O que fazer em uma conexão no Panamá

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RELATO ESCRITO POR DANIELA CUNHA

Oiii Gente,

Esse post também foi escrito pela Dani, como forma de complementar o post que ela escreveu sobre o México. Pra quem não sabe, a Dani fez uma viagem de baixo custo de 12 dias pela México e, de quebra, também teve uma conexão de 19 horas na Cidade do Panamá, que ela aproveitou pra turistar.

Vamos agora ao relato da Dani…

A Copa Airlines é uma companhia Panamenha que utiliza a Cidade do Panamá como seu centro distribuidor de vôos. Sendo assim, todos os vôos da companhia fazem uma conexão na cidade, nem que seja por apenas alguns minutos.

Já havia voado algumas vezes pela Copa e por isso já tinha conhecimento que é possível solicitar um “stop over” gratuito de até 3 dias na Cidade. Entretanto, esta parada gratuita não é permitida em tarefas promocionais. Quando comprei a passagem para a Cidade do México a minha idéia era aproveitar essa oportunidade para conhecer o país mas como a tarifa era de promoção, não foi possível!

Assim, só me restou aproveitar as longas horas de conexão para tentar fazer um city tour pela cidade.

O meu vôo era proveniente da Cidade do México, com chegada prevista para as 20:24min e o vôo de volta para Belo Horizonte só sairia no dia seguinte ás 15:30. Assim, teria 19 horas na cidade, o que parece muito à primeira vista mas, considerando que a chegada do vôo era no período noturno, tempo de imigração, descanso noturno e retorno ao aeroporto Tocumen, sobravam apenas 6 horas aproveitáveis para um passeio na cidade.

Fiz uma pesquisa na internet sobre guias que fizessem esse tour, de forma que nos pegassem no aeroporto e nos levassem para um hotel e na manhã seguinte nos buscassem para um city tour incluindo o traslado até o aeroporto para o nosso embarque de volta. Recebi três orçamentos e optei pelo preço mais barato, oferecido pelas irmãs Mayra e Doris, muito bem recomendadas nos comentários de páginas na internet.

As irmãs são extremamente solícitas e educadas e fazem jus à boa reputação conquistada na web. Nos email que trocamos agendamos o pacote que eu havia proposto e na área de desembarque Mayra estava segurando a plaquinha com o meu nome.

Após a aterrissagem do vôo na Cidade do Panamá, nos dirigimos para a imigração, que estava sem fila e o processo foi muito rápido e tranquilo. Solicitaram o certificado internacional de febre amarela (é obrigatório e sem ele não é permitida a saída do aeroporto) e me foi perguntado quantos dias eu ficaria no país e onde me hospedaria. Carimbo conquistado com sucesso e hora de pegar a bagagem!

Nossas bagagens tiveram que ser retiradas pois ainda na Cidade do México já haviam nos avisado que seria necessário fazer novo check in na Cidade do Panamá. Já havia voado outras vezes pela Copa, com uma conexão parecida mas sem sair do aeroporto, e em nenhuma das outras vezes tive que retirar a bagagem.  Mayra e Doris falaram que nem sempre é assim e é que este procedimento deve depender de qual a cidade o vôo é proveniente.

Nos emails que troquei com as irmãs solicitei sugestão de hotéis bem localizados e com preços razoáveis para hospedagem de uma noite. Recebi uma lista com 10 nomes e como todos eram semelhantes entre si, escolhi o Metro Hotel Panamá, que mesmo sendo o mais barato deles, ainda apresentava o valor da diária 50% maior do que as diárias que paguei na viagem ao México. O quarto era confortável, com 2 camas Queen e a diária oferecia um café da manhã simples.

Primeira lição sobre o Panamá: Tudo é caro e em dólar!!! Eles possuem uma moeda denominada de Balboa que tem a mesma equivalência do dólar mas a moeda americana é aceita nos lugares e sendo assim, utilizei dólar e cartão de crédito durante estas horas que estive na cidade.

As irmãs possuem um carro tipo furgão onde foi possível acomodar confortavelmente 4 pessoas com suas mala e mochilas.

O bairro em que se localiza o hotel é repleto de bares e muitos hotéis. Após o check in, tomamos banho e resolvemos ir jantar em um barzinho da região. Como era uma quinta feira, tinha uma quantidade boa de pessoas nas ruas. A região era tranqüila e caminhamos alguns quarteirões e sentamos em um bar chamado “Bros and Beers” que tinha uma varanda agradável e no momento estava tocando “Reggaeton”.

Comi uma porção de camarões empanados e fritas e tomei uma Coca Cola e a conta, já incluído os 10% de serviço,  deu 14,75 dólares.

Não nos demoramos no bar pois havíamos agendado com Mayra para nos pegar às 7:30 min do dia seguinte para o city tour.

No outro dia, antes do horário marcado, Mayra já nos esperava na porta do hotel. No carro, havia uma garrafinha de água e um folder sobre o Canal do Panamá para cada uma de nós. São pequenos detalhes que fazem a diferença no atendimento aos clientes!

Algumas partes do city tour só foi possível aproveitar dentro do carro, como a Avenida Balboa e Cinta Costera, pois o tempo de 6h de tour é corrido e o Canal do Panamá e o Casco Antiguo tomam bastante tempo.

Nossa primeira parada foi no Canal do Panamá  e, como o trânsito estava relativamente tranquilo, levamos cerca de 40 minutos até o destino. No valor combinado do tour não estava incluída o valor da entrada no Canal, que é de 20 dólares.

A visita ao Canal me surpreendeu bastante! Demos sorte de assistir a passagem de dois navios durante o tempo que estávamos lá e o espetáculo é muito interessante de se ver.

Após este tempo, assistimos um vídeo sobre a Construção do Canal, no Cinema que tem dentro do prédio que comporta o museu. O filme dura 20 minutos e tem versões em espanhol e inglês. Após o filme fomos conhecer o Museu, que ocupa vários andares e, pela primeira vez na vida, achei um museu interessante (geralmente não sou fã, prefiro as belezas naturais!).

Após a visita no Canal, Mayra estava nos esperando na entrada do prédio. De lá fomos conhecer o Edifício Administrativo do Canal e a vila ao seu redor.

Em seguida, nos dirigimos ao Casco Antiguo, centro histórico da Cidade do Panamá, repleto de charmosas construções.

Primeiro demos uma volta de carro no local e depois fomos rodar um pouco o lugar a pé. Confesso que o tempo foi super curto pois é um lugar rico de cantinhos especiais e foi pesaroso ter que fazer tudo tão correndo devido ao pouco tempo que tínhamos disponível. A impressão que tive é que o Casco Antíguo merece um dia de visita só para ele!

Como o tempo do tour era curto, tiramos a maioria das fotos em grupo para podermos otimizar o tempo e aproveitar mais os lugares!

Após a visita ao Casco Antíguo, Mayra nos levou de volta ao Aeroporto e chegamos pontualmente às 13h, conforme havíamos previsto.

Durante todo o tempo do tour nossas malas ficaram dentro do carro pois fizemos o check-out no hotel logo após o café da manhã. Na chegada ao aeroporto, fizemos novamente o check-in, despachamos a mala e almoçamos no aeroporto. Mais uma vez, nos deparamos com os preços salgados do Panamá: comi uma pizza brotinho e um suco de laranja e a conta foi 14 dólares.

Adorei poder conhecer nem que seja um pouquinho da Cidade do Panamá! Pretendo um dia voltar ao país para conhecer San Blas e Bocas Del Toro, dois famosos arquipélagos da região.

Se vale a pena aproveitar uma conexão longa para conhecer um pouquinho de outro país? Com certeza!!!!

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONEXÃO

– Na minha opinião, 6h é o mínimo de tempo para fazer os passeios citados, mas o ideal seriam 8 horas.

– Adorei o atendimento das irmãs Doris e Mayra e para quem se interessar, o email delas é: dorisjm09@hotmail.com

VALOR GASTO PARA AS 19 HORAS NA CIDADE:

Tour e traslados: 53 dólares por pessoa (valor para 4 pessoas: 212 dólares)

Entrada no Canal do Panamá: 20 dólares

Diária de hotel  com café da manhã (quarto duplo): 30,25 dólares (60,50 o valor da diária)

Jantar: 14,75 dólares

Almoço: 14 dólares

Total: 132,00 dólares

 

Bom gente! Espero que vocês tenham curtido essa dica maravilhosa da Dani. Se você conhece alguma pessoa que precisa ler isso, compartilha o link com ela!

Beijos e até a próxima.

O que fazer em uma conexão no Panamá
Conexão no Panamá

Mineira, Advogada e Enfermeira por formação, Gestora Estratégica por vocação e viajante inveterada por opção!!! Apaixonada por viagens, culturas, sabores, amizades e experiências que só uma vida mochileira pode nos proporcionar!

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