Japão, o país da simplicidade elegante | Escrito por Anaiz Falcão

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Para quem ainda não conhece a Ásia, posso dizer que o Japão fica realmente no outro lado do mundo: não só pelo tempo que leva pra chegar até lá, mas pela sua cultura. Percebi muitas diferenças em relação ao lado “ocidental”, como se eles funcionassem em “outra lógica”.

De forma geral, posso resumir esse país com a definição que o guia Lonely Planet dá: simplicidade elegante. Você não vai encontrar tantas coisas super extravagantes e “pomposas”, mas tudo é muito bem feito e bonito.

Exemplo de um docinho embalado de forma simples e elegante:

Então vamos começar por dicas práticas que vão te ajudar a definir o roteiro e o custo da viagem.

VIAJAR PELO JAPÃO É MUITO CARO?

Essa é a primeira pergunta que muitos me fazem. Amigos mochileiros, como tudo na vida, dá para se virar. Dá pra ficar beeem mais em conta se você: acompanhar o preço da passagem para comprar num preço bom; se hospedar em hostel; e se alimentar nas lojas de conveniência ou restaurantes populares. Para se ter ideia, você consegue comprar almoço a R$ 15 nas lojas de conveniência, mais pra frente falarei dessas lojas maravilhosas, as famosas konbinis.

Eu organizei minha viagem com apenas 2 meses de antecedência e gastei cerca de R$ 10 mil reais em 19 dias completos + 4 dias de transporte aéreo. Esse valor inclui todos os transportes, hospedagem, comida, atrações, presentes para a família toda e amigos, além de algumas refeições e atrações mais caras. Ou seja, se planejando com mais antecedência e sendo mais econômico, é possível gastar bem menos.

FUSO-HORÁRIO NO JAPÃO

Já falamos que o Japão fica do outro lado do mundo. E fica mesmo: a diferença é de 12 horas. Por isso, não recomendo passar apenas uma semana lá, já que, até você se acostumar com o novo fuso, vai ter que voltar. Mas isso não é impeditivo: faça uma forcinha para só dormir à noite, que logo logo vai se acostumar.

PRECISA DE VISTO PRA VIAJAR PRO JAPÃO?

É preciso tirar visto. Você pode escolher o de uma entrada, duas ou múltiplas. Basta entregar os documentos e formulário preenchido, pagar a taxa e em dois dias você recebe de volta. Em 2017, paguei R$ 90 para o de uma entrada. Para saber mais, CLIQUE AQUI.

CHIP DE INTERNET E ROTEADOR MÓVEL NO JAPÃO

Costumo dizer que esse item é dispensável. Mas eu diria que no Japão ele é uma mão na roda e que vale a pena incluir esse custo, já que poucos de nós sabemos ler em kanji. Além disso, lá não tem nome de rua, a organização é um pouco diferente, então o Google Maps foi o meu melhor amigo enquanto estive no Japão.

Lá o Maps funciona muito bem: ele sabe os horários dos transportes e consegue indicar as melhores conexões para chegar onde eu queria. O legal é que ele indica o quanto vai custar, então eu podia escolher se preferia levar mais tempo para gastar menos.

Além do chip, os turistas também podem alugar um roteador móvel de internet. Basta indicar o aeroporto que você vai chegar que assim que pisar no aeroporto já consegue sua internet. Para devolver, é só colocar numa caixa de empresa, que também tem em vários aeroportos. Porém, eu achei o preço salgado e que ele compensa para quem não consegue viver sem internet (ou sem fazer stories, hehe) ou para grupos maiores, já que o valor vai ser dividido entre todos.

TRANSPORTE ENTRE CIDADES, O FAMOSO JR PASS

Os famosos trens bala do Japão, chamados shinkansen, não são baratos. Mas pra você, que é turista, o Japão resolveu dar uma forcinha e oferece o Japan Rail Pass (ou JR Pass). Esse é um passe muito utilizado no transporte entre as cidades, que você poderá usar ilimitado durante os dias em que ativar e são 3 opções: 7, 14 ou 21 dias. Tem vários sites que vendem, mas o melhor é esse aqui (CLIQUE AQUI). Você ainda pode encomendar o chip ou roteador de internet na mesma compra e pagar um frete só (foi o que eu fiz).

Vale muito a pena. Se você não for ficar em apenas uma cidade ou se você usar o shinkansen mais de uma vez, tenho certeza que o passe já compensa. Eu, por exemplo, paguei US$ 400 para 14 dias, mas fora do JR Pass uma passagem de Tokyo – Kyoto ida e volta custa US$ 300.

Também vale a pena dizer que dá para usar o JR dentro de algumas cidades, como Tokyo e Kyoto. Ele não cobre toda a malha da cidade como o metrô faz, mas já dá para economizar algumas passagens. Apesar de não ser um fator decisivo, se você precisar escolher entre ter o passe em Tokyo ou Kyoto, sugiro optar por Tokyo, porque tem bastante trem da JR.

ATENÇÃO! Esse é um visto para turista, então você só pode comprar quando estiver fora do Japão. Ela será comprado pela internet e você vai receber na sua casa. Por isso, lembre-se se comprar com até 2 semanas antes de viajar. Além disso, ele vale para dias corridos, então elabore o roteiro concentrando as viagens entre cidades naqueles dias para que consiga aproveitar o passe ao máximo.

Para ajudar no roteiro, tem um site que mostra os horários dos trens da JR Pass, facilita muito – CLIQUE AQUI. Mas cuidado: o Shinkansen Nozomi não está coberto no passe, então desmarquem eles quando buscarem por um destino no site. A diferença de tempo de chegada entre o Nozomi e outro shinkansen é 15 minutos. E acredite: 15 minutos é vendido como uma grande vantagem.

DICA PARA SE VIRAR: como muitas placas estão em kanji, a boa notícia é que os números não estão. Então é fácil ver no Google Maps o horário do trem e procurar essa hora nas placas das estações de trem e metrô. Encontrando o horário do trem, você descobre para qual plataforma deve ir.

Veja que dá para identificar a hora do trem e o número da plataforma:

METRÔ DENTRO DA CIDADE

Comprar bilhete do metrô é fácil, porque nas máquinas automáticas tem a opção em inglês. O transporte interno não custa tão caro e também costuma ter um passe diário ilimitado, que é oferecido na máquina ou pode ser comprado no guichê, depende de cada cidade.

MOEDA – IENE

Por mais que o Brasil seja a segunda maior colônia de japoneses no mundo, só perdendo pro Japão, o Real não é popular no país. Sugiro levar dólar e trocar nas máquinas automáticas (costumam ter preço melhor) ou em casas de câmbio. Para se ter ideia, a cotação costuma ser aproximadamente US$ 1 = ¥ 100.

LOJAS DE 100 IENES (US$ 1)

É isso mesmo: no Japão também encontramos lojas baratinhas! Elas são como as nossas lojas de R$ 1,99 (mas você consegue encontrar coisas de qualidade a esse preço). Lá tem de tudo e é uma ótima opção para comprar os presentinhos, já que você encontra souvenires, produtos de cabelo, meias de dedinho, papelaria, comida, louças e mais um monte de “tranqueiras”.

As principais redes de ¥ 100 (hyaku-en) são: Daiso, Seria e Can Do. Se você realmente quiser aproveitar essas lojas para comprar lembrancinhas e presentes, recomendo passar na Daiso da Takeshita Street, que tem três andares e fica no bairro Harajuku, Tokyo. As outras lojas costumam ser bem pequenininhas.

LOJAS DE CONVENIÊNCIA NO JAPÃO

As Konbinis são famosas no Japão inteiro e ficam abertas 24h. Lá tem de tudo: marmita para almoço e jantar (chamadas de Bentô), biscoito, sucos, pães, frios, snacks, congelados, além de roupa, produtos de beleza, higiene e muito mais. Sugiro provar o Onigiri, um triângulo de arroz temperado enrolado na alga e com recheio, é um lanchinho saudável que deixa satisfeito.

Elas podem ser a sua melhor amiga, se você quer gastar pouco com comida. Lá você encontra marmita entre ¥ 500 e ¥ 1000 e snacks e wraps de ¥ 100 a ¥ 350. As principais redes são: 7 eleven, Family Mart e Lawson.

Também são uma ótima opção para quem quer conhecer o Japão, mas não gosta de comida japonesa, já que vende croissant, presunto, queijo e marmitas de arroz com carne, frango ou porco. Outra opção para quem não curte comida japonesa, são os restaurantes de Kare, indicados na lista de restaurantes.

REDES POPULARES DE COMIDA

Se você ama comida japonesa e pensa que para experimentar os pratos originais vai pagar caro, está enganado. O canal Muito Japão me passou uma lista de redes de restaurantes do dia a dia (mais baratos) com comidas típicas. Confesso que não deu tempo de experimentar todos, mas eu aprovei as indicações que consegui comer. A lista vai ficar no final do texto, porque ela é grande.

Um detalhe interessante, que salva a vida quem não sabe kanji, é que a maioria dos restaurantes tem maquete dos pratos. Elas são muito bem feitas e dão água na boca. Mas, se não tiver maquete, no cardápio costuma ter foto também.

Olha só a simplicidade elegante até nas maquetes de comida:

SUSHI DE ESTEIRA

Se você também ama sushi, o Kaiten Sushi é parada obrigatória. São restaurantes onde você senta em frente a uma esteira e todos os pratos passam pela sua frente, é só pegar o que quiser. Eles também oferecem chá verde e água de graça. Se quiser pedir algo específico, também pode. O preço é identificado pela cor do prato e sai bem em conta, eu gastei cerca de R$ 30 e saí rolando. Para conhecer melhor o que estou falando, veja esse vídeo: CLIQUE AQUI.

MÁQUINAS AUTOMÁTICAS

O Japão é famoso pela Jidouhanbaiki ou carinhosamente chamada de Hanbaiki, as famosas máquinas automáticas. Como é um país muito seguro, você vai encontrar máquinas de bebidas ou de outros produtos por todas as ruas: das movimentadas, às de bairro e das capitais às de cidades do interior. Se quiser entender melhor a infinidade de opções, esse vídeo traduz muito bem o que são as Hanbaikis do Japão: CLIQUE AQUI.

HOSPEDAGEM TRADICIONAL E OS BANHOS QUENTES

As hospedagens tradicionais, chamadas Ryokan, são lugares que os japoneses costumam ir para relaxar. Nelas você fica em um quarto privado, a cama é no chão (acredite: é confortável), eles emprestam uma youkata para vestir (um kimono mais simples) e você pode tomar banho e relaxar nas piscinas de água quente, é maravilhoso! O grande detalhe é que o banho é em conjunto e tem que tomar pelado. Mas não precisa se assustar, os banheiros são separados por feminino e masculino.

O preço é salgado, mas ele inclui um jantar farto e café da manhã tradicional, o que acaba sendo uma grande experiência e não só um lugar para dormir. Recomendo muito para quem puder separar uma graninha.

Como fui em casal, optei pela Takaragawa Onsen, uma hospedagem que tinha piscinas a céu aberto e eram unissex, por isso acho uma ótima opção para casais. Como aceitava homem e mulher no mesmo espaço (incomum no Japão), ela acaba sendo um pouco mais turística, mas você também encontra japoneses. Essa foi uma das hospedagens mais caras que pesquisei, eu paguei ¥ 37.000 em uma diária para duas pessoas.

Se você for para alguma cidade do interior, os Ryokans são a metade do preço. Fui a Kiso-Fukushima, fiquei no Nukumorino-yado Komanoyu e paguei ¥ 19.500. Achei a hospedagem muito boa, o jantar era ainda melhor e o dono ainda nos levou para ver as estrelas à noite, já que ali na região não tinha nenhuma luz artificial atrapalhando a luz do céu.

Piscina a céu aberto no Takaragawa Onsen:

PRIVADA HI TECH E BANHEIRAS

O Japão é conhecido pelas privadas hi tech, que tem botões com chuveirinho para limpar e secar o bumbum. Para economizar água, acima da caixa de água da privada tem uma torneira, que é para lavar as mãos com a água que vai encher a próxima descarga. Bacana, né? A outra opção é o extremo oposto: literalmente um buraco no chão onde você faz as necessidades agachado.

Mas além das privadas, é bem provável se deparar com chuveiros separados da banheira, se você se hospedar na casa de alguém (ou alugar uma casa pelo Airbnb). Diferente do ocidente, a banheira não é para se limpar, apenas para sentar e relaxar na água quente e o banho eles tomam sentados num banquinho que fica no chão. Para entender melhor como é isso, confira esse vídeo (CLIQUE AQUI) entre os minutos 11 e 14.

PALAVRINHAS MÁGICAS QUE FACILITAM A VIDA:

Muito obrigado

Quando vou a um país que não sei a língua, tento aprender pelo menos como falar “obrigada”. Mas sabe o famoso “arigatô”? Então, não diga isso! Vou explicar: os japoneses são muito formais e hierárquicos, dizer arigato para eles é como falar “valeu” para uma pessoa importante aqui no Brasil. Eu estava crente que estava abafando sendo educadas, mas eles estranhavam tanto, que nem me respondiam de volta. O certo seria então…

Arigato gozaimasu [pronúncia: arigatô gozaimáás]

OU

Arigato gozaimashta [pronúncia: arigatô gozaimaxtá]

Com licença

Todos sabemos que as cidades grandes de lá são lotadas. Então, para você conseguir sair do metrô ou de uma loja, muitas vezes é preciso pedir licença. Como eles são extremamente educados, mesmo em lugares cheios, sempre vão dar um jeito de dar passagem. A sensação é de que o mar vermelho está se abrindo. E a palavra é…

Sumimasen [pronúnica: sumimassên]

Não sei falar japonês

A clássica frase para ser educado com alguém de outro país:

Nihongo wakarimasen [pronúncia: nirrongô uakarimassên]

Gostoso

Como já disse, eles gostam de fazer as coisas bem feitas. Então, se tiver gostado de uma comida e quiser agradar, é só dizer “gostoso”, eles vão ficar bem felizes. Experimente para ver a reação deles e diga…

Oishi [pronúncia: oishí]

 

COMPORTAMENTO

Respeito ao silêncio

Você vai perceber que eles dão muito valor ao coletivo. Quando você estiver andando pelas ruas, vai notar como eles têm o cuidado de não fazer muito barulho. Por isso, ao andar nos transportes públicos, fale baixo e não atenda ao telefone. É isso mesmo: eles não falam no telefone quando estão nos trens, metrôs ou ônibus. Mas quando você entrar em uma loja de games ou de produtos, vai notar o oposto: é uma poluição sonora que não tem aqui no Brasil.

Guarde seu lixo

As ruas no Japão são extremamente limpas, quase não se vê um lixinho pelo chão. Mas sabe o que é mais curioso? Tem pouquíssimas lixeiras nas ruas. Você precisa guardar seu lixo na bolsa até encontrar uma lixeira. Por isso, é bom ficar com o saquinho das compras para guardar o que consumiu até encontrar uma lixeira. As lojas de conveniência geralmente possuem lixeira, o que é ótimo, pois estão em todo lugar. Vale dizer, também, que eles fazem coleta seletiva, então normalmente precisamos separar o lixo.

Evite o contato físico

Sabe aqueles dois beijinhos de cumprimento ou o aperto de mão? Pode esquecer quando estiver no Japão. Eles apenas se curvam como forma de cumprimentar ou de agradecer, então você pode fazer o mesmo dizendo “arigato gozaimasu”.

Mão inglesa

No Japão a mão é inglesa e é muito útil saber disso na hora de caminhar nas calçadas, estações de trem e escadas rolantes.

Uso das duas mãos

Os japoneses usam as duas mãos juntas para segurar coisas de valor em sinal de respeito. Por isso, você vai perceber que eles sempre entregam o troco, passaporte ou documentos com as duas mãos. Se quiser seguir a tradição, faça o mesmo: entregue dinheiro, o bilhete do JR Pass e outras coisas com as duas mãos. Para entender melhor, inclusive sobre as bandeijinhas de colocar o dinheiro, confira esse link – CLIQUE AQUI.

Esse hábito faz parte da cultura do omotenashi, que pretende servir bem, para que o consumidor do serviço atinja a plena satisfação. E disso sabemos que os japoneses fazem muito bem. Então, se algo der errado, fique tranquilo e peça ajuda, porque o japonês não vai deixar você passar perrengue (é serio, recebi ajuda sem nem ter solicitado).

 

ROTEIRO PROPRIAMENTE DITO

Recomendo a visita a, pelo menos, três cidades do Japão: Tokyo, Kyoto e Hiroshima. Mas outras cidades também são bastante visitadas: Osaka e Kawaguchiko (onde fica o Fuji).

Para quem pretende visitar Tokyo e Kyoto, é possível ver o Monte Fuji do trem bala, que foi o que eu fiz.

Com relação aos preços que vou apresentar, é bom saber que no Japão quase não tem inflação, então os valores não costumam se alterar. Mas vale lembrar que existe uma taxa de 8% nas compras.

Vou falar apenas de Tokyo, Kyoto e Hiroshima, porque o texto já está muito longo. Mas também fui para o interior fazer a trilha de Magome-Tsumago (segundo ryokan que me hospedei) e visitei Koyasan, berço do budismo japonês, onde dormi num templo budista também.

 

TOKYO

É o Japão moderno, com todas as interações de uma grande cidade, com uma população enorme e cheio de tecnologia. Apesar de cheio, é incrível como as coisas funcionam e as pessoas respeitam as regras, mesmo com milhões de pessoas cruzando o mesmo metro quadrado.

Eu me hospedei próximo a Shinjuku e achei bem central. Recomendo.

Passei 6 dias completos e visitei:

  • Mercado de peixes Tsukiji – de graça: é um mercado boutique, que tem todas as variedades oceânicas do Mar do Japão e impressiona por não ter cheiro de peixe. Logo perto tem uma feirinha e um mercadão mesmo, onde rola o leilão de atum, mas como tem que chegar entre 5 e 6h, eu não consegui visitar.

Mas, para não perder a viagem, tirei foto com a cabeça de um atum. Imagina o tamanho original desse peixe:

  • Bairro Ginza: um bairro com lojas chiques. Como não ligo muito pra isso, não achei grandes coisas. Mas é lá onde tem a loja da Hello Kitty, a Sanrio.

 

  • Tokyo Sky Tree – ¥ 3090: você pode observar Tokyo a 450m de altura, dá até para enxergar o Monte Fuji.

  • Tokyo National Museum – ¥ 620: você pode conhecer um pouco da história do Japão. Vale a visita, mas não é imperdível.

 

  • Bairro Asakusa e Senso-ji – de graça: o bairro tem várias lojinhas e nele tem o templo Senso-ji, o maior de Tokyo. O templo é muito bonito, mas se você for visitar Kyoto e tiver com o tempo apertado, pode passar essa visita.

Templo cheio de turistas:

  • Yoyogi Park – de graça: é um parque bonito, com muitos corvos nas árvores e no final do trajeto encontrará o Santuário Meiji. Quando fui, o santuário estava fechado para obras, então não tenho como opinar.

 

  • Takeshita Street – de graça: é a famosa rua dos cosplays e de várias lojinhas. Quando fui não vi quase nenhum cosplay, mas dizem que no domingo é quando eles se reúnem por lá. É também nessa rua onde fica a maior loja da Daiso.

 

  • Estação de Shinjuku: a maior estação de trens e metrôs do mundo. Lá é enorme, você pode se perder facilmente, se não ficar atento às placas. Certamente você terá que passar para fazer alguma conexão e será uma experiência interessante. Na região tem todas as lojas que estiver procurando.

 

  • Observatório do Prédio da Prefeitura – de graça: ótima alternativa para quem não quer gastar dinheiro no Tokyo Sky Tree para ver a cidade. Para ver o por do sol recomendo chegar mais de 1h antes, porque tem fila.

 

  • Bairro Akihabara: o bairro dos eletrônicos. Tem muitas lojinhas de eletrônicos e de games, um paraíso da cultura geek.

 

  • Shibuya Crossing: o maior cruzamento do mundo fica na estação de Shibuya. Parece um formigueiro de tanta gente. Vale subir no Starbucks da esquina e ficar observando por um tempinho.

 

  • Nikko: essa é uma cidade próxima de Tokyo com um complexo de templos deslumbrantes. Se você tiver o JR Pass, recomendo reservar um dia do roteiro.

 

 

KYOTO

É na capital do Japão imperial onde se concentra a maior parte dos templos preservados após a Segunda Guerra Mundial. Como a hospedagem é mais cara do que em Tokyo, recomendo dormir em Kyoto apenas enquanto estiver visitando os templos dentro da cidade.

Para visitar as atrações que ficam na região de Kyoto, sugiro se hospedar em Osaka, que é mais barata e tem mais opções de transporte. Se eu tivesse feito isso, teria economizado muito dinheiro e tempo.

Como planejei tudo em 2 meses, acabei ficando em um Airbnb em Kyoto, que foi caro. Mas me hospedei em Osaka no último dia, em um quarto privado, no e-Hostel Shinsaibashi, que eu adorei e achei super bem localizado.

 Passei 3 dias completos em Kyoto e visitei:

  • Principais templos sugeridos:

– Ginkaku-ji (templo de prata) – ¥ 500

– Kinkaku-ji (templo de ouro) – ¥ 500

– To-ji (5 pagodas) – ¥ 800

– Kiyomizu-dera (que fica no alto e dá pra ver Kyoto, é imperdível) – ¥ 400

Templo de ouro:

  • Nishiki Market – de graça: ele é enorme e fica dentro de uma galeria que cruza muitas ruas. Tem várias lojinhas de comida e de outras coisinhas. Foi onde comprei uma Yukata (um Kimono mais simples).

 

  • Arashyama – de graça: caminho de bambus. É bonito, mas fica bastante cheio, então a realidade é bem diferente das fotos que vemos por aí. Ao lado também tem o templo Tenryu-ji – ¥ 500.

Realidade do bambuzal de Arashyama:

  • Iwatayama Monkey Park – ¥ 550: um parque onde os macacos vivem livres, mas você entra numa casinha e fica “enjaulado” para dar comida a eles.

Veja melhor na foto:

  • Bairro Gion: é o famoso bairro das gueixas, mas eu andei, andei e só vi duas.

Precisei de 4 dias completos para visitar as atrações das redondezas (hospede-se em Osaka):

  • Nara: outro complexo de templos muito bonitos, onde tem o famoso buda gigante no Todai-ji – ¥ 500. Você encontra cervos por toda a parte e pode dar comida para eles. Também pagamos para entrar no templo Taisha -¥ 500.

  • Fushimi Inari Taisha – de graça: templo xintoísta que tem mais de 2 mil toris (aquele portal) pelos 4km de caminho. É uma imersão ao universo japonês e o mais interessante é que os japoneses quem doaram os toris para a construção do templo.

  • Castelo de Himeji – ¥ 1.040: o maior do Japão. É muito bonito e ainda dá acesso ao jardim do imperador, que tem vários espaços, um mais lindo que o outro. Dá tempo de visitar no mesmo dia que for ao Fushimi Inari Taisha.

  • Hiroshima:

É possível fazer um bate-volta com o JR Pass saindo de Kyoto ou Osaka. Visitar Hiroshima é uma profunda experiência sobre os reflexos de uma guerra nuclear e como os japoneses lidaram com isso. Na cidade é possível ver a única construção bombardeada que eles preservaram, além de vários museus. Destaco o Museu Nacional da Paz – ¥ 400, onde tem peças originais queimadas pela bomba, fotos e simulações da explosão (além de uma carta do Einstein apoiando a bomba nuclear).

Também tem o Memorial da Paz (acho que era de graça), onde tem a sala que mais me emocionou: ela é redonda e tem uma pintura de 360o de como ficou a cidade, para que você se sinta dentro dos escombros. Além disso, você pode ver relatos de sobreviventes, procurar pelo nome de alguém para saber o seu paradeiro, entre outras informações da guerra.

Uma das coisas que chamou a atenção foi um texto onde os japoneses reconhecem o erro de seus governantes, que contribuiu para que essa tragédia acontecesse, deixando claro que os outros países também têm sua parcela de responsabilidade. E para que isso não se repita em outro lugar, eles fazem questão de falar sobre o ocorrido.

Em Hiroshima também vale provar o Okonomiyaki, um prato típico japonês, mas que é especialidade na cidade.

  • Miyajima – ¥ 300: depois de emoções intensas visitando Hiroshima, dá tempo de visitar Miyajima, que fica em outra ilha. Se quiser, dá até para dormir lá. Na ilha tem cervos e o mais bonito é o templo construído sobre a água. Durante o dia, quando a maré está baixa, é possível caminhar pela areia e seguir até o Tori principal. Quando a água volta, o visual do templo é completamente diferente e ainda mais lindo. Para chegar, basta pegar trem e um barco, que estão inclusos no JR Pass.

  • Aquário de Osaka Kayukan – ¥ 1.300: no aquário você vai encontrar inúmeras espécies do Mar do Japão. Desde o tubarão baleia (maior peixe do mundo), passando por pinguim, leão marinho, até o enorme king crab (que demora para andar, de tão grande que é). Umas das coisas interessantes é que os aquários são fundos e têm tamanhos de 4 ou mais andares, então você passa pelos andares e vê os animais no raso e no fundo.

SUGESTÕES DE RESTAURANTES

O canal do Youtube Muito Japão me recomendou alguns restaurantes que são baratos e, por serem de rede, são muito fáceis de encontrar em qualquer lugar. Nas redes que eu fui, encontrei pratos de menos de ¥ 1.000:

  • Kare (curry): CoCoKare  ou GoGoKare. Apesar de Curry ser uma comida indiana, a versão japonesa é muito popular no Japão e com certeza é apreciada por praticamente todos os japoneses. Normalmente não é muito apimentado, mas há a opções apimentadas também. A sugestão principal é o Tonkatsu, um porco a milanesa com queijo e legumes. Essa é uma ótima opção para quem não gosta da tradicional comida japonesa.

 

  • Tempura: Tendon tenya. Também é um restaurante simples, mas oferece um menu com diversas opções de tempurá, que é uma fritura muito típica no Japão. É possível encontrar tempurá de vários tipos, desde abóbora até camarão, passando por queijo e batata doce. Essa é outra opção para aqueles que não se dão bem com comida japonesa.

 

  • Donburi: Matsuya, Sukiya ou Yoshinoya.Essas redes servem comidas muito simples, mas também muito saborosas e são indicadas para quando se deseja comer rápido e barato entre um passeio e outro. Domburi é basicamente um pote com arroz e uma carne por cima. Normalmente são servidos com sopa de misso.

 

  • Lámen: Ichiran ou Ippudo. Lámen é um macarrão imerso em uma sopa que pode ter como base porco, frango ou shoyu. É muito típico do Japão.

 

  • Udon: Hana Maru. É um restaurante muito simples, mas também muito famoso. Assim como o lámen, é um macarrão imerso em uma sopa, mas no caso do udon, a sopa é tsuyu, um tempero muito saboroso a base de peixe, alga e shoyu. Além disso, o udon é um macarrão bem mais grosso. Nessa rede, Hana Maru, é possível montar o seu prato escolhendo diferentes opções de frituras como acompanhamento. É realmente gostoso.

 

  • Hambúrguer: Shane’s Burg. Aqui no Japão é muito comum comer apenas a carne do hambúrguer com arroz, como uma refeição. Nesse restaurante existe uma opção de hambúrguer recheado com queijo que é muito gostoso e bem no estilo japonês! Um outro que indicamos fortemente não tem nada de tradicional, na verdade é uma rede americana chamada Umami Burger. Só existe um no Japão. Eles são famosos pelo hambúrguer trufado que é delicioso.

 

  • Comida ocidental: Gastoou Jonathan’s nesses restaurantes é possível comer hamburguer, frango, bacon e outros pratos mais americanizados.

 

  • Sushi: Sushiro, Kappa Sushi, Ganso ou Genki Sushi. Onde você pode comer o kaiten sushi (de esteira).

 

  • Takoyaki: Gindako normalmente são lojas nas quais você compra o takoyaki e come na rua mesmo. São ótimas para um lanche rápido. Takoyaki são bolinhas assadas com pedacinhos de polvo dentro. Esse restaurante é um dos mais amados pelos Japoneses. Vale a pena provar!

 

CANAIS NO YOUTUBE

Pra quem quiser se familiarizar com o Japão, recomendo alguns canais do YT:

– Muito Japão;

– Japão Nosso de Cada Dia;

– Enquanto Isso no Japão;

– Camila Pipoka.

 

ROTEIRO

Abaixo tem a planilha com as atividades de cada dia para que você consiga visualizar quais pontos turísticos ficam próximos. Apesar de nem sempre termos feito as melhores escolhas, já dá uma ideia para otimizar o seu roteiro.

 

Dia JP RailPass Roteiro Atividades
1 Viagem
2 Viagem
3 Chegada em Tokyo Câmbio, jantar e dormir
4 Tokyo Mercado dos peixes Tsukiji / Parque Hama-rikyu / Bairro Ginza
5 Tokyo Tokyo Sky Tree Tower / Bairro Asakusa / Senso-ji / Tokyo Nat. Museum / Parque Ueno
6 Tokyo Santuário Meiji / Parque Yoyogi / Bairro Harajuku
7 Tokyo Bairro Shinjuku para compras / Pôr do sol do prédio da prefeitura
8 1 Gunma Ryokan Takaragawa Onsen
9 2 Tokyo Museu Hokusai e Bairro Akihabara
10 3 Nikko Bate e volta
11 4 Tokyo Passeio em Daitanyama, Livraria Tsutaya e jantar no Kaiten Sushi
12 5 Trilha Tsumago-Magome Pernoite no ryokan Nukumorino-yado Komanoyu
13 6 Kiso-Fukushima Trilha
14 7 Kyoto Museu de Kyoto / Nishiki Market / Ginkaku-ji / Castelo Nijo
15 8 Kyoto Arashiyama / Tenryu-ji / Iwatayama Monkey Park / Templo Kinkaku-ji / Gion
16 9 Nara Bate e volta
17 10 Hiroshima e Miyajima
18 11 Kyoto Templo To-ji / Kiyomizu-dera / Nishiki Market
19 12 Kyoto Fushimi Inari Taisha / Castelo de Himeji
20 13 Koyasan Cemitério Okuno-in / jantar e pernoite em templo budista
21 14 Osaka Cerimônia budista em Koyasan / Ida para Osaka / Castelo de Osaka / Aquário de Osaka Kayukan / Dotounbori
22 Viagem

 

 

 

Anaiz Falcão

Uma carioca e publicitária, que ama muito viajar. Guardo todo o dinheiro que posso para conhecer novos lugares e repetir a visita naqueles que eu adoro. Chamou pra viajar? Tô dentro!

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