Brasileiro viaja o mundo dando aula de mergulho

1
Voo de asa delta no Rio de Janeiro
10 de outubro de 2017
capa
Conhecendo a Ucrânia | Escrito por Nati Lukjanenko
17 de outubro de 2017
 
Falaaaaaa galeraaaaa!!!!

Eu tô muito feliz de poder compartilhar essa história com vocês aqui na aba “Inspire-se”! Tipo, MUITO FELIZ MESMO (tô literalmente quicando aqui na cadeira de tanta felicidade)!

Eu tava super ansiosa pra essa entrevista sair logo, porque o Rodrigo (o cara super gente boa que deu essa entrevista sensacional e mega completa) me inspirou muito e eu tenho certeza (absoluta) que ele vai inspirar muita gente a seguir uma Vida um tanto quanto Mochileira (mas, de outro jeito)!

Vocês já sabem como funciona o esquema dessas entrevistas, né? Eu basicamente metralhei o Rodrigo do blog TravelerBR com várias perguntas e curiosidades que eu tinha sobre a carreira de mergulhador viajante dele e ele foi super proativo e respondeu tudo com mó carinho!

Tão prontos pra explorar o fundo do mar junto com a gente?

1- Quantos anos você tem?
Atualmente estou 32 anos (nasci em 85), o que considero uma idade excelente para a profissão do mergulho. Muitas escolas preferem instrutores entre 25 e 40 anos, por questões de maturidade, embora isso não seja uma regra, tampouco um obstáculo.

2- O que você fazia antes de ser mergulhador e como e por que decidiu mudar de profissão?
Minha formação é em Direito e também fiz Pós-graduação (Ciências Criminais) e um College (Business Law). Antes de me tornar um Profissional de Mergulho, fui Oficial do Exército por 7 anos.

O mergulho entrou na minha vida um pouco por acaso, um pouco por conveniência e muito por fascínio! Na verdade, a profissionalização do mergulho surgiu em meio uma viagem. Para explicar isso, tenho que contar um pouco da minha história. Prometo tentar ser breve: Após ter juntado uma grana (não muita!), largado a estabilidade que tinha e optado por viver um tempo fora do país, fui morar em Vancouver, no Canadá, aonde fiz aquele college que comentei acima. Passado quase um ano decidi voltar ao Brasil por terra. Então coloquei a mochila nas costas e, muito empolgado, embarquei nessa jornada.

Após percorrer o leste do Canadá (1 mês), os Estados Unidos (4 meses), México (2 meses) e Cuba (20 dias), desembarquei no aeroporto de Cancun. Como não tinha a intenção de ficar naquela cidade - uma vez que já tinha estado lá por alguns dias antes de embarcar para a ilha do Fidel – resolvi que ia dormir no local mais próximo de lá. Assim, peguei um ferry e fui para Isla Mujeres, uma pequena ilha que fica na frente de Cancun. Foi amor à primeira vista! Logo na chegada, ainda à bordo do ferry, já ganhei um presentão: um lindo pôr do sol - se não o mais, um dos mais bonitos que já vi!. Encontrei um hostel legal, descansei e no dia seguinte resolvi mergulhar – eu já era mergulhador certificado Open Water PADI. O mergulho foi incrível! Muitos peixes, corais, água quente com ótima visibilidade.

Saí da imersão maravilhado!! Resolvi, então, perguntar para o instrutor e proprietário da Dive Shop se ele não precisava de alguém para ajudá-lo com as saídas de mergulho. Para minha surpresa ele respondeu: “Sim, preciso. Só não posso te pagar em dinheiro. Aceita trocar tua ajuda por mergulhos?”. Era o que eu mais queria escutar naquela hora! Respondi que sim e no outro dia já estava no batente. E assim começou a minha história de trabalho com o mergulho.

3- Sua família e seus amigos te apoiaram na mudança de profissão?
Sem dúvida! Minha família achou o máximo, uma vez que era uma oportunidade que surgira em meio a uma viagem. Quanto aos amigos, a maioria deles sim. Alguns me questionavam sobre essa pausa no Direito, a estabilidade que tinha no Exército etc, mas à medida que se inteiraram de que o mergulho pode ser uma profissão realizadora e remunerada, passaram a aceitar e apoiar de uma melhor forma. Eu acho rsrs

 

4- Quanto tempo demora em média pra tirar a carteira oficial de mergulhador? Quais são os requisitos e certificações que uma pessoa precisa ter pra poder ser instrutor(a) de mergulho pelo mundo? Me conta tudo do processo de tirar as certificações no geral!
Para obter a categoria de Instrutor de Mergulho você deverá percorrer alguns passos. O primeiro deles é obter o Open Water Diver, conhecido como Curso Básico de Mergulho. Logo após vem o Advanced Open Water Diver (Curso Avançado), o Emergency First Response (Primeiros Socorros) e o Rescue Diver (Resgate). Com essas certificações em mãos e com no mínimo 40 mergulhos logados você estará apto(a) a iniciar o Curso Divemaster, o primeiro degrau do mergulho profissional.

Com a certificação Divemaster e no mínimo 100 mergulhos logados é possível realizar o Instructor Development Course (IDC), que é basicamente um curso para se tornar Instrutor. Esse curso leva mais ou menos 2 semanas e, quando finalizado, você estará apto(a) a prestar um exame, o Instructor Examination, que dura de 2 a 3 dias e compreende parte teórica e prática. Sendo aprovado(a), você receberá a certificação de Instrutor(a) de Mergulho.

Pela regra da PADI - Professional Association of Diving Instructors, o prazo mínimo para a obtenção da categoria Instrutor é de 6 meses desde sua primeira certificação. Ou seja, realizado o Open Water Diver, você só poderá se tornar um Instrutor de Mergulho decorridos 6 meses.

Quanto ao tempo de execução dos cursos, esse dependerá somente de você, já que a aprovação é baseada na performance dos exercícios exigidos para cada certificação.

Existem diversas certificadoras no mercado. Acabei optando pela PADI – Professional Association of Diving Instructors, em razão da popularidade, qualidade na metodologia de ensino, além da abrangência internacional.

5- E quanto aos valores dos cursos? Dá uma média de valores pra gente ter noção.
Bom, os valores dos cursos em geral são bastante relativos e vão depender muito de cada local. Mas para você ter apenas uma ideia de custo, abaixo listo alguns valores pelo mundo:
(*valores aproximados, convertidos em Real, em out/2017)

Para o Curso Básico de Mergulho, o Open Water Diver, você pode esperar gastar entre:
BRASIL: R$ 1.300 e R$ 2.000;
TAILÂNDIA: R$ 900 e R$ 1.400;
MÉXICO: R$ 1.500 e R$ 2.000

Já para o Curso Avançado, o Advanced Open Water Diver, a média fica entre:
BRASIL: R$ 1.300 e R$ 2.000;
TAILÂNDIA: R$ 1.000 - R$ 1500;
MÉXICO: R$ 1.500 a R$ 2.000

O Curso de Primeiros Socorros e Resgate, o EFR e Rescue Diver, você deve pagar algo na volta de:
BRASIL: R$ 2.000 - 2.500;
TAILÂNDIA: R$ 1.500 - R$ 2.200
MÉXICO: R$ 2.000 – 2.500

Entrando no caminho Profissional do mergulho, o Curso Divemaster gira entre:
BRASIL E MÉXICO: R$ 3.500 a R$ 5.000;
TAILÂNDIA: R$ 2.800 a R$ 4.000

Para o Instructor Development Course, o IDC, valores estão entre R$ 5.000 a R$ 10.000 em qualquer lugar do mundo.

Muitas operadoras montam pacotes de cursos de mergulhos, de acordo com seu propósito, como por exemplo Open Water + Advanced Open Water ou até mesmo do Open Water até o Divemaster, o chamado Go Pro. Esses pacotes podem ser bastante vantajosos no quesito custos.

Um cuidado para evitar surpresas na hora de fechar qualquer programa é verificar junto à operadora se no valor informado estão incluídos os equipamentos e as taxas de certificação. Algumas escolas vendem os cursos sem incluir esses custos.

Outra dica valiosa, sem dúvida a mais importante de todas, é a seguinte: Não economize na sua formação! Faça sua escolha baseada no Dive Center que você mais gostou, que você se sentiu mais confortável, que você se sentiu mais à vontade. Escolha aquele que tem uma estrutura adequada, como barcos e equipamentos de qualidade. Busque escolas com boas reviews, instrutores bem conceituados. Todas essas coisas influenciarão na qualidade do seu aprendizado. Lembre-se que muitas vezes o barato pode sair caro e que nem sem a mais cara será a melhor opção.

fundo parallax

"Trabalhar com mergulho pode trazer inúmeras vantagens, dentre elas, estar em contato direto com a natureza, interagir com pessoas incríveis de diversos cantos do mundo e viajar por lugares espetaculares".

 
6- Me conta um pouco da sua trajetória de mergulhador! Como tudo começou e onde você já morou sendo mergulhador?
Após fazer 3 Discover Scuba Divings, mais conhecido no Brasil como batismo, decidi fazer meu curso Open Water Diver, já que estava em Ilha Grande/RJ e tinha uma viagem marcada para Los Roques, na Venezuela, em poucos meses.

No Arquipélago Los Roques foi onde me apaixonei pelo fundo do mar. Todas aquelas cores, sensações, vida marinha... tenho muito claro na memória como foi minha primeira imersão já como mergulhador certificado.

Fui então morar no Canadá, onde passei mais de um ano sem mergulhar. Na descida pelos Estados Unidos fiz um cruzeiro até Bahamas e, claro, aproveitei para mergulhar com os temidos Tubarões Tigre.

O restante da história comentei acima, cheguei em Isla Mujeres e tive uma oportunidade em uma escola de mergulho. O trabalho era bastante prazeroso: cedinho da manhã já estava na dive shop, ajudava a receber os mergulhadores, carregava os cilindros e equipamentos para o barco, auxiliava na preparação em geral e, quando tudo pronto, acompanhava o grupo durante a imersão.

Aos poucos fui aprendendo novas técnicas e aprimorando minhas habilidades de mergulho. O proprietário da escola gostou bastante do meu trabalho e, como recompensa, me deu novos cursos de mergulho – Advanced e Rescue.

Trabalhados 5 meses de forma voluntária, recebi a proposta para me tornar um Divemaster PADI – o primeiro nível profissional do mergulho. Aceitei na hora! Terminei meu curso e então, na mesma escola de mergulho, passei a trabalhar de forma remunerada.

O serviço era praticamente o mesmo de antes - carregar cilindros, preparar equipamentos, auxiliar no barco – com a diferença que, agora, quem guiava os mergulhadores pelos pontos de mergulho era eu.

Entre idas e vindas, fiquei no México por aproximadamente 1 ano e meio. Utilizei Isla Mujeres como base para conhecer diversos pontos do Caribe e todos os países da América Central.

Após esse período decidi voltar ao Brasil e, para não perder o vínculo com o mergulho, encontrei a Dive Sul, uma renomada Dive Shop na cidade Porto Alegre/RS. Com o Course Director Luis Oliveira fiz meu curso de Instrutor e comecei a auxiliá-lo na escola. Esse período foi extremamente importante para minha carreira, uma vez que tive a oportunidade de aprender muito com a experiência dele, meus colegas instrutores e alunos da escola. Fazíamos cursos PADI dos mais diferentes níveis, bem como viagens levando grupos de mergulhadores brasileiros para diversas partes do Brasil e do mundo. Realizamos diversas viagens para destinos excelentes para o mergulho, como Galápagos, no Equador, Isla Mujeres, México, Blue Hole em Belize, Fernando de Noronha, Brasil, dentre outros.

Após 2 anos e meio em Porto Alegre, senti que precisava ter uma experiência internacional outra vez – e com o pé na areia de novo – e então decidi que a Tailândia seria minha nova morada, mais precisamente em Koh Phi Phi, já que a ilha compunha minha lista de destinos havia tempo. Morei em Phi Phi por 6 meses e trabalhei (e ainda trabalho) em uma escola super conceituada da ilha, a Profun Divers. Como a Tailândia opera basicamente por temporadas - em razão das chuvas -, decidi vir para Byron Bay, na Austrália, onde estou morando e trabalhando com mergulho atualmente.

Em breve (dez/2017) estarei retornando para Koh Phi Phi para fazer a temporada 2017/2018.

 
7- Em quantos países você já morou? Em todos você se sustentava com o dinheiro que ganhava das aulas de mergulho ou você tem algum investimento no Brasil que te ajuda?
Até hoje mergulhei em 16 países e trabalhando com o mergulho já morei no México, Brasil, Tailândia e Austrália. Em todos eles me sustentava com a grana que recebia do trabalho com o mergulho.

No México, enquanto fazia o curso de Divemaster, trabalhava também como garçom em um restaurante super descolado, já que ainda não era remunerado como profissional de mergulho.

8- Como você foi parar em Koh Phi Phi? Gostou da experiência?
Viver em Koh Phi Phi, Tailândia, foi uma experiência engrandecedora, tanto no aspecto pessoal quanto profissional.

Em 2016 resolvi fazer mais um período sabático na minha vida: Após uma agitada temporada de cursos de mergulhos em Porto Alegre (nov/15 a março/16), realizamos uma viagem de mergulho ao México e Belize (abr/16). Como meu próximo compromisso seria apenas em outubro de 2016, quando estava incumbido de levar um grupo de mergulhadores a linda ilha de Fernando de Noronha, no Brasil, aproveitei esse intervalo de 5 meses para fazer algumas viagens pessoais, tais como Ilha de Páscoa, Colômbia, Norte do Peru etc.

Voltei ao Brasil, fui a Noronha e quando retornei de lá senti que estava precisando de novos desafios, conhecer operações de mergulho diferentes, experimentar um pouco mais da indústria do mergulho. Assim iniciei a buscar alguma Dive Shop que estivesse precisando de Instrutor.

Como comentei, minha ideia já era Tailândia. Ao checar então uma espécie de classificados exclusivo para profissionais da área do mergulho vi que a Profun Divers em Koh Phi Phi precisava de instrutores brasileiros. Imediatamente pensei: “Essa vaga é minha!”. E assim foi, pois enviei meu currículo, fiz uma entrevista por Skype e ao final fui contratado.

Morar em Phi Phi foi sensacional! Alugava um quarto em um resort na beira de uma praia linda, ótima gastronomia na ilha, preços acessíveis. Os mergulhos eram incríveis, todos os dias, muitas vezes mais de uma vez por dia. A escola não podia ser melhor, com grandes profissionais, ótima estrutura e uma super flexibilidade de trabalho.

Como Koh Phi Phi é um dos destinos mais turísticos do sudeste asiático, muita gente passa por ali e, com isso, a oportunidade de conhecer gente legal e viajada. Muitos brasileiros visitando a ilha também, o que contribuiu sobremaneira para que meu tempo por lá fosse ainda mais especial, uma vez que a grande maioria buscava mergulhar com Instrutor Brasileiro em razão da língua. Tive a grata oportunidade de dividir meus mergulhos com centenas de brasileiros gente boa. Muitos deles viraram amigos pessoais.

 
9- Um mergulhador ganha bem pra se manter viajando? Como é a comissão em escola de mergulho? Vocês ganham salário ou é por comissão mesmo? Você pode falar a média de valores que as pessoas ganham como mergulhador? E também quanto custa em média fazer um mergulho?
Instrutores de mergulho geralmente são melhor remunerados do que Divemasters, em razão do tipo de atividade. Enquanto Divemasters auxiliam o instrutor e guiam mergulhadores já certificados, Instrutores formam mergulhadores.

Na grande maioria dos lugares o salário recebido por um mergulhador profissional é suficiente para pagar sua hospedagem, alimentação e guardar para as viagens. O valor em si vai depender muito do local, mas minhas experiências nos lugares em que trabalhei foram bastante gratificantes nesse quesito.

Muitas escolas pagam comissões, algumas outras pagam um salário base + comissões. Há também programas de comissões de vendas por produtos da loja, o que pode ser uma ótima forma de complementar a renda.

O valor de um mergulho vai depender da localidade e nível de certificação. Tailândia e Honduras são considerados os lugares mais baratos do mundo para fazer mergulho, já algumas ilhas mais isoladas como Maldivas e Micronésia os mergulhos são mais caros.

10- Como nasceu o Blog TravelerBR?
Depois de ter morado fora e mochilado por lugares espetaculares, muitos passaram a me pedir dicas e perguntarem as mais diversas curiosidades sobre viagens. Assim, decidi criar o Blog TravelerBR para compartilhar parte das experiências vivenciadas por mim durante minhas viagens e mochiladas pelo mundo.

Confesso que dei uma boa enrolada nessa criação, pois a ideia de fazer o Blog me veio durante um ferry de Vancouver a Victoria, no Canadá, em dezembro de 2011, mas apenas em 2015 o Blog TravelerBR foi ao ar. Embora tenha levado todo esse tempo para efetivamente estar disponível, veio recheado de dicas e muito carinho pelas viagens!

11- Você se arrepende de ter trocado de carreira? Está feliz como mergulhador? O que você pode dizer pras pessoas pra inspirá-las a seguirem seus sonhos?
De forma alguma! Estou muito satisfeito com minhas escolhas e com as oportunidades que vêm aparecendo em razão delas. Acredito que essa pausa no Direito foi - e está sendo - fundamental para o meu desenvolvimento pessoal e aumento de visão de mundo.

Cada situação incrível que tenho passado na vida, cada pessoa espetacular que tenho conhecido. Só tenho a agradecer.

Se pudesse resumir em uma única palavra de inspiração para aqueles que desejam seguir um sonho, independente de ser convencional ou não, seria “VÁ!”, dê o primeiro passo. Estude muito sobre o projeto, pense em todas as possibilidades, se informe bastante antes de se jogar de cabeça e se organize de todas as formas possíveis, financeira e emocionalmente. Analisado tudo isso, Vá!!

Não pense que será fácil, pois cada caminho carrega suas privações. Ademais, lembre-se que você precisará despender uma grande carga de esforço para conquistar seu objetivo final. Mas não desanime, pois o sentimento de dever cumprido e as benesses oriundas de chegar lá simplesmente não têm preço.

 

12- Quais são os melhores lugares do mundo pra tirar certificações de mergulho e se tornar um instrutor! Os melhores e os mais baratos!
Posso dizer que o melhor lugar do mundo para tirar certificações de mergulho é o local mais conveniente para você! Pode ser do lado de casa ou do outro lado do mundo. No entanto, há lugares bastante famosos para a formação. Um exemplo é a ilha de Utila, em Honduras, a qual respira mergulho. É um local muito conhecido no mundo pela formação de mergulhadores (de todos os níveis), já que o preço é acessível e as escolas oferecem hospedagem free durante a realização dos treinamentos.

Outro país muito visado para tal é a Tailândia, pelo mesmo motivo, preços acessíveis e qualidade de mergulho. Os lugares são simplesmente paradisíacos.

13- Como você consegue trabalhar de mergulhador pelo mundo? Acerta o emprego antes ou vai na cara e na coragem e sempre encontra emprego nos países que visita?
Com a globalização das informações está cada vez mais fácil encontrar aquela vaguinha de Instrutor de Mergulho no local que você sempre sonhou! Tão logo você faça parte dos membros da PADI, você terá aceso a uma área exclusiva aos profissionais, em que há um campo de classificados, com diversas oportunidades de emprego ao redor do mundo. Há também alguns sites especializados, como o Divers Job (http://www.diversjobs.com), que é um classificado de vagas relacionadas a mergulho pelo mundo todo e o Dive Zone (https://divezone.net/jobs), um site sobre diving e reviews de pontos de mergulho que também tem uma área com ofertas de emprego.

Por fim, tem também a hipótese de você estar em determinado lugar, gostar da escola, entrar, falar com o gerente e pedir uma oportunidade para trabalhar lá. Essa funciona muito bem para locais mais movimentados, como Tailândia, por exemplo. E a dica aqui é: seja cara de pau, pois o não você já tem como resposta.

Particularmente, gosto de fazer contato antes, pois assim você já chega com o emprego certo e não precisa sair batendo de porta em porta procurando. No entanto, na escola que estou trabalhando atualmente em Byron Bay, Austrália, decidi entrar e conversar com o proprietário. Deu certo!

14- Algum conselho pra quem pensa em ser mergulhador também?
Sim, muitos. O primeiro - e talvez o mais importante - é saber se você realmente vai gostar de mergulhar. Nesse sentido, antes de fechar qualquer pacote para ser profissional minha dica é fazer um Discover Scuba Diving (batismo) ou o Curso Open Water Diver para ver se você vai curtir a ideia.

Outro conselho importante é se informar bastante sobre os prós e contras da carreira. Tenha em mente que o trabalho, embora muito divertido e recompensador, é bastante árduo. Além de ter que acordar muito cedo, já que as saídas geralmente são feitas pela manhã, os equipamentos e cilindros são pesados, o trabalho à bordo tem suas peculiaridades e, principalmente, a responsabilidade de cuidar de pessoas que confiam em você durante toda a operação de mergulho é grande.

Por outro lado, trabalhar com mergulho pode trazer inúmeras vantagens, dentre elas, estar em contato direto com a natureza, interagir com pessoas incríveis de diversos cantos do mundo e viajar por lugares espetaculares.

O bom é colocar tudo isso na balança e analisar se é, de fato, isso que você pretende fazer.

15- Se tiver mais alguma coisa que você queira dividir com a galera ou acrescentar coisas que as pessoas geralmente te perguntam...
Para finalizar, gostaria de dizer que o maior legado dessa experiência toda trabalhando com mergulho foi ter constatado que é possível chegar exatamente onde queremos e que somos capazes de fazer absolutamente tudo o que nos propusermos, basta ter um pouco de coragem, vontade e desapego.

Bom gente! E assim acaba essa entrevista incrível que me fez ficar toda arrepiada só de pensar que tudo é possível se acreditarmos no nosso potencial!

Não tenha medo de arriscar ou de mudar de planos. Confie nos seus instintos e siga sempre buscando sua felicidade!

ATENÇÃO!
Lembrando que no momento o Rodrigo está dando aulas de mergulho na Austrália. No entanto, em Dezembro/17 ele estará de volta em Koh Phi Phi, Tailândia, fazendo os mergulhos por lá. Então quem estiver indo para a Tailândia pode entrar em contato com ele. Se souber alguém que esteja indo, pode indicar também. Todas as informações sobre os mergulhos em Koh Phi Phi estão nesse link aqui: http://travelerbr.com/site/mergulho-tailandia/

Beijos e até a próxima!!!!!



Rodrigo Siqueira é advogado por formação, instrutor de mergulho por opção. Até hoje 5 continentes, 38 países, mais de 300 cidades, 4 países chamados de casa e incontáveis experiências na mochila da vida. Acredita no turismo simples, sem frescuras. Viaja não só para visitar lugares, mas também para conhecer diferentes culturas, interagir com o povo local e experienciar o novo. Não consegue mais não viajar. Sempre com um mapa à mão, pronto para escolher o próximo destino.

Blog TravelerBRwww.travelerbr.com
Facebook - www.facebook.com/blogtravelerbr
Instagram - https://instagram.com/blogtravelerbr
Youtube - www.youtube.com/channel/blogtravelerbr
Maryana Teles
Maryana Teles
Carioca, publicitária e apaixonada (digamos que, talvez, viciada) por viagens de estilo low cost. 25 países na bagagem e muitas histórias, micos, dicas e inspirações pra quem também vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA!

Os comentários estão encerrados.