Pior do que o medo de perder tudo é o medo de não viver nada

0
medo de não viver nada
Imagem de Igor Link por Pixabay

Você já pensou que o pior do que o medo de perder tudo é o medo de não viver nada?! Leia esse texto e acompanhe essa reflexão que eu me peguei fazendo sobre a vida e o manual que a gente aprende desde pequenos segundo os conceitos estabelecidos pela sociedade…

Menina de classe média que, apesar de nunca ter passado dificuldades financeiras, sentia que o dinheiro afastava as pessoas. Afastava o pai que precisava trabalhar muito pra sustentar a casa e, por isso, quase não via os filhos.

Afastava a mãe do pai porque ela decidiu largar o emprego pra cuidar dos filhos e daí passou a ser dependente financeiramente do marido e viu sua liberdade precisar da “permissão” financeira.

E assim, quase que despercebida, a minha relação com o dinheiro foi sendo afetada. Dizem que as barreiras, os medos e as crenças que você cultiva quando adulto nasceram de certos momentos da sua infância.

Olhe agora pra sua vida, analise as suas barreiras, as suas crenças limitantes e a forma como você lida com certos assuntos e tente se lembrar da sua infância pra perceber que apesar de você sentir, provavelmente isso não vem de você. Você só replica o que já  conhece. ⠀⠀

Então, por que não tentar fazer algo que você desconhece pra ter um resultado diferente do esperado?! Talvez o desconhecido te assuste, talvez ele te paralise, mas talvez possa ser uma nova solução pros seus problemas antigos.

Menina de classe média que seguiu à risca o caminho “normal e tradicional” pra ser “bem-sucedida”: estuda, faz faculdade, arruma um emprego, vira workaholic e vai seguindo a vida como se o trabalho e o status fossem a definição de quem é!

Mesmo seguindo tudo que era supostamente o certo e garantido” pra uma vida boa, se viu frustrada, perdida e não realizada…

Percebeu que o conceito de vida boa pra ela não era ter dinheiro na conta, se a saúde ia mal, o estresse tomava conta da sua rotina, não tinha tempo pra ela e nem conseguia fazer o que queria.

Entendeu que pior do que o medo de perder tudo era o medo de não viver nada. Tomou coragem e passou a construir seu conceito de sucesso através das suas experiências de vida e de viagens.

Continua não tendo certeza de nada, ainda sente medo de fracassar, mas o medo de nunca ter tentado… Esse, ela nunca mais carrega!

Pior do que o medo de perder tudo é o medo de não viver nada

Você já percebeu que o que geralmente éconfortá vel, conhecido e cômodo pra gente, teoricamente, e mais fácil?! Mas, ando me perguntando o quão fácil ésaber que permanecemos onde “temos o controle” por medo de arriscar uma coisa incerta que talvez possa ser melhor? ⠀

O “talvez” assusta! Melhor estar sofrendo na certeza do que é conhecido do que tentar algo novo incerto, porque o nosso primeiro pensamento é: “E se der errado? E se for pior do que onde estou agora?”. Mas, esquecemos que também existe a possibilidade de ser muito melhor!

O problema da zona de conforto éte privar de entrar em movimento! Se você tá confortável você não sente necessidade de mudança e sem mudança você estagna e estagnado você não evolui e se não evolui, você perde a oportunidade de viver experiências que fazem você começar a entender seu propósito na Terra! ⠀

Te garanto que você não veio aqui só  pra se matar de trabalhar pra pagar contas! Te garanto também que você não veio pra se conformar com o que tem.

Te garanto que o seu esforço de sair da zona de conforto será  recompensado com a mesma intensidade do risco que você está  disposto a correr pra trocar o que é certo por algo duvidoso (que pode ser muito melhor – você só  saberá  se tentar)! 

Esquecemos também que temos o incrível poder de criação. Se você saiu da zona de conforto e não chegou onde queria, muda de novo! Muda atéchegar perto ou em cheio no estilo de vida que você considera ideal! ⠀

Mas, mude sempre olhando pra dentro! Olhando pros seus desejos e necessidades internas! Esquece o papo de que tá  todo mundo fazendo isso ou aquilo! Esquece estar na modinha! Foca no que te faz crescer! ⠀

Afinal, é sempre aquele mesmo discurso e realidade de classe média…

“Menina de classe média que que acorda, tenta criar a rotina perfeita, o mundo bagunça a rotina com demandas desnecessárias, ela cria um sonho e a sociedade diz que o sonho é muito grande.

Para de inventar. Segue o manual. Fulano fez assim, dá  certo! É só  seguir esse padrão, disseram. Você segue, curte por um tempo, engaja com aquela realidade (com cores distorcidas) e percebe que não lhe acrescenta mais nada.

Você descurte e quer parar de seguir esse personagem que você criou para agradar, para pertencer, para não magoar, mas, principalmente, para não ter que lidar com o fato de que você se distanciou da sua essência para buscar por visualizações que pareciam dar resultados rápidos, engano seu.

Ficou isolada em casa, se desconectou das redes, não tinha mais obrigações e contratos sociais com ninguém. Você parou e percebeu que tá  tudo bem apenas ser você (sem maquiagem) e que você atéprefere esse novo reflexo que vê no espelho, não tem a sombra de ninguém, e só  você. E, então, se dá  conta de que o seu sorriso, agora, é mais natural.”

Pior do que o medo de perder tudo é o medo de não viver nada 

Por isso, o que eu desejo pro mundo é que mulheres, solteiras, namorando, casadas, com filhos ou sem filhos possam viajar sozinhas sem culpa dos julgamentos da sociedade e sem medo da violência. ⠀

Desejo que mulheres larguem relacionamentos abusivos e que abram seus próprios negócios. Quero que se demitam de empregos que fazem mal e que se mantenham em empregos que fazem bem. ⠀

Quero que olhemos mais pra dentro pra filtrar melhor quais são os medos de tipo nosso e os medos de tipo dos outros que carregamos conosco por medo de desagradar, decepcionar ou não pertencer.

Desejo que a gente pare de buscar permissão nas respostas alheias pra, na verdade, entender que tudo começa nas perguntas certas que fazemos a nós mesmos.

Espero que cada vez mais possamos viver a vida que escolhemos pensando nas coisas que nos motivam e nos trazem realização e felicidade. Eu espero que viver das nossas paixões seja cada vez mais um discurso real e menos uma teoria do coaching.

Eu desejo que a gente entenda mais rápido que a vida é pra ser mais leve e menos sofrida e que não tá tudo bem perder saúde em prol do dinheiro. Não tá tudo bem ver a vida passar sem conseguir aproveitá-la do jeito que você gostaria.

Por isso, comece a ser a sua prioridade na sua vida. Se precisar, pare e recalcule a rota. Se precisar, pare e recomece do zero. Mas, não deixe pra parar só quando a vida decidir por você, porque aí essa parada pode ser tarde demais pra viver as coisas que você deveria estar vivendo agora.

Leia também:
Expandir a mente é fundamental para quem viaja
Deixe ir o que não foi feito pra você
O que te move? Qual é a sua zona de conforto?

Se você curtiu esse post, compartilha com alguém que precisa se inspirar nessas palavras! E se você tem ou teve o medo de perder tudo por seguir um caminho diferente da maioria, lembre-se que você vai viver coisas que poucas pessoas viveram!

Ahhh! Me segue lá no Instagram (@vidamochileira) pra ver as minhas aventuras em tempo real.

Beijos

Mary⠀

Pior do que o medo de perder tudo é o medo de não viver nada

 

Gostou das dicas do blog?
Aproveite os descontos abaixo para economizar nas suas viagens!

Toda vez que você usa um link do blog, o Vida Mochileira ganha uma pequena comissão e você NÃO paga nada a mais por isso (nadinha)! Você simplesmente me ajuda a continuar produzindo conteúdos que, com certeza, vão te ajudar nas suas próximas viagens!

Os links do Vida Mochileira são de serviços que eu mesma uso nas minhas viagens e recomendo:
– Voluntariado em viagens: Worldpackers (U$10 OFF)
– Hospedagem: Booking.com, Airbnb (até R$179 OFF)
– Passeios no Atacama, Salar de Uyuni e Santiago: @fuigosteitrips (5% OFF)
– Seguro Viagem: Seguros Promo (5% OFF), SafetyWing ($37 dólares por 4 semanas)

Muito Obrigada! Me segue também no Instagram (@vidamochileira) pra acompanhar as minhas aventuras!

Maryana Teles
Carioca, publicitária, mergulhadora e produtora de conteúdo, eu também sou apaixonada por viagens de estilo low cost. Eu amo viajar sozinha e fazer voluntariados. Eu uso as minhas viagens como uma ferramenta de autoconhecimento e aprendizado e quero compartilhar esse processo com você. Bora?!