Como a minha autoestima influencia as minhas viagens

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Eu sei que esse é um blog sobre viagens, mas além de dicas de lugares eu também gosto de falar de como as nossas experiências em viagens nos transformam em pessoas mais resilientes, empáticas e abertas ao novo, além de, também, fazer a gente olhar mais pra dentro de nós mesmos pra entender melhor as nossas próprias percepções sobre felicidade, sucesso e necessidades reais – e, é claro, toda viagem faz a gente rever e limpar nossos valores e pré-conceitos. Na verdade, eu gosto sempre de enfatizar que a viagem mais importante e mais marcante que alguém pode fazer é dentro de si mesmo pra se conhecer e se desenvolver a partir das suas necessidades internas e não de fora pra dentro.

Dessa forma, eu quero mostrar que quando se viaja preparado (psicologicamente, espiritualmente e fisicamente), as experiências de uma viagem tendem a dar ainda mais clareza e provocar transformações ainda mais consistentes e significantes pros objetivos e propósito que cada um tem dentro de si.

A forma como a gente se enxerga tem tudo a ver com a forma como nos mostramos ao mundo. A famosa autoestima, que virou clichê em tudo quanto é lugar, não está relacionada apenas à autoimagem, como muita gente pensa! É bem verdade que se sentir bonita e bem consigo mesmo, faz parte do processo de autoaceitação e consequentemente de empoderamento seguido de autoconfiança. Mas, a autoestima também envolve fatores psicológicos, emocionais e comportamentais que quando trabalhados – de dentro pra fora – tendem a criar uma potência interna tão grande, que quando externalizada ninguém consegue ofuscar.

No entanto, se a sua autoestima foi construída no sentido inverso – de fora pra dentro – e você não assume, internaliza ou de fato acredita nisso, as chances de você ficar refém de elogios, reconhecimentos e permissões é enorme. E aí, mesmo quando tudo parecer perfeito pra você ou quando você tiver certeza de alguma coisa porque seu coração e sua intuição dizem pra ir ou fazer, isso não será suficiente até que alguém lhe diga que é permitido fazer isso ou aquilo, ou que tá tudo bem ir por esse caminho ou que o que você fez tá ótimo (mesmo que você já saiba disso). Ou seja, você e sua opinião não se bastam porque você precisa da aprovação dos outros pra acreditar que você realmente é aquilo que você “quer ser”, já que você mesma não se vê desse jeito.

Eu não sou nenhuma psicóloga pra entrar a fundo nos fatores psicológicos, emocionais e comportamentais da autoestima, mas a parte da autoimagem atrelada a autoconfiança e empoderamento eu posso devanear aqui com vocês!

Um dia acordei e comecei a não me achar bonita. Comecei a não querer me olhar no espelho e aos poucos um sentimento de não ser boa o bastante começou a se instalar em mim. ⠀

Um dia eu acordei sem vontade de sair, sem vontade de me arrumar, sem vontade de gravar vídeos ou tirar fotos. ⠀

Um dia percebi que minha autoestima tava na merda e que minha autoconfiança tinha ido embora junto com ela. Percebi que não me sentir feliz com meu próprio reflexo refletia diretamente no meu comportamento em relação ao mundo. ⠀

Não adiantava namorado dizer que eu tava bonita, amigos dizerem que eu tava linda ou família dizer que eu tava maravilhosa… Eu não conseguia ver o que eles viam e isso consequentemente não mudava a forma como eu me sentia em relação a mim mesma. ⠀

Aí! Um dia eu acordei e decidi que não adiantava mais ser refém dessa baixa autoestima que só me boicotava e decidi tomar uma atitude pra mudar isso! Queria que o reflexo do espelho refletisse de fato o brilho que eu tenho dentro de mim, comecei a meditar e olhar mais pra dentro, mudei o visual do meu cabelo, comecei a cuidar melhor da minha pele, a me vestir de um jeito diferente que me fazia bem e me fazia me sentir única e finalmente trouxe de volta o brilho que eu gostava de ver no espelho e isso mudou completamente a forma como eu me vejo e me comporto no mundo!

E pra mim ficou muito claro que me sentir feliz comigo mesma, muda totalmente as minhas experiências de viagem! Comecei a entender melhor os meus valores, parei pra refletir quais eram realmente os meus e quais eram os valores que tinham se agregado à mim ao longo dos anos de convivência com várias pessoas diferentes! Você pode não perceber, mas carregamos muitos conceitos e julgamentos que não são nossos, mas por conta de pressões externas da sociedade, amizades e até mesmo familiares, vamos nos moldando e nos polindo e, muitas vezes, abandonando a nossa essência pelo caminho, sem nem perceber!

Comecei a me questionar sobre “o que é felicidade pra mim” e “qual a definição de sucesso no meu ponto de vista”, na mesma página do caderno eu escrevi os marcadores de sucesso e fracasso, já que são fatores subjetivos que mudam de indivíduo pra indivíduo e não adianta em nada usar a comparação como métrica pra sua definição… A grama do vizinho não é mais verde do que a sua pelo simples fato de cada um ter tido uma bagagem de vida diferente e um processo de aprendizado e evolução pra trilhar. Às vezes o que você veio evoluir aqui na Terra não tem nada a ver com o que o seu amigo veio evoluir e por isso vocês passam por provações e dificuldades diferentes e isso é incrível!

Eu comecei a entender que quanto mais feliz eu me sentia com a mulher que eu me transformava (internamente) através dos pensamentos e atitudes, mais inspiradora eu me tornava (sem nem querer ou perceber) pra pessoas que viam no brilho do meu olhar algo que me diferenciava, seja pela forma leve e desprendida de levar a vida, pelo jeito moleca e brincalhona que nunca se perdeu na minha essência ou pelas experiências que eu acumulo justamente por ter claro quais são os meus valores.

Entendi que me sentir bonita e feliz por dentro era essencial, mas que o meu reflexo externo também era muito importante e influenciava o meu comportamento com o mundo. Eu posso dizer isso com toda certeza, olhando pro meu exemplo em viagens. Todas as viagens que eu fiz e que me sentia linda por dentro e por fora foram as viagens onde mais aprendi, ousei e me libertei. O meu empoderamento interno era tão grande que atrelado à satisfação com a minha aparência me deu uma sensação absurda de ser o bastante, eu realmente me achava incrível.

Eu sentia de verdade que podia fazer qualquer coisa, desde viajar sozinha por 33 dias pela Europa sem falar inglês até decidir alugar um carro e fazer uma road trip com pessoas que eu nunca tinha visto na vida.

Não sei muito bem como explicar, só sei que é realmente uma sensação muito poderosa quando você sente que você é o bastante pra você mesmo. Quando você sabe que não precisa da aprovação ou permissão de ninguém pra seguir a vida do jeito que você acredita que será mais feliz! A minha autoestima realmente tem um poder enorme sobre as minhas viagens. Quando eu tô bem comigo mesma, a minha relação com os outros na viagem é sempre positiva no sentido de conseguir mostrar quem eu sou de verdade, sem medo de não ser aceita ou com medo de frustrações. Quando eu tô bem comigo mesma eu me liberto e as minhas viagens são realmente inesquecíveis.

Quando eu presto atenção na minha autoestima eu consigo me aceitar mais, me permitir mais e consequentemente viver mais – sem barreiras ou pressões. Quando eu tô bem comigo mesma a minha autoconfiança triplica, e é exatamente em momentos de amor próprio aguçado que as minhas viagens sozinha acontecem de forma espontânea, com o frio na barriga, mas sem travas. Eu vou mesmo com aquele medinho, eu vou mesmo sozinha, eu vou mesmo sem falar a língua do país, eu mesmo sem internet, eu vou mesmo que as pessoas critiquem… EU SÓ VOU, justamente porque EU sei que EU sou o bastante e que aquela viagem será muito especial porque EU vou estar nela amando cada experiência que EU vou viver.

“Nossa! Você é muito corajosa! Queria ter a sua coragem e viajar sozinha(o) também!”

Essa é uma frase que ouço ou leio com bastante frequência, mas não concordo! Não concordo com a parte de que você quer acreditar que não é corajosa(o) tanto quanto eu!

Eu tinha 21 anos quando decidi que faria uma viagem de 33 dias pela Europa sozinha! Meu pai surtou, meu irmão me apoiou e meus amigos falaram que eu era maluca!

Eu sentia dentro de mim que tinha que fazer isso justamente por saber que dentro de mim eu era corajosa, apesar do meu ego muitas vezes querer desistir por medo, meu coração assegurava ele de que era uma boa ideia!

Eu planejei tudo sozinha, planilhei tudo sozinha e fui sozinha! Na primeira semana desse mochilão eu chorei todos os dias e pensei em desistir todos os dias. Até que decidi parar de ouvir os medos dos outros que acabavam entranhando em mim por tabela e decidi assumir quem eu era (o que meu coração gritava – geralmente as ideias que parecem ser mais loucas são as reais, as nossas)! ⠀

Eu sou corajosa pra tanta coisa e por que tô me fingindo de medrosa? Por que tô deixando algo que não é meu falar por mim?! No momento que eu assumi a força que eu tinha – e que todo mundo tem – eu viajei todos os outros dias da viagem com um sorriso no rosto e feliz de não ter deixado um medo não real tomar conta e me impedir de viver experiências reais. ⠀

Então, reflita! Você escolhe ter medo pra ficar na zona de conforto porque é mais fácil acreditar que tem medo de viajar sozinha(o) e por isso não entra em movimento ou você escolhe ter coragem e mesmo com medo você escolhe seguir na direção de uma coisa maior que seu medo: a experiência de viver o diferente e o novo?

Tudo é uma questão de escolha e só depende de você! Todos nós somos corajosos, sem exceção! Quantas vezes você já passou por coisas que nem sabe como, mas tá aí firme e forte todos os dias tentando ser uma pessoa melhor? Então, por que atribuir à viagem o medo de que não tem coragem ou capacidade de fazer ela acontecer sozinha(o)?!

Então, se eu pudesse te deixar um único conselho desse texto é: invista na sua autoestima! Procure saber quem é você, qual a sua essência e quais são os seus valores. Procure entender os seus bloqueios emocionais e psicológicos, as crenças que te paralisam, os valores que não são seus e que te travam. Invista também na sua aparência, porque ela é o complemento e o reflexo de quem você está se tornando por dentro!

Procure fazer uma viagem interior antes de querer explorar o mundo, porque eu te garanto que quando você tiver com a sua autoestima em ponto de bala, a sua autoconfiança vai brilhar e o seu empoderamento te dará as certezas que você procurava nas dúvidas que muitas vezes nem eram suas. Não te garanto que todas as respostas pras suas perguntas vão aparecer, até porque é bem provável que você acumule mais perguntas do que respostas com esse processo de autoconhecimento, mas todas essas novas perguntas vão orientar o seu novo estilo de vida!

 

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Beijos

Mary

 

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