O que eu aprendi com a morte da minha mãe

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Oi gente!!!

Eu fiz um vídeo sobre isso no canal do Youtube do Vida Mochileira e resolvi trazer esse assunto em forma de post aqui pro blog, porque recebi feedbacks muito positivos sobre o assunto. A minha ideia não é fazer você sentir pena de mim e sim, talvez, se inspirar na minha história para enfrentar momentos difíceis da sua vida.

A primeira verdade universal que preciso que você internalize e se familiarize é: Você não pode mudar uma situação, mas você pode escolher como vai vivê-la e reagir a ela. Você sempre tem a opção de escolher como vai reagir a uma situação por pior que ela seja e é a sua reação sobre a sua realidade que vai te trazer alegria ou tristeza, aprendizado ou angústia.

Eu tenho 27 anos, já viajei pra 28 países, morei em 5 países diferentes e me permito viver tudo que sinto vontade. Se eu quero uma coisa, eu foco nessa coisa, desenho um plano de ação que vai desde me planejar financeiramente, psicologicamente até espiritualmente e fisicamente.

Eu traço minhas metas, coloco meus próprios prazos e faço acontecer. Às vezes demora, mas eu me coloco no caminho pra realização daquele objetivo. E eu, geralmente, começo a tomar várias atitudes pra realizar os meus objetivos no momento que eu decido o que eu quero. E essa necessidade de fazer as coisas acontecerem tem muito a ver com algo que eu acredito piamente: A vida é curta demais pra não ser vivida intensamente.

Vou contar pra vocês uma história muito pessoal que me trouxe uma lição de vida incrível e que me moldou e me transformou na mulher que eu sou hoje.

Em 2005, quando eu tinha 14 anos eu perdi a minha grande inspiração, minha melhor amiga e a pessoa que eu mais amava na vida. Há 14 anos atrás eu me despedia da minha mãe, que faleceu com 45 anos depois de lutar bravamente por 5 anos contra um câncer.

A minha mãe era uma pessoa super, ultra, mega alegre, muito auto astral e que amava viajar. Então, sempre que eu e meu irmão entrávamos de férias a escola, a minha mãe levava a gente pra Cabo Frio ou Friburgo ou pra casa do meu avô em Saquarema. A gente tava sempre viajando porque ela sempre tinha muitos planos.

A minha mãe, como a maioria de nós, sempre gostou muito de fazer planos pro futuro… Quando meu pai se aposentasse, eles iam viajar pelo Brasil, quando eu me formasse na faculdade eu ia fazer isso com ela, quando meu irmão fosse mais velho ia fazer isso e aquilo. Enfim, minha mãe sempre teve muitos planos e a grande maioria focada no futuro.

Então, a minha mãe, como a maioria das pessoas, acreditava num futuro mais distante onde teria a vida mais organizada. Ela acreditava que no futuro ela teria mais tempo, que no futuro ela teria mais dinheiro, que no futuro isso e aquilo…

A minha mãe, como a grande maioria das pessoas, desenhava um cenário no futuro acreditando que ela ia viver esse cenário idealizado. Mas, ela faleceu. A minha mãe faleceu com 45 anos cheia de sonhos e planos pro futuro. A minha mãe morreu acreditando que ela ia fazer as coisas que ela tinha planejado pro futuro. Mas, infelizmente a morte veio e levou ela antes.

Apesar da minha mãe ter realizado muitos sonhos na vida dela, muitas coisas que ela poderia ter feito antes, talvez não num cenário tão ideal como ela imaginava, ela deixou pro futuro porque ela acreditava que no futuro seria melhor.

Eu e minha mãe erámos melhores amigas, erámos muito próximas, a minha mãe era a pessoa que eu mais admirava no mundo e eu não conseguia imaginar a minha vida sem ela. Quando isso aconteceu o meu mundo caiu e eu podia ter ficado com muito ódio de Deus, podia ter me transformado naquelas adolescentes rebeldes e brigado com o mundo porque a morte levou a pessoa mais importante da minha vida.

Mas, eu decidi olhar pra essa situação de uma forma diferente. Eu decidi olhar pra essa situação e tirar uma lição através da minha mãe. E essa lição pra mim, sempre foi muito clara, desde os meus 14 anos: Nunca deixe pra fazer depois o que você pode fazer agora!

E tem uma outra lição que a minha mãe também me ensinou e essa foi mais explícita porque ela me deixou uma carta antes de falecer dizendo: Seja independente financeiramente, nunca dependa de ninguém, tenha o seu próprio dinheiro pra fazer as coisas que você quer na hora que você quiser.

Eu acho que é justamente o fato de eu ter perdido a minha mãe muito cedo que eu entendo e eu realmente sinto essa necessidade que eu tenho de ser feliz por mim mesma, que eu não posso depender de ninguém e não atribuir a ninguém a minha felicidade. Ninguém vai ser feliz por mim.

Então, se eu quero alguma coisa eu tenho que fazer essa coisa acontecer por mim e não pelo outro ou esperando que o outro faça por mim. Então, eu acho que a morte da minha mãe me fez entender e sentir essa necessidade de ser feliz agora, de fazer a minha felicidade acontecer agora e não deixar tudo pro futuro, que eu nem sei se vai acontecer.

Você nunca sabe o dia de amanhã, então é muito importante que a gente entenda a necessidade de ser feliz hoje, de fazer as coisas acontecerem hoje, de dar o primeiro passo hoje e de se colocar no caminho dos seus objetivos hoje.

As minhas viagens não têm a ver diretamente com a morte da minha mãe. Eu não viajo porque eu tô fugindo do fantasma da minha mãe. A morte da minha mãe me trouxe como lição esse imediatismo de viver intensamente tudo que eu quero viver sendo protagonista da minha própria história.

Quando eu fiz o meu primeiro intercâmbio sozinha, eu tava morrendo de medo, mas fiz! Quando eu fiz o meu primeiro mochilão sozinha, eu tava apavorada, mas por quê eu ia deixar pra depois ou esperar uma amiga que pudesse ir comigo? Eu não queria fazer o mochilão naquela época? Então, eu fiz! Quando eu fui morar na Tailândia em 2018 pra fazer o curso de mergulho eu não tinha muito dinheiro sobrando na conta, mas eu tinha dinheiro suficiente pra ir e fazer o curso. Então, eu fui lá e fiz! Pra que eu ia esperar mais, ficar postergando, quem sabe até cancelar a viagem pra esperar ter melhores condições financeiras?

A gente tende sempre a colocar barreiras quando a questão é sair da zona de conforto ou até mesmo criar desculpas dizendo que vai esperar a situação ficar mais favorável, que no futuro será melhor, afinal você terá mais tempo, a situação financeira vai estar melhor, quem sabe o dólar vai cair, etc… A verdade é que tudo isso pode ou NÃO acontecer e aí, quando o tempo passar demais ou a situação mudar pra pior (isso também pode acontecer no futuro) você vai desejar voltar no tempo.

Então, a morte da minha mãe me trouxe essa sensação de imediatismo porque eu não sei o que vai acontecer amanhã, então na dúvida, é melhor viver intensamente o agora, já que é a única certeza que temos.

Outra coisa que aprendi com a minha mãe é que é muito importante você sempre dizer pras pessoas que você ama o quanto você as admira e o quanto significam pra você, porque você nunca sabe quando será a última vez que vai vê-las.

A vida é muito curta pra gente não vivê-la intensamente. A vida é muito curta pra gente não realizar os nossos objetivos e sonhos. A vida é muito curta pra gente ficar criando barreiras, medos e desculpas pra não realizar os nossos sonhos.

Não existe cenário perfeito no futuro. O cenário perfeito é agora, porque é quando você tá aqui e é quando você pode tomar alguma atitude em relação ao seu objetivo.

Se você morresse amanhã… Você se sentiria realizado? Sentira que fez tudo que podia pra alcançar os seus objetivos?

Espero que esse post tenha sido útil e se você conhece alguma pessoa que precisa ler isso, compartilha o link com ela!

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Até a próxima!

Beijos,

Mary

 

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