O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens) [Cap.16]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM
[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

15/4/2016

Acordamos bem cedo (3:45 da madrugada), porque iríamos tomar café da manhã no hostel e depois pegar o primeiro ônibus pra subir a Machu Picchu (5:30). Quando abrimos os olhos e tomamos consciência do que estava acontecendo, percebemos que continuava chovendo muito, até mais do que na hora que fomos dormir.

Foi perturbador saber que talvez não conseguíssemos ver Machu Picchu naquele dia, por causa da neblina densa que estava rodeando as montanhas e por causa da chuva que não parava de jeito nenhum. Em nenhum momento a gente deu pra trás ou pensou em esperar a chuva passar pra subir. Chegamos até ali e iríamos até o final!

Nos arrumamos e fomos tomar o café da manhã que começava às 4:30. Comemos bem (sem miséria), uns 3 ou 4 pães cada e já tinha gente tomando café também, todo mundo com as capas de chuva prontas rs. Sabe aquela coisa que dizem sobre pensamento positivo e tal? Então, não teve um só minuto que a gente não estivesse enviando uma vibe boa pra São Pedro dar uma colher de chá e mandar um solzinho.

Assim que terminamos o desayuno conseguimos ouvir que a chuva tinha diminuído bastante e então fomos pegar as mochilas pra ir pro terminal de ônibus, que fica bem em frente à bilheteria. Quando saímos, já não estava mais chovendo e dava pra ver todos os mochileiros saindo dos hostels ao mesmo tempo.

Tava um pouquinho frio, mas nada demais (eu tava só com uma blusa de flanela, por exemplo). Ficamos na fila pra pegar o ônibus e, se não me engano, saem ônibus de 30 em 30 minutos. Não sei se esse intervalo muda dependendo da temporada, mas tenho quase certeza que eles saem de 30 em 30 minutos sempre (por precaução, se informe quando comprar o ticket do ônibus no dia anterior).

A trilha de subida a Machu Picchu é simples, mas cansativa de fazer porque é só subida em zigue-zague. O caminho até lá é bem sinalizado, mas acho que compensou muito a gente subir de ônibus e descer andando, porque poupamos nossos corpos na ida, já que já teríamos que subir bastante lá dentro do Parque de Machu Picchu e a descida foi super tranquila, já que pra descer todo santo ajuda, apesar de que pegamos muita chuva no meio do caminho.

Pegamos o ônibus e depois de 30 minutos estávamos lá em cima de frente pra um dos lugares mais lindos e misteriosos do mundo. Uma fila enorme já se formava na entrada e pra não perdermos tempo a gente já foi entrando na fila também. Depois de uns 8 minutos entramos no Parque de Machu Picchu (eles só pediram o ingresso e um documento com foto. Não pediram pra mostrar cartão de crédito, apesar do aviso impresso no boleto de quem compra pelo site). Perguntei ao “segurança” se tinha banheiros lá dentro e ele disse que não.

Quem quiser ir ao banheiro, tem que sair do Parque de Machu Picchu e pagar 1 nuevo sol pra usar o banheiro lá em baixo, perto da onde o ônibus te deixa. Mas, o senhor explicou que cada pessoa pode sair e entrar até 3 vezes durante a sua visita ao Parque. Então, já faz um xixizinho antes de entrar pra economizar tempo e pernas, porque você descer tudo e subir tudo de novo só pra ir ao banheiro é fod*! Eu segurei meu xixi por 9 horas! Tá que quase tive uma infecção urinária de tanto prender, mas correu tudo bem rs!

A Pate comentou que existia um carimbo de Machu Picchu que os viajantes podiam carimbar no passaporte ao lado do carimbo de entrada e futuro carimbo de saída do Peru. Esse carimbo de Machu Picchu é de graça e você mesmo carimba onde quiser! Caraaaa falou a palavra grátis eu to querendo (meu namorado que não leia isso, porque ele diz que pareço uma maluca quando vejo alguém dando alguma coisa. No outro dia fiz ele atravessar meio shopping só porque tavam dando um bombom da Lindt de graça rs #soudessas).

Depois que entramos no Parque, logo após apresentarmos o ingresso, fomos até a “recepção” perguntar sobre o carimbo pra um moço e o “segurança” disse que o carimbo só fica disponível a partir das 9:00 da manhã e que era ali mesmo naquela mesinha à esquerda de quem tá entrando em frente à uma janela. Assim que você entrar olhe pra esquerda e verá uma mesa com uma janela. É ali!

 

“Esse carimbo de Machu Picchu é de graça e você mesmo carimba onde quiser!”
Tudo que é de graça a gente carimba! rs

 

 

Decidimos carimbar na volta e ir logo explorar aquele lugar maravilhoso. Como marcamos com o nosso guia só às 7:30, tivemos um tempinho pra ir andando meio que aleatoriamente e conhecendo o local. Ainda chuviscava um pouquinho e tinha muita neblina! Dava pra ver quase nada. Eu tava completamente desolada.

De vez em quando, batia um ventinho e a neblina saia e a gente corria pra tirar foto com as ruínas. Subimos mais um pouco, lá perto de uma casinha que é o ponto estratégico pra tirar foto sem uma multidão atrás de você e encontramos um brasileiro que disse que uma moça disse pra ele que ia fazer sol lá pelas 10:00 da manhã. Hahahahaha #aesperançaéaúltimaquemorre

Acreditamos nele e ele explicou que por causa da chuva de ontem era normal que tivesse tudo cinzento e com neblina, até porque a altitude faz isso também. Andamos mais um pouco atrás das lhamas que ficam soltas e depois voltamos pra entrada pra esperar nosso guia. Esperamos muitoooo tempo! E depois de uns 30 minutos vimos uma bandeirinha do grupo Lula e assumimos que era nosso grupo.

Nos juntamos a eles e mais a frente descobrimos que aquele não era nosso guia, que nosso guia de verdade tava lá embaixo ainda na entrada e que iria subir por outro caminho (existem diversos caminhos que você pode fazer lá dentro. Alguns guias começam de cima pra baixo e outros fazem o inverso). Só sei que esse guia que estávamos disse que não dava mais pra trocar de grupo porque iríamos nos perder. Conclusão, ficamos com aquele grupo chato de 25 pessoas com crianças pequenas correndo pra lá e pra cá. Uma loucura.

O nosso guia não era maravilhoso nem muito interativo (não curto guias que vomitam informação, gosto quando interagem e consegue prender sua atenção), mas explicou várias coisas interessantes sobre a história de Machu Picchu: os mitos, ‘as verdades’, as hipóteses, as tradições, o que era cada cômodo, o que era pra ser tudo aquilo e por que não foi, etc.

“Realmente, ir a Machu Picchu sem guia é perda de tempo e dinheiro, porque é o guia que vai te mostrar aquele lugar de um ângulo diferente e com uma visão histórica.”

 

O tour guiado dura de 1h30min a 2 horas e você vai com o guia parando em cada cômodo e locais estratégicos pra ele ir explicando as histórias. Nesse momento, o sol já começava a dar as caras e já dava até pra começar a suar um pouquinho.

Assim que nosso tour guiado acabou, corremos pra casinha das fotos estratégicas pra garantir uma foto com as ruínas de Machu Picchu sem nuvens e com sol (rolou até um óculos de sol nas fotos rsrsrsrs). Chegando lá, óbvio que já tava cheio. Aí, como vocês sabem eu tenho toque de organização e tava me irritando todo mundo tirando foto junto e um saindo trepado na foto do outro. Que que eu fiz? Organizei a po**a toda, né?

Porque gente, não faz sentido! Todos querem uma foto legal de Machu Picchu, então vale mais a pena esperar o coleguinha tirar a fotinho dele bem tirada e depois você tirar a sua do que um sair na foto do outro né?

Então, organizei meio que uma fila e aí como tinham alguns casais e algumas pessoas sozinhas, eu me oferecia pra tirar foto deles, porque tinha um senhor que tava tirando foto de um casal e eu tava vendo pela tela da câmera que o senhor estava cortando apenas a cabeça do cara! Hahahahaha Aí eu perguntei se podia tirar a foto pra eles e eles super me agradeceram. Aí né? Brota a fotógrafa dentro de mim e já mando nego fazer as poses (olhando, agora rindo espontâneo, agora pulando, agora abre o braço, etc). Só sei que nego saiu de lá com um book e super me agradecendo.

Aí quando a galera toda tirou, foi nossa vez, né? Tiramos 6758 fotos naquele lugar e eu aproveitei até pra tirar foto com o Mark (boyfriend). Como ele queria muito ter feito essa viagem comigo e não pôde, imprimi uma foto dele, plastifiquei e tirei uma fotinho com ele. Pensa na felicidade da pessoa quando eu mandei a foto. Ele ficou todo bobo, tadinho! Então, tá aí uma ideia pra quem quer surpreender alguém. Ahhh! Fora o vídeo que fiz pros meus avós lá, meu avô quase teve uma parada cardíaca de tão feliz que ficou!

Depois das nossas fotos com as ruínas garantidas, fomos caminhar e tiramos outras fotos com outros ângulos também. Decidimos fazer um “piquenique” em Machu Picchu. Forramos a grama com as capas de chuva e curtimos aquele visual incrível das ruínas, pegando um solzinho e comendo uns biscoitos com aquele cheiro delícia de coco de lhama rs! Foi sensacional!

O sol tava torrando a gente e tacamos protetor solar na cara e nos braços e continuamos mais um pouco por lá, com aquela paisagem indescritível. Fizemos até um vídeo com as ruínas de Machu Picchu ao fundo dançando Baile de Favela com a versão que inventamos pra nossa viagem (a gente canta essa música até hoje – às vezes brota do chão e eu canto do nada!). Pensa num dia divertido e marcante foi esse: 15/4/2016.

Aí, tive a ideia de tirar umas fotos onde eu ficava lá embaixo e a Elisa tirava as fotos lá de cima. Foi muito engraçado, porque a gente pediu, por favor, pras pessoas esperarem 5 segundos pra gente tirar a foto e deu super certo. Tiramos altas fotos e depois a Pate, o Vagner e a Elisa também quiseram essa foto e eu coordenando as outras pessoas pra não passarem, né? Aí quando eu percebi, tinham dois grupos esperando, não porque eram educados, mas sim porque queriam que eu tirasse uma foto igual pra eles. Hahahaah MORRI!

Depois disso, resolvemos subir mais um pouco e encontramos várias lhamas passeando e óbvio que corremos pra tirar uma selfie com elas! Depois, um casal nos deu um biscoito pra dar pras lhamas (que acho que é proibido, mas tava geral dando #seguimosofluxo) e elas vieram comer na nossa mão! Hahahahahaha

Subimos mais um pouco e chegamos num portão que dava pra uma guarita, lá você dá seu nome e o horário que você entrou e vai conhecer a ponte Inca. São 20 minutos de caminhada plana até chegar numa ponte que era utilizada pelos Incas há dezenas de anos atrás. Você vê a ponte de longe porque a entrada é proibida e a ponte é super perigosa. Ahhh! Pra quem tem vertigem, cuidado, porque tem umas partes do caminho que são um pouco mais estreitas e não tem proteção dos lados.

Aí na volta, você coloca o horário que voltou que eu acho que é pra eles terem controle de que todo mundo que foi voltou, né? Ou porque deve ter acontecido algum acidente antes, sei lá!

Voltamos e demos mais umas voltas pelas ruínas. Fomos nos mesmos lugares que fomos com o guia, mas parando com calma pra tirar foto, descemos mais um pouco, subimos, entramos nuns caminhos aleatórios, voltamos, descemos, paramos pra admirar a grandiosidade daquele lugar e seguimos pra saída. Já eram quase 15:00 e o tempo tava virando e tava com cara de que ia cair o mundo de novo e a gente também não queria voltar no escuro.

Ah! Como eu já tinha falado antes, nós optamos por não subir a Montanha e a Huaynapicchu, porque queríamos curtir a vibe do Parque de Machu Picchu com calma, não queríamos ter hora pra nada e, é claro, achamos que ia ser um esforço desnecessário subir as montanhas sendo 3 sedentárias e um ciclista. Pro tempo que tava, foi até bom não ter pagado, porque não sei se ia dar pra ver muita coisa naquele dia. Uma galera que subiu disse que valeu a pena, já outros disseram que foi um cansaço à toa, que você vê Machu Picchu tão pequeno que é besteira. Enfim, depende de qual é seu objetivo lá.

Peguei uma parte do relato do Rodrigo, porque ele subiu o Huaynapicchu e curtiu. Rodrigo falando:

“Dica: eu aconselharia optar pelo 2º grupo de subida ao Huaynapicchu, o que sai às 10h. Isso porque GERALMENTE nas primeiras horas da manhã ainda tem muita neblina, então você corre o risco de não ver muita coisa lá de cima. E foi o que aconteceu no nosso caso. O primeiro grupo que subiu reclamou de não ter conseguido ver quase nada. Já quando nós subimos, no segundo grupo, o céu já tinha limpado bastante, e a vista estava ótima. Mas o tempo é imprevisível, ainda mais nessas bandas. Então é apenas uma opinião pessoal, e não uma verdade absoluta.”

Mary falando de novo:

Caraaaa! É maravilhoso passar horas e horas e horas em Machu Picchu. O tempo voa e você nem percebe. Nós chegamos lá às 6:00 da manhã e só fomos embora às 15:00 da tarde – muito porque o tempo tava mudando e ia cair um temporal, se não a gente ficava mais.

Curta aquela vibe maravilhosa, é uma sensação única estar ali, então aproveite cada minuto com gratidão. A dica é levar água e comida na mochila, porque lá fora é tudo bizarramente caro: 20,00 soles um sanduíche e 20,00 soles um copo de refrigerante ou 40,00 dólares o almoço.

Já na saída, fomos lá garantir nosso carimbo de Machu Picchu no nosso passaporte! Cara ficou tão lindo! Eu carimbei o meu bem ao lado dos carimbos do Peru, então ficou tudo na mesma página organizadinho! Aproveitei pra fazer xixi antes de descer a trilha e paguei 1,00 nuevo sol.

Começamos a descer a trilha e foi bem tranquilo, no meio da descida começou a chover e começou a ficar mais chatinha, porque estávamos encharcados e com frio. Aí ou você desce exatamente o mesmo caminho que o ônibus faz ou corta caminho (bem sinalizado) por dentro da mata que tem umas escadas de pedra. A gente nem tinha visto esse atalho no começo, até que um cachorro começou a seguir a gente que nos mostrou. Hahahahahahaha

Chegamos em Águas Calientes lá pelas 16:30 e fomos logo tomar banho e trocar de roupa. Pedimos pra moça do hostel colocar nossos tênis atrás da geladeira pra secar e deixamos as roupas molhadas penduradas na escada do beliche.

Saímos pra dar uma volta pela cidade e achamos um restaurante na rua do nosso hostel, mas do outro lado da ponte que servia o menu completo (entrada, prato principal, suco e sobremesa) por 16,50 soles (já com os 20% de gorjeta). Comemos lá mesmo porque estávamos muito cansados e as pernas estavam doloridas e sabíamos que no dia seguinte tínhamos mais 13km de trilha pra voltar pra hidrelétrica.

Demos mais umas voltinhas na cidade, tiramos umas fotinhos e voltamos pro hostel pra dormir e nos preparar pro dia seguinte que seria uma aventura com muita emoção (de van) até Cusco e depois rumo a Puno.

SALDO DO DIA:

– 1,00 nuevo sol – Banheiro em Machu Picchu
– 16,50 soles – Jantar

TOTAL: 17,50 soles

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.17) Partiu Puno… COM emoção!

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Confira o Capítulo 15:

Trilha da hidrelétrica até Águas Calientes [Cap.15]

 

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  • Alexandra Tiengo

    Oie, adorei seus relatos sobre a subida a Cusco. Pretendo fazer uma viagem para Machu Picchu em breve, você poderia me dizer como contratou a van para a hidrelétrica e o valor?

    • Vida Mochileira

      Oiii! Alexandra!

      No relato “Vivos em Cusco” eu explico direitinho como comprei e qual foi o nome da companhia!

      Mas, basicamente você consegue contratar a van em qualquer agência de turismo (os preços variam, mas não muito, é só fazer uma pesquisa antes de fechar)!

      Paguei 70,00 soles!

      Você vai amar Machu Picchu!

      Bjs

      Mary