A viagem de La Paz para o Brasil [Cap.25]

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $1.900,00 dólares]

 

CAP.25: A viagem de La Paz para o Brasil

24/4/2016

Como eu escrevi num outro capítulo, decidimos fazer a viagem de La Paz pra Santa Cruz de la Sierra de avião por diversos motivos, mas o principal foi que entendemos que seria uma economia burra perder 17 horas de viagem de ônibus numa das estradas mais perigosas da Bolívia, onde vira e mexe tem protestos que fecham as rodovias. É óbvio que o ônibus é muito mais barato que o avião, mas gastamos um pouco mais pela comodidade de pegar um voo de 1 hora e passar o dia anterior inteiro curtindo La Paz (no nosso caso, Tiwanaku).

Nós pagamos 538,00 bolivianos no voo da BOA e foi super tranquilo! Mas, se você ainda sim quiser economizar vai de ônibus. No site da Tickets Bolivia você pode ter uma noção de valores e ainda reservar seu ticket (dizem que a companhia é bem confiável, mas eu mesma não tive a oportunidade de testar o serviço). Segundo o site, a passagem de ônibus de La Paz para Santa Cruz custaria em torno de 220,00 bolivianos. Óbvio que tem diferença nos valores de ônibus e avião, mas entenda que serão 17 horas de viagem perdidas dentro de um ônibus em vez de curtir qualquer outro lugar do seu roteiro.

OBS: Nesse site da Tickets Bolivia você também pode reservar seu ticket de Sucre para o Uyuni e ficar tranquilo em vez de correr o risco de tentar comprar na hora e estar esgotado!

 

Às vezes, a gente foca tanto em economizar que acaba fazendo certar escolhas meio burras. Então, pense direitinho se vale a pena economizar no quesito transporte ou não (nesse caso).

 

Bom, chegou o dia de voltar pro Brasil! Acordamos às 4:00 da madrugada e fomos nos arrumar e organizar o mochilão direito, porque naquela bagunça que tava o quarto era capaz da gente tropeçar numa daquelas malas ou escorregar numa daquelas meias sejas e ir parar em Nárnia.

Fomos pra recepção do hostel e começamos a separar as coisas de quebrar, documentos e materiais fotográficos na mochila de ataque e os líquidos e cremes no mochilão. Nosso táxi chegou exatamente no horário marcado e fomos pro aeroporto.

Nosso check-in era às 6:00 e nosso voo só às 7:20, mas a gente não quis arriscar, então, saímos com antecedência. Do nosso hostel até o aeroporto internacional de La Paz dá uns 30/35 minutos, sem trânsito. Ainda pedimos pro taxista parar no caminho do aeroporto pra gente fazer umas fotos de La Paz lá de cima à noite. Ele disse que deveríamos ter avisado assim que entrássemos no táxi porque tem um lugar perfeito que nego tira foto.

A gente avisou quando tava na altura do pedágio, então, ele parou o táxi e eu atravessei correndo 6 pistas expressas até o outro lado pra tirar as fotos, que não ficaram muito boas, porque o ângulo realmente não era muito bom e tinha um alambrado que não me deixou com muitas opções fotográficas. Elisa ficou no táxi pra garantir que ele não iria embora com as nossas coisas.

Voltei correndo e entrei no táxi! Tava um frio do mal e quase congelei a mão. Ele foi falando do pedágio até o aeroporto que deveríamos ter avisado antes sobre a foto, porque existe um lugar que todos os turistas que vão em direção ao aeroporto tiram foto e o ângulo é perfeito. Enfim, agora vocês já sabem. Entrem no táxi e quando forem pro aeroporto comentem que querem tirar uma foto de La Paz do alto e blá blá blá.

Chegamos no aeroporto e demos 30,00 bolivianos cada e o cara começou a dizer que era 70,00 o total e a gente disse que o combinado no hostel tinha sido 60,00. O taxista ficou muito puto e foi embora.

Fizemos nosso check-in, despachamos as malas pra Santa Cruz de la Sierra e fomos tomar café da manhã numa lanchonete dentro do saguão do aeroporto. Pagamos 12,00 bolivianos em duas torradas, manteiga e ovo mexido. Esperamos mais algum tempinho e passamos pela imigração que abriu nossas mochilas duas vezes e nos deixou passar de boa.

Ficamos esperando em frente ao portão de embarque conversando, quando do nada a gente se distraiu e pimba! O tempo passou voando e a gente nem viu. Já íamos perdendo o voo quando ouvimos: Maryana Nunes e Elisa Patricio dirijam-se ao portão de embarque imediatamente. Caracaaaaaa! Gelamos. Olhamos uma pra cara da outra, conferimos o relógio e começamos a correr desesperadamente. Tinham trocado o portão de embarque e a gente nem se ligou. Chegamos lá botando os bofe pra fora, sentamos nos nossos lugares e, finalmente, relaxamos!

Em menos de 1 hora chegamos em Santa Cruz de la Sierra, pegamos os nossos mochilões e ficamos no Café Brasileiro (aquele que tem wi-fi liberado grátis) esperando até dar o horário de despachar os mochilões pro Brasil.

Deu o horário e fomos lá na Gol despachar as malas. Perguntamos se precisávamos pegar os mochilões em São Paulo e ela disse que sim! Que deveríamos pegar em São Paulo e despachar novamente pro Rio. Tudo certo com as malas, fomos comer um crepe gigantesco que nem consegui dar conta de tudo por 30,00 bolivianos.

Já estávamos nos dirigindo para a imigração e decidi trocar todos os meus bolivianos que restaram por dólar. Deu um total de 17,00 dólares. Passamos pelo detector de metal e a mulher pediu pra eu abrir minha mochila. Ela ficou revirando a mochila toda até que achou um isqueiro (tinha esquecido que o isqueiro estava na mochila de ataque), como era souvenir, acho que deixou passar. Anotou meu nome e meu passaporte numa lista lá e me deixou seguir normalmente.

Ficamos esperando um tempo e fomos passar na imigração. Novamente abriram nossas mochilas duas vezes e nos deixaram passar. O nosso voo de Santa Cruz pra São Paulo atrasou muito e fizeram um embarque completamente desorganizado. Depois de muito tempo esperando… Brasil, aí vamos nós!

No voo de 3h30 minutos de Santa Cruz pra São Paulo meu estômago começou a dar sinais de falência e queria se desligar do meu corpo na famosa forma de caganeira! PQP! Eu tava cochilando quando senti uma pontada forte. Abri o olho e pensei: Não pode ser! Outra pontada e eu: Nãooo! Por favor não! Na terceira pontada eu já estava pulando a Elisa e correndo pro banheiro.

Fiquei tão sem graça de ter demorado no banheiro (os comissários de bordos estavam todos lá do ladinho da porta), que quando sai mandei na lata pra três homens: vocês têm absorvente? Hahahahahahaha Eu até tava naqueles dias, mas não era por causa disso que tinha demorado, né? Mas, como homem não entende dessas coisas resolvi apelar!

Não sei o que foi pior, só sei que eles ficaram super sensibilizados comigo e ligaram pra aeromoça que tava do outro lado do avião perguntando se ela tinha absorvente. Ela disse que sim e me mandou ir lá. Aí vai eu passear pelo avião de novo. Peguei o absorvente com ela e corri de novo pro banheiro, afinal, era mais uma desculpa pra eu demorar de novo (novas pontadas estavam vindo).

Caraaaaa! Tinha que ser comigo mesmo! Na ida fui mijando o caminho todo e na volta fui cagando. PQP! Enfim, chegamos em São Paulo e fomos esperar nossos mochilões, que demoraram uns 30/40 minutos pra chegar e nesse meio tempo eu já tinha largado mais uma bomba no banheiro do aeroporto! Já tava até cansada de tanto cagar.

Os mochilões chegaram e fomos correndo pro Duty Free. Elisa comprou várias coisas e fomos lá procurar onde era o despache das malas pro Rio. Caraaaa! A gente foi descobrir que a parada era em Nárnia e quando vimos a hora, faltavam 40 minutos pro nosso embarque! Caracaaaaaa! Corremos muito! Chegamos na Gol pra despachar e tinha uma fila bizarramente enorme. Tivemos que esperar na fila uns 20 minutos. Despachamos tudo correndo e a mulher disse: Senhoras o embarque de vocês é imediato! AHHHH! JURAAAA FILHINHA?!

Saímos correndo que nem duas loucas, passamos pelo detector de metais (eu já tinha colocado o isqueiro dentro do mochilão) e fomos pro portão de embarque que ainda estava com uma fila enorme quando chegamos lá esbaforidas! Entramos no avião com sensação de termos vencido na vida! Sentamos e, finalmente, pudemos relaxar e dizer: estamos indo de volta pra casa, de fato!

A viagem de La Paz para o Brasil [Cap.25]

Chegamos no Rio, pegamos os mochilões e encontramos nossas famílias lá na saída! Elisa contou pra mãe que fez uma tatuagem na Bolívia e ela quase caiu dura no chão (Elisa não contou nada, porque era a primeira tatuagem dela!).

Nos despedimos e cada uma seguiu, enfim, pra sua casa, pra tomar banho no seu banheiro e dormir na sua cama.

SALDO DO DIA:

– 30,00 bolivianos – Táxi até o aeroporto
– 12,00 bolivianos – Café da manhã no aeroporto
– 30,00 bolivianos – Crepe
TOTAL: 72,00 bolivianos

 

Essa viagem com certeza absoluta vai ficar no Top 5 das melhores viagens da minha vida! Quantos lugares incríveis a gente conheceu, quantos amigos maravilhosos a gente fez, quantas fotos maravilhosas nós tiramos e quantas memórias inesquecíveis nós guardamos!

 

Obrigada a todos que acompanharam esse relato ao longo desses meses e qualquer dúvida…

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Confira o Capítulo 24:

Passeio em Tiwanaku e tatuagem na Bolívia [Cap.24]

 

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