamos os últimos pedaços na goela e entramos. Caraaa nem deu pra sentir direito o sabor do hambúrguer de tão rápido que comemos.

Enfim, nos acomodamos, eu coloquei meu tapa olho e meu tapa ouvido e só fui acordar em Puno! A previsão era de 7 horas de estrada até chegarmos na rodoviária de Puno.

SALDO DO DIA:

– 2,50 soles – Água
– 7,00 soles – Almoço
– 3,00 soles – Sorvete
– 14,00 soles – Hambúrguer

TOTAL: 26,50 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.18) Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca 

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Confira o Capítulo 16:

O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens) [Cap.16]

 

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