O que te move? Você está dentro ou fora da sua zona de conforto?

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Oi gente!

Escrevi esse texto com muita verdade, sentimento e carinho. Tudo que eu escrevi aqui, eu vivi, eu senti e eu quero compartilhar porque acho que pode te inspirar a refletir sobre o que te move, sobre as suas definições de sucesso, suas prioridades e sobre o que espera da vida e o que quer fazer com a sua vida.

Vou começar esse texto com uma pergunta clichê, mas, por favor, não me responda com uma resposta decorada daquelas que estampam a traseira de caminhão, tá?! A minha pergunta só virou clichê porque existem muitas pessoas se fazendo a mesma pergunta todos os dias pra tentar se convencer de que estão no caminho certo ou de que estão fazendo algo por uma boa causa ou talvez seja completamente o inverso, estão tentando entender porquê tá tudo errado!

Então, lá vai a minha pergunta: O que é ser bem-sucedido pra você?

Imagino que as respostas que pipocaram na sua cabeça foram algo do tipo: Ter o emprego dos meus sonhos, ou ter muito dinheiro (ser rico), ou ter o carro do ano, ou viajar pelo mundo ou comprar sua casa própria. Sim! Todas essas coisas passam pelo rótulo de uma pessoa bem-sucedida no século XXI, mas, como eu disse, eu não quero uma resposta decorada. Quero que você invista 10 minutos do seu tempo pra me dar uma resposta de verdade que vem direto da sua alma e faz você se sentir realizado em cada parte do seu corpo. Você consegue me dar essa resposta?

Por que eu comecei esse texto com essa pergunta? Por que eu gostaria que você investisse tempo na sua resposta? Por que isso tem a ver com as suas viagens? Porque foi exatamente a mesma pergunta que eu me fiz há 6 anos atrás quando tudo que eu imaginava ser normal (viver pra trabalhar, acumular bens materiais, focar em ganhar dinheiro, etc) e importante em termos de carreira foram por água abaixo no momento que eu comecei a despertar minha consciência. E como eu fiz isso?

Saindo da minha zona de conforto. Me permitindo olhar pra fora da caixa. Me permitindo confrontar certos padrões e estereótipos que a sociedade cria pra evitar que a gente encontre o nosso propósito (sermos nós mesmos na nossa própria essência) que, na grande maioria das vezes, vai no sentido contrário do capitalismo desenfreado, do egoísmo, do orgulho e das mentiras que sufocam a gente no nosso dia a dia.

Infelizmente essa é a realidade de grande parte da população mundial, a maioria das pessoas não quer despertar a consciência porque dá muito trabalho olhar pra dentro e entender suas reais necessidades, é muito mais fácil olhar pra fora e ver o que tá faltando, né? As pessoas não querem mudar o que tá bom, mas, mal sabem elas que poderia estar excelente. As pessoas não querem sair da zona de conforto porque é muito trabalhoso começar tudo do zero e arriscar sem ter garantia do que te espera no futuro.

Mas, há 6 anos atrás eu despertei! E, hoje, não consigo mais voltar pra posição confortável que eu estava antes, quando não sentia a necessidade de preencher o vazio que o despertar de consciência me trouxe. Por que senti um vazio quando despertei? Porque fiquei a vida inteira me preenchendo com coisas que não eram importantes de verdade pra mim. Mas, calma! Esse vazio é bom. É um vazio que te instiga a buscar as melhores coisas pra você mesmo. É um vazio que não te deixa aceitar qualquer coisa, apenas aquilo que se conecta com a sua essência. O que aconteceu comigo há 6 anos atrás?

Eu saí da minha cidade natal (Rio de Janeiro, Brasil) e fui fazer um intercâmbio universitário de 10 meses na Universidade da Madeira. Apesar de ter avós portugueses e falarmos a mesma língua (com uma pequena grande diferença no sotaque), ir morar num outro país, sozinha me assustou bastante no início. Cheguei sem amigos, mas cheia de objetivos e o principal deles era: me permitir viver intensamente, conhecer outras culturas e me deixar moldar pelos aprendizados que viva e absorvia durante a minha jornada.

Eu chamo de jornada porque não me contentei em ficar apenas na Madeira, apesar de ter aprendido bastante não só com meus amigos portugueses (que eu tenho um carinho muito especial), mas com todos os meus amigos do Erasmus (estrangeiros da Europa toda que fazem intercâmbio durante a faculdade) que fizeram o meu aprendizado triplicar na velocidade. Eu, que já estava fora da minha zona de conforto, resolvi me arremessar ainda mais pra fora e testar meus próprios limites. Que tal viajar 33 dias sozinha pela Europa, no melhor estilo mochileira?

Pra quem nunca tinha viajado sozinha, até que eu estava bem no quesito sair da zona de conforto. Planejei minha viagem toda sozinha! Foram 7 países e mais de 18 cidades absorvendo o máximo que podia aprender com as pessoas que passavam pelo meu caminho. Dividi quarto com mais de 15 pessoas, andei a pé por toda Madrid, fui parar na montanha mais alta da Polônia por engano porque queria esquiar pela primeira vez na vida (e, óbvio que não consegui, já que era proibido pra iniciantes), vi neve pela primeira vez, aprendi a tirar foto sozinha, aprendi a rir sozinha, aprendi a confiar mais nas pessoas, descobri que sou muito mais forte do que pensava, descobri que é possível fazer amigos sem falar inglês, dormi no banco do shopping, fui parar na casa de uma menina em Paris que fiz amizade num trem em Munique, levei multa por fazer besteira em Viena e recebi muitos abraços de despedia. Mas, mais do que isso tudo, eu finalmente comecei a entender o que significava ser bem-sucedida pra mim.

Eu entendi que ser bem-sucedida pra mim não tinha nada a ver com o valor da minha conta no banco, com quantas viagens eu faço por ano, com a marca do meu carro ou se eu tenho casa própria. Ser bem-sucedida, pra mim, é proporcional ao número de experiências que eu vivo e proporcional aos aprendizados que eu absorvo durante essas experiências!

Eu percebi que me sentia muito mais realizada tentando falar inglês com dois alemãs e uma chinesa no meu primeiro mochilão sozinha pela Europa do que quando fui promovida na empresa de comunicação que eu trabalhava no Brasil. Entendi que eu me sentia mais viva, empoderada e corajosa quando saia da minha zona de conforto aprendendo coisas novas, fazendo novos amigos e conhecendo novas culturas do que quando apresentava e aprovava junto com uma grande marca brasileira um projeto que trabalhei duro por 3 meses pra criar pra um mega evento brasileiro… Isso pra MIM é definição de sucesso e realização pessoal!

Mas, não se iluda se você acha que eu vivo viajando! Eu mesma já entendi que ser nômade digital não é pra mim. Esse não é meu discurso aqui! Não sou daquelas que vai te falar pra largar tudo, inclusive o emprego, e viver por aí viajando “porque é fácil”. Sou daquelas que vai te dizer pra largar tudo que não te faz feliz e investir no que te faz sair da zona de conforto, arriscar e faz você se sentir vivo e feliz. Do que adianta ser rico, mas ser infeliz? Mas, vale uma vida humilde rica em sorrisos do que uma vida extravagante, mas pobre de memórias.

Cabe a você entender se o que você tem feito da vida faz sentido pra você ou não. E se a resposta for não, isso não quer dizer que fazer o que o outro tá fazendo seria a resposta. Você precisa entrar mais em contato com suas reais necessidades e parar de olhar pro que tá faltando e entender como pode usar os dons, talentos e personalidade/comportamento que tem pra buscar o que realmente tem a ver com você e com a vida que você sonha!

Pois é! Isso tudo que eu tenho pra compartilhar com vocês veio de uma simples pergunta que eu me fiz em 2013: O que é ser bem-sucedida pra mim? Foi me perguntando isso diariamente que senti a necessidade de sair da zona de conforto e procurar a minha própria definição de sucesso, com os meus próprios medidores e análises.

Cada um tem a sua definição de sucesso, porque somos seres únicos com necessidades únicas. O que é sucesso pra mim pode estar longe de ser sucesso pra você, e tá tudo bem! Meu objetivo com esse texto não é fazer você pensar como eu e sim questionar a si mesmo e entender seus próprios medidores de sucesso pra ter certeza que você está consciente das conquistas que está buscando. Mas, uma coisa que não abro mão de enfatizar é: não importa o que seja sucesso pra você, o seu potencial máximo estará sempre fora da sua zona de conforto.

Eu amo viajar e acho sim que é uma das melhores formas de sair da zona de conforto, conhecer novas culturas e fazer novos amigos e, principalmente, se conhecer melhor e entender seus próprios limites – e muitas vezes até superá-los e criar novos limites. E justamente por que eu já viajei muito é que posso te dar um conselho: se você está se sentindo perdido ou não sabe qual é o seu propósito ou o próximo passo a ser dado na sua vida, por favor, não coloque esse peso e todas as suas expectativas numa viagem.

A viagem é pra ser vivida intensamente, de forma livre, leve e solta, sem expectativas e sem cobranças. Viva a viagem mais pra dentro do que pra fora. Depositar a expectativa de que todos os seus problemas se resolverão numa viagem ou que as respostas vão chegar mais rápido é se iludir! É verdade que muitas vezes acontece sim, mas também tem aquelas vezes que não acontece e por isso é bom não se cobrar! Viva, experiencie de forma plena e deixa rolar… Se vier respostas ótimo, se não vier… Tá ótimo também!

Preciso te alertar pra mais uma coisa importante se você quiser aproveitar ainda mais os ensinamentos que uma viagem tem pra te oferecer: se prepare de verdade pra uma viagem, porque ao mesmo tempo que você vive ela do lado de fora, um tornado passa pelo lado de dentro e faz tudo que era cômodo mudar de lugar.

Por isso, eu te peço: se prepare de verdade pra uma viagem! Prepare seu psicológico e seu lado espiritual, entenda quais são suas reais necessidades, o que te faz feliz de verdade, o que te faz sorrir, quem você é quando não tem ninguém olhando e quem você deixa de ser pra agradar alguém…

Viva uma viagem pelo prazer de vivê-la e não com a expectativa de que ela vai resolver os seus problemas ou dar as respostas que você precisa, porque muitas vezes ela vai te trazer mais dúvidas e questionamentos e é bom você estar preparado pra isso!

Ser bem-sucedida pra mim não é apenas viajar! Tem muita gente que vive viajando e é infeliz (acredite!). E é isso que eu quero que você reflita. O que te faz se sentir uma pessoa bem-sucedida dentro dos seus próprios conceitos? Eu amo viajar, mas já entendi que pra eu me sentir bem-sucedida eu preciso ter um lar pra voltar (descobri – testando – que ser nômade não é pra mim), preciso viver a viagem de uma forma mais profunda, com experiências mais reais, conhecendo e me conectando com pessoas que me inspiram. Eu entendi, que eu definitivamente odeio ficar na zona de conforto. Pra mim, quanto mais perrengue, mais histórias, risadas, experiências e aprendizados absorvidos.

Me desculpem as pessoas que ainda estão “bem” dentro das suas caixas confortáveis, mas vocês não têm noção do quão excelente é estar do lado de fora, arriscando e aprendendo a ver a vida de uma forma muito mais ampla do que aquela ultrapassada que a sociedade nos impõe todos os dias.

A boa notícia? É que você pode sair da sua caixa (vulgo zona de conforto) quando você quiser, basta apenas dar um impulso pra enxergar além do horizonte quadrado… Afinal, a Terra é redonda, não é mesmo?!

 

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Beijos

Mary⠀

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