O que fazer em Pequim em 19 horas de conexão

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A oportunidade de conhecer Pequim surgiu após a compra de uma passagem para Bangkok, em uma viagem para o Sudeste Asiático que envolveria a Tailândia, Malásia e Singapura.

Na época da compra das passagens, as companhias aéreas que ofereciam os melhores preços (quase iguais) para o período eram a Ethiopian e a Air China.  Optamos pela Air China pela possibilidade de fazer uma conexão de 19 horas em Pequim no vôo de volta ao Brasil.

Antes de sair do Brasil fizemos uma pesquisa sobre tours de um dia em Pequim que incluíam prioritariamente a Muralha da China entre as atrações visitadas.

Encontramos diversas opções, mas a quase totalidade não incluía pegar o cliente no aeroporto e sim nos hotéis em Pequim e os que ofereciam a saída do aeroporto cobravam muito mais caro.

Como uma amiga já havia feito a mesma conexão e o mesmo passeio, optamos pela sua indicação e contratamos o Michael, um jovem chinês, muito gente fina e que fala um inglês super claro de se entender e que trabalha há 10 anos fazendo este tipo de serviço.

O Michael meio que se especializou em atender passageiros brasileiros e além de saber várias coisas sobre o nosso País, inclusive trechos das músicas “Vai malandra” e “Que tiro foi esse?”, ensinados por outros turistas brasileiros (morri de rir com ele cantando rs), também sabe falar palavras básicas em português como “água”, “banheiro” e outras, acho que para ajudar um turista que não entenda inglês.

Contratamos o tour de 8h por 200 dólares, com saída e retorno ao aeroporto incluída. Éramos três passageiras e não sei falar se o preço varia com o número de passageiros ou se o valor é fixo pelo serviço. Só sei que pagamos 200 doláres no total pelo tour pras três pessoas (67,00 doláres pra cada uma) e só fomos nós três no carro.

Na nossa programação inicial conheceríamos a Muralha da China em Mutianyu, o Estádio Olímpico de Pequim, a Cidade proibida (Forbidden City) e a Praça da Paz Celestial (Tiananmen Square).

Entretanto não tivemos tempo suficiente para cobrir todas estas atrações… A nossa previsão era de sair do aeroporto de Pequim ás 8:30 da manhã, mas só conseguimos sair de lá ás 11:30!!! O vôo de Bangkok pra Pequim teve atraso de 2 horas e para completar, resolvemos passar no banheiro para dar um trato no visual antes de entrar na fila da solicitação do visto temporário. Resultado: Quando chegamos na fila já tinham umas 30 pessoas na nossa frente e apenas um agente para atender todos!

Com esse horário de saída ficou impossível fazer a Muralha da China e a Cidade Proibida no mesmo dia pois o trajeto do aeroporto até Mutianyu (parte da muralha que escolhemos para visitar) leva 1h30min cada trecho e não daria tempo de estar de volta a Pequim antes das 16:00 (horário que se encerra a visitação da Cidade Proibida). Tivemos que optar por um dos dois e escolhemos a Muralha da China (na hora rolou muita frustração e decepção por não podermos ver os dois pontos).

Não troquei dinheiro no aeroporto de Pequim pois como vinha da Tailândia havia sobrado uma quantidade boa de Bahts (moeda tailandesa) e troquei pela moeda chinesa na saída de Bangkok. Eu troquei 1.780 Bahts (algo em torno de R$ 178,00 reais) e foi suficiente (até sobrou!). No aeroporto de Pequim eles cobram uma comissão para a troca de moedas.

O ingresso para acesso à Muralha custa 60 rmb (moeda chinesa) e optamos por também adquirir o ingresso do teleférico (cabble car) que foi mais 120 rmb para termos acesso a parte superior da Muralha e diminuir o tempo de deslocamento. Recomendo demais subir de teleférico pois a caminhada exige bastante esforço e possui muitos degraus! Leve também uma garrafinha de água e caso pretenda ficar muito tempo na muralha uma barrinha de cereal também seria bem-vinda!

Como todos os famosos pontos turísticos, a atração vive constantemente cheia e não é nada fácil conseguir uma foto que não tenha outras pessoas presentes! Mas, de qualquer forma é linda e me senti muito grata em ter a oportunidade de conhecer o local!

Para não perdermos tempo, após a visita à Muralha, almoçamos no Subway localizado lá mesmo e o combo (sanduíche de 15cm, refrigerante refil e cookie) foi 30 rmb (tem preços variados de acordo com o tipo do sanduíche.)

Saímos de Mutianyu por volta de 14:30 e a nossa próxima parada foi no Estádio Olímpico de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro (Bird Nest). Não quisemos comprar o ingresso para conhecer o estádio por dentro (o tempo era curto) e só tiramos algumas fotos na parte externa.

Para o acesso até mesmo da área externa as bolsas e mochilas passam por um scanner (tipo os de aeroporto).

Após a rápida visita, como não era mesmo possível visitar a Cidade Proibida, resolvemos passar por ela (pra ter pelo menos um gostinho!) e por outros pontos turísticos de Pequim. Ficamos encantadas com a vista do lado de fora!!! Que pena o atraso do vôo ter prejudicado a ideia do tour inicial!

Além da Cidade Proibida e da Praça da Paz Celestial também passamos por onde localizam-se as Hutongs (um tipo de habitação peculiar dos chineses, ao longo de vilas e ruelas) e também pelo centro.

Pequim me surpreendeu positivamente! Fiquei com um gostinho de quero mais da cidade. Achei que haviam muitos lugares interessantes para se visitar e mesmo se não houvesse tido o problema com o vôo e o atraso no aeroporto, ainda não daria para explorar a cidade de forma satisfatória. Definitivamente, me deu muita vontade de voltar na cidade em uma nova oportunidade!

OBSERVAÇÕES:

A China oferece a política de trânsito livre sem visto por 144 horas em seis cidades, incluindo Pequim, o que possibilita solicitar o visto (espécie de autorização prévia à imigração) no aeroporto. No site da companhia aérea tem mais informações a respeito disso.

No aeroporto, aconselho a descer do avião e já procurar direto por essa fila pois a medida que vão chegando outros vôos ela fica imensa e pode acontecer de estar apenas uma pessoa atendendo, como foi no meu dia, e embolar todo o processo.

No atendimento eles solicitam a passagem com o trecho de saída da cidade chinesa e carimbam no passaporte a autorização de entrada com a validade. No meu caso o oficial não me perguntou nada, só verificou no sistema os dados e carimbou meu passaporte. Para uma das minhas amigas foram feitas várias perguntas (nada demais) e durante o tempo que eu estava na fila não vi ninguém ter a entrada recusada.

Após este carimbo no passaporte é necessário enfrentar a fila da imigração (a mesma para quem já chega na China já tendo o visto) e por isso o processo gasta tanto tempo. No nosso caso gastamos 3h no total e eu acredito que se não tivéssemos demorado no banheiro poderíamos ter gasto pelo menos 1h a menos!

 

CONTRATAÇÃO DO TOUR:

O tour que fizemos com o Michael (guia e motorista) custou 200,00 dólares e tinha incluído:

– Transfer de ida e volta pro aeroporto;

– Guia em inglês;

– Muralha da China em Mutianyu;

– Estádio Olímpico de Pequim

– Cidade proibida (Forbidden City)

– Praça da Paz Celestial (Tiananmen Square).

>> Os valores dos ingressos de entrada nas atrações você precisa pagar por fora, pois não estão incluídos no valor do tour.

>>> Talvez seja possível adaptar um roteiro personalizado com os lugares que você preferir conhecer. Basta mandar um email pro Michael e conversar a respeito das possibilidades dentro do tempo que você tiver disponível na China.

Recomenda-se o agendamento do tour com antecedência de pelo menos 2 a 3 semanas.

E-mail: china_cits@hotmail.com

Whatsapp: +8613671038062

 

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Espero que vocês tenham curtido essa dica super rápida, mas muito prática da Dani! Às vezes a gente fica puto que tem conexão longa em alguns lugares, mas esquece que essas conexões podem ser ótimas oportunidades pra gente explorar novos destinos.

Beijos e até a próxima!

 

Daniela Cunha

Mineira, Advogada e Enfermeira por formação, Gestora Estratégica por vocação e viajante inveterada por opção!!! Apaixonada por viagens, culturas, sabores, amizades e experiências que só uma vida mochileira pode nos proporcionar!

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